Análise: Lucas Pinheiro tem duas chances de levar a medalha inédita para o Brasil nas Olimpíadas
Saiba as chances de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno
Lucas Pinheiro é a principal chance de medalha do Brasil nas Olimpíadas de Inverno, na Itália. O atleta de 25 anos competirá em duas provas do esqui alpino – slalom e slalom gigante – e chega cotado para o pódio em ambas. No slalom, está entre os favoritos e, no slalom gigante, entre os candidatos para a medalha. A estreia da esperança brasileira nos Jogos de Milão-Cortina será neste sábado, no slalom gigante.
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Lucas Pinheiro fala sobre expectativa de medalha: “Essa pressão é um privilégio”
Lucas Pinheiro nasceu em Oslo, capital da Noruega, e é filho de norueguês com brasileira. Representou o país natal no início de carreira, mas defende a terra da mãe desde 2024. Participou das Olimpíadas de 2022, quando caiu e não completou o percurso.
No slalom, Lucas está na segunda posição do ranking, atrás apenas do norueguês Atle Lie McGrath. Conquistou um ouro e uma prata em etapas de Copa do Mundo nesta temporada, além de outros resultados relevantes, como dois quartos lugares e um quinto. A regularidade de estar sempre entre os primeiros colocados põe o brasileiro como favorito para a medalha olímpica.
Lucas Pinheiro chorando com o uniforme do Brasil para a abertura das Olimpíadas de Inverno
Outro diferencial que coloca Lucas como candidato ao pódio é a parte física. Os atletas fazem duas descidas separadas por um intervalo de três horas. Ou seja, há pouco tempo para se recuperar. E, nas últimas competições, o brasileiro é quem mais tem melhorado o desempenho da primeira para a segunda descida – muito por conta da preparação física.
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Ainda falando do slalom, a prova está bem aberta. Não há um super favorito ao ouro, aquele atleta que domina as competições e praticamente não tem concorrentes. Há um rodízio de vários candidatos ao alto do pódio nas etapas. Além do líder do ranking, o norueguês Atle Lie McGrath, é bom ficar de olho no francês Clement Noel, campeão olímpico, no também francês Paco Rassat e no norueguês Timon Haugan.
Lucas Pinheiro
Christophe Pallot/Agence Zoom/Getty Images
A outra prova de Lucas é o slalom gigante, mais veloz. Nessa, o brasileiro não é exatamente favorito ao pódio, mas está entre os candidatos. Nesta temporada, foram duas medalhas de prata em etapas da Copa do Mundo, e ele está em quarto no ranking mundial. Ao contrário do slalom, que não tem um super favorito ao ouro, o slalom gigante tem o suíço Marco Odermatt como principal nome. Campeão olímpico, líder do ranking e dono de 29 títulos de Copas do Mundo.
Em teoria, os outros dois lugares no pódio estão abertos. Os austríacos Stefan Brennsteiner e Marco Schwarz, o noruegueses Henrik Kristoffersen e o suíço Loïc Meillard estão com boas chances de medalha. Além, claro, do próprio Lucas.
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No esqui alpino, os atletas descem as montanhas de neve, fazendo uma espécie de zigue-zague entre os obstáculos, chamados de portões. No slalom, a prova é mais técnica, com os obstáculos próximos e uma velocidade menor. O slalom gigante é uma disputa rápida, já que os portões ficam mais distantes um dos outros, exigindo um menor controle do esquiador durante a descida.
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Guilherme Costa Brasil em Tóquio blog
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