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Você sabia? Rivellino estreou pelo Fluminense em um sábado de Carnaval com três gols e som da bateria da Mangueira

Você sabia? Rivellino estreou pelo Fluminense em um sábado de Carnaval com três gols e som da bateria da Mangueira

Rivellino colocava a “lei do ex” em ação na estreia pelo Fluminense contra o Corinthians
Em um sábado de Carnaval de 1975, o Maracanã virou palco da estreia de um expoente da história tricolor. No dia 8 de fevereiro daquele ano, Roberto Rivellino entrou em campo pela primeira vez com a camisa do Fluminense contra o seu ex-clube, o Corinthians, em duelo amistoso. Gols e a bateria da Mangueira marcaram a partida.
Protagonista da vitória por 4 a 1 sobre a equipe paulista, o ponta-esquerda fez mais do que estrear. Apresentou o cartão de visitas com três gols — dois no primeiro tempo e um golaço de cobertura na etapa final.
Rivelino em ação pelo Fluminense no Maracanã
Agência Estado
A estreia perfeita não só reforçou a expectativa em torno do jogador — campeão mundial pela Seleção em 1970 — como também marcou o início de uma das fases mais emblemáticas da história do Fluminense, com a formação da lendária “Máquina Tricolor”.
Rivelino disputou 158 jogos pelo Fluminense e marcou 57 gols entre 1975 e 1978. Além de ser o destaque de um dos times mais marcantes da história da equipe das Laranjeiras, conquistou os estaduais de 1975 e 1976, além da Copa Viña del Mar e o Torneio de Paris, em 1976, e o Troféu Teresa Herrera de 1977.
Jornal, Rivellino, Fluminense
Reprodução / Jornal dos Sports
Cartola e bateria da Mangueira no embalo
De acordo com registros, inclusive do acervo histórico do Fluminense, mais de 40 mil torcedores estiveram presentes no estádio. O clima de folia esteve além das quatro linhas. Fantasias, adereços nas cores verde, branco e grená e a bateria da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira embalaram a festa nas arquibancadas.
A festa começou no pré-jogo, se estendeu durante toda a partida e foi até o fim do duelo, quando os integrantes da bateria partiram direto do estádio para curtir a noite de Carnaval. O Jornal dos Sports do dia seguinte registrou que o Rei Momo foi quem deu o pontapé inicial na partida
Nas arquibancadas do Maracanã, inclusive, estava um torcedor ilustre: Cartola. A história da escola, inclusive, se cruza com a do gênio do samba. Ele foi um dos fundadores da Verde e Rosa e tem sua história centenária atrelada às duas paixões, Mangueira e Fluminense. As cores da escola também foram inspiradas no clube carioca.
Ronaldo, filho de Cartola, com a camisa do Fluminense em homenagem ao pai
Reprodução/Fluminense
Em sua coluna no Jornal O Globo do dia seguinte, o jornalista Sérgio Noronha definiu a estreia de Rivellino como “Baile do Cartola”:
” Um chute, uma cabeçada ao rés do chão. Um toque para encobrir o goleiro: três gols de classe marcaram a estreia de Rivellino, ainda fora de forma mas com Iampejos do craque que é. E fundamentalmente sua presença no Fluminense mostrou o quanto pesa um craque craque, pois o time ganhou nova personalidade com o auxílio de Zé Mário e Mário Sérgio, também duas excelentes estreias. E o Corinthians, sem craques, mostrou um futebol medíocre, medíocre, sem esquema, sem imaginação, sem força de ataque, mesmo quando ainda tinha onze homens em campo”.
Registro do jornal O Globo do “Baile do Cartola”
O Globo
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