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Da euforia à frustração: todos os passos e emoções da reestreia de Marinho pelo Vitória

Da euforia à frustração: todos os passos e emoções da reestreia de Marinho pelo Vitória

“O resultado não condiz com o jogo, pecamos no detalhe”, lamenta Marinho, do Vitória
Dez anos depois, Marinho voltou ao Barradão como o camisa 7 do Vitória. Depois do brilho de 2016, a relação entre o atacante e o Leão foi de recados carinhosos e expectativa pelo retorno, que finalmente aconteceu na última terça-feira, na derrota por 2 a 1 para o Flamengo.
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O dia da reestreia de Marinho não teve final feliz, mas testou o coração do atacante, que ouviu seu nome ser cantado do aquecimento à entrada em campo. Em 2016, ele estreou com gol contra o Jacuipense, mas não pôde repetir o feito diante do atual campeão brasileiro.
O ge seguiu os passos do camisa 7 em campo e conta, com registros exclusivos, como foi o dia da reestreia do ídolo com a camisa do Leão.
O primeiro contato
Torcida do Vitória pede entrada de Marinho contra o Flamengo
Marinho foi destaque entre os torcedores desde o aquecimento. Durante os primeiros exercícios, o camisa 7 foi o único atleta rubro-negro que teve o nome gritado pela arquibancada.
O aquecimento, aliás, já serviu de pista de que o atacante faria mesmo sua reestreia na última terça. Marinho foi o único reserva que participou de uma atividade de finalização entre os titulares, e fez gol ao acertar a bochecha da rede.
Marinho em pé em cima da cadeira no banco de reservas
Theo Fernandes / ge
Depois do início do jogo, sentado entre Lucas Silva e Lucas Arcanjo no banco de reservas, Marinho demonstrou tensão mesmo contido. O ídolo ficou em pé na cadeira e não falou muito. Em alguns momentos incentivou os companheiros e cobrou a arbitragem.
Marinho reclama com a arbitragem e pede impedimento no segundo gol do Flamengo
A ansiedade de entrar em campo ficou clara quando Marinho foi aquecer pela primeira vez, no fim da etapa inicial. Quando o auxiliar técnico de Jair Ventura chamou o atacante, ele foi correndo para a beira do gramado para esquentar. E a torcida retribuiu com gritos de “ah, é Di Marinho!”.
Vibração, oração e frustração
Marinho reza antes de cobrança de pênalti de Renato Kayzer em Vitória x Flamengo
Theo Fernandes / ge
A torcida gritou o nome do atacante novamente quando ele voltou a aquecer no segundo tempo. Em poucos minutos, contudo, Marinho foi do céu ao inferno.
Aos seis minutos da etapa final, Marinho acompanhou o lance do gol de Matheuzinho praticamente imóvel, mas caminhou conforme o lance se desenvolvia. Quando a bola cruzou a linha, o camisa 7 saltou por cima da placa de publicidade.
Marinho comemora gol de Matheuzinho contra o Flamengo
Poucos minutos depois, a pressão do Vitória sobre o Flamengo aumentou, e Marinho voltou a vibrar quando Nathan Mendes sofreu pênalti. A comemoração foi acompanhada de um tenso andar em círculos.
Marinho comemora marcação de pênalti em Vitória x Flamengo
O ídolo ficou inquieto, andou em círculos e até se ajoelhou na torcida para que seu amigo pessoal Renato Kayzer convertesse a cobrança. Mas a oração não surtiu efeito.
Marinho reza por pênalti de Kayzer contra o Flamengo
Como reação imediata, Jair Ventura chamou Marinho, que tirou o colete e correu para voltar ao campo do Barradão e defender a camisa vermelha e preta pela primeira vez depois de dez anos.
Marinho entra em campo em Vitória x Flamengo
O primeiro toque na bola de Marinho foi uma jogada com Nathan Mendes. Logo em seguida, o atacante deu um pieque para desarmar Erick Pulgar e acabar com um possível ataque flamenguista. Marinho mostrou garra para marcar e vontade de participar, mas, com o Vitória mais acuado na reta final, não conseguiu ser decisivo.
Marinho faz primeiro toque na bola em Vitória x Flamengo
Foi o primeiro jogo de Marinho depois em quase quatro meses. Na entrevista coletiva depois da partida, o treinador Jair Ventura revelou conversa em que o atacante disse ainda estar com o físico “nota 6”.
– Marinho é identificado com o clube. Ainda não está na melhor forma física, mas vamos usar ele da forma como ele sabe. Puxando para dentro, mini míssil aleatório. Quando ele estiver 100% vai nos ajudar bastante – disse o técnico.
A estreia de Marinho teve oito toques na bola, duas faltas sofridas, dois duelos ganhos e uma finalização bloqueada. Tanto o jogador quanto o torcedor que aguardou dez anos pelo retorno esperam mais, e a próxima oportunidade para isso é a partida contra o Bahia de Feira, na próxima quarta-feira, pelo Campeonato Baiano.
Na zona mista, Marinho se disse frustrado por não ter vencido na estreia, mas também pregou paciência.
Marinho concede entrevista na zona mista de Vitória x Flamengo
– Queria ajudar, sempre é bom estrear fazendo gol. Mas tenho que ter paciência comigo. Gostei da estreia, foram dois treinos com o time principal. Agora vou ter tempo para treinar, trabalhar e ter minhas oportunidades aos poucos. O professor sempre fala que o jogador tem que mostrar em campo, e é o que eu vou fazer – finalizou o atacante.
*Sob supervisão de Ruan Melo geRead More