Bastidores: desgaste entre Sampaoli e Atlético-MG passa por reforços e ambiente pesado com o elenco
Primeiro técnico demitido do Brasileirão, André Ribas traz detalhes da saída de Sampaoli
A saída de Jorge Sampaoli do Atlético-MG foi definida ainda na madrugada de quarta para quinta-feira, após o empate por 3 a 3 com o Remo, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro. A relação entre treinador, diretoria de futebol, parte do grupo de jogadores e a cúpula alvinegra não era das melhores. O ge detalha os bastidores das últimas semanas que culminaram no estopim para a saída do treinador, após 34 jogos na segunda passagem.
Voz do Setorista: os bastidores da saída de Jorge Sampaoli
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O ambiente era considerável insustentável. Na visão interna, o treinador havia perdido o grupo pelo dia a dia e pela forma que se posicionava nas coletivas. Em algumas ocasiões, dizendo que atletas não estavam bem fisicamente ou não se encaixavam ao estilo de jogo. A postura de Sampaoli, mostrando insatisfação com tudo que era feito, causou ruído no clube.
Outra divergência foi em relação ao mercado do Galo. O treinador insistia em nomes que o Atlético não conseguiu trazer. Exemplo do volante Galarza, do Talleres. A busca por um primeiro volante – com o treinador não aprovando diversos nomes levantados – gerou uma grande crise na Cidade do Galo.
Jorge Sampaoli Atlético-MG
Pedro Souza / Atlético
Além disso, os reforços que vieram – como Minda, Cassierra – não tinham prestígio com o treinador. A dupla foi pouco utilizada desde que chegou.
O treinador também deu declarações divergentes do discurso da diretoria. Cassierra, por exemplo, o clube enxergava como centroavante. Por sua vez, o treinador entendia que ele seria um segundo atacante – além de falar que o colombiano não está em condições de jogo.
O aspecto esportivo também pesou. Nos últimos 20 jogos, Sampaoli conquistou somente cinco vitórias. Boa parte delas com times inferiores (Vasco, Sport e Pouso Alegre). Na passagem toda, foram 10 vitórias,16 empates e oito derrotas. Aproveitamento de 45,1%.
Rafael Menin; Jorge Sampaoli; Gabriel Andreata; Atlético-MG
Pedro Souza / Atlético-MG
A perda do título da Sul-Americana, em 2025, entra no pacote. O vice-campeonato tirou o Atlético da Libertadores pelo segundo ano seguido.
O jogo contra o Remo era um “ultimato” por resultados. O Galo esteve muito perto de sair derrotado da Arena MRV. Conseguiu o gol do empate no último lance.
O pós-jogo teve poucos jogadores na zona mista. O clima era de abatimento. Na coletiva, Sampaoli divergiu de Paulo Bracks sobre a situação envolvendo a busca pelo primeiro volante. Mais um episódio de desgaste.
A decisão foi tomada ainda na madrugada de quinta-feira. Horas depois, pela tarde na Cidade do Galo, as partes se reuniram e comunicaram o rompimento do vínculo.
Jorge Sampaoli no Atlético-MG
Gilson Lobo/AGIF
O momento também pesou para a escolha da saída do técnico. Início da temporada, primeiras rodadas de Brasileiro e duas competições ainda para disputar. Também foi considerado a janela, que está aberta, e a semana cheia que o clube tem pela frente.
Depois do jogo contra o Itabirito, no sábado, o Galo só volta a campo no próximo fim de semana – isso se não for eliminado do Estadual. Por isso, a diretoria entendeu que era o momento de recalcular a rota e ter tempo de recuperar os resultados ruins no Brasileiro.
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