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Análise: Cruzeiro vence chuva, pressão sobre Tite e clássico para acalmar ânimos

Análise: Cruzeiro vence chuva, pressão sobre Tite e clássico para acalmar ânimos

Cruzeiro 2 x 0 América-MG | Melhores momentos | 7ª rodada | Campeonato Mineiro 2026
Belo Horizonte registrou chuvas fortes nesde domingo. Durante todo o jogo entre Cruzeiro e América-MG, pela penúltima rodada do Campeonato Mineiro, a chuva esteve presente e levou para longe a tensão que rondava a equipe celeste e a pressão sobre Tite – pelo menos momentaneamente. A chuva ainda trouxe um respiro aliviado, após um bom jogo na vitória por 2 a 0.
“Para variar, enfim, um pós-jogo de vitória do Cruzeiro!”, diz Fernanda | A Voz da Torcida
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Com a chuva, o campo ficou mais pesado, o jogo mais físico e truncado, mas o Cruzeiro soube se aproveitar disso. Intenso, conseguiu um pênalti antes de o relógio bater os cinco minutos de jogo. Gerson entrou na área sozinho, ficando cara a cara com Gustavo. O goleiro do América foi tentar abafar o jogador, mas acabou perdendo o tempo da bola e fez a falta.
Kaio Jorge, em noite em que brilhou, bateu com firmeza e abriu o placar. Ali era o início do alivio. O jogo ficou mais truncado, com chances dos dois lados, mas com o Cruzeiro levando mais perigo. O lado direito, outrora criticado, conseguiu se apresentar melhor com Fagner. Do outro lado do campo, Kaiki fez mais uma partida consistente.
Jogadores do Cruzeiro comemoram gol contra o América-MG
Gustavo Aleixo/ Cruzeiro
Gerson mostrou que está, a cada partida, mais afinado. O jogador acertou 84% dos passes que trocou em campo. Ganhou duelos para recuperar a bola, foi firme no jogo de corpo – que o confronto exigia pelo volume de chuva -, e tem se mostrado um titular incontestável.
No segundo gol, mais uma prova de como o coletivo estava em sintonia. A bola saiu dos pés de Fagner no campo de defesa e foi direto para Matheus Pereira. O meia enxergou Arroyo do lado direito, o camisa 99 cruzou para Christian no lado esquerdo da área que, por sua vez, lançou para dentro da pequena área e viu Kaio Jorge aproveitar a chance como um centroavante nato.
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Na defesa, mais alinhamento. Fabrício Bruno fez um jogo acima do que vinha apresentando na temporada: encaixando o ritmo na defesa, acompanhando o adversário, salvando no último instante. O jogador, enfim, se mostrou para a temporada e essa foi uma excelente notícia para Tite – e, quem sabe, até para Carlo Ancelotti.
Se a vitória tivesse de ser definida em uma palavra, seria: consistência. Não foi uma partida extraordinária, mas foi algo que o cruzeirense desejava ver há algum tempo. Atuação consciente, de aproximação, consistência e, principalmente, de vontade do início ao fim.
A chuva pode ter levado o peso da pressão de um time que tinha apenas três vitórias em oito jogos – completou o quarto triunfo neste domingo -, e estava à beira de uma eliminação precoce no Estadual (primeiro objetivo do Cruzeiro no ano).
Agora é mostrar que a consistência vai acompanhar o Cruzeiro na evolução física e técnica que tanto se espera desse time. Diante do Mirassol, um adversário difícil, a Raposa tem que entrar com a mesma consciência de que não pode deixar a tempestade trazer o caos outra vez. É preciso engrenar uma sequência de vitórias e bons jogos para que a tensão não volte a rondar e a pesar.
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