Impasse no Congresso provoca paralisação parcial do departamento que comanda o ICE nos EUA
Governo Trump anuncia retirada de agentes do ICE de Minnesota
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) entrou em uma paralisação parcial neste sábado (14), depois que os congressistas não chegaram a um acordo sobre mudanças nas regras de atuação de agentes de imigração.
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O impasse gira em torno de propostas da oposição para impor novas restrições em operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) e da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Ambos atuam na fiscalização de imigrantes e na segurança das fronteiras.
Parte dos funcionários considerados “não essenciais” será colocada em licença automaticamente. Mas as operações de deportação de imigrantes devem continuar, assim como a maior parte dos programas federais de segurança interna.
Democratas, que fazem oposição ao governo de Donald Trump, querem que agentes federais de imigração sigam regras semelhantes às aplicadas a policiais locais nas operações. Isso traria limites mais claros para abordagens, prisões e operações.
Entre as propostas está a exigência de que agentes retirem máscaras usadas durante ações de busca e prisão de imigrantes. O uso dessas máscaras gerou protestos após operações consideradas agressivas em cidades como Minneapolis.
Já os republicanos, de Trump, afirmam que as mudanças colocariam os agentes em risco. O presidente criticou os democratas e disse que é preciso “proteger as forças de segurança”, incluindo o ICE.
Questionado na sexta-feira (13) se participaria diretamente das negociações com congressistas, Trump disse que já estava conversando com os parlamentares.
Mesmo sem a aprovação do orçamento para o DHS, as operações do ICE e da CBP não devem parar. Isso porque esses órgãos contam com uma fonte separada de recursos, superior a US$ 135 bilhões, aprovada em julho dentro de um pacote orçamentário proposto por Trump.
Clima de tensão
Agente do ICE durante operação em Mineápolis, em 18 de janeiro de 2026
REUTERS/Seth Herald
Na quinta-feira (12), republicanos esperavam que o anúncio do fim de uma operação intensiva de deportações em Minneapolis ajudasse a destravar a votação. Não funcionou. Apenas um dos 47 senadores democratas votou a favor do projeto. Eram necessários pelo menos três.
A senadora democrata Jeanne Shaheen afirmou à CNN que, mesmo com a retirada do ICE e da CBP de Minneapolis, não há garantias de que agentes não atuem em outras cidades ou façam buscas sem mandado judicial.
“É isso que está deixando as pessoas revoltadas, e isso precisa ser corrigido”, disse.
O shutdown começa meses depois de outra paralisação prolongada do governo federal, que durou 43 dias no ano passado, em meio a uma disputa sobre subsídios federais de saúde.
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