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Invencibilidade, minutos controlados e mais opções: como o Bahia chega para a Libertadores

Invencibilidade, minutos controlados e mais opções: como o Bahia chega para a Libertadores

Rogério Ceni analisa O’Higgins, rival do Bahia na Libertadores
Em temporada quase irretocável, o Bahia agora vira os olhares para o jogo mais importante do ano até aqui. Depois de praticamente gabaritar compromissos por Campeonato Baiano e Campeonato Brasileiro, o Tricolor começa a disputa do primeiro mata-mata de 2026 nesta quarta-feira, contra o O’Higgins, pela segunda fase prévia da Libertadores.
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A partida é fundamental porque garante um calendário internacional ao Bahia em 2026. Se for eliminado pelo O’Higgins, o Tricolor fica fora da Libertadores e da Copa Sul-Americana. Por isso, não é exagero dizer que o planejamento inicial do Esquadrão foi montado para essa partida.
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O Bahia chega para o jogo contra o O’Higgins com 11 jogos disputados entre Campeonato Baiano e Série A. Único time da elite nacional invicto neste ano, o Tricolor tem oito vitórias e três empates, o que significa 82% de aproveitamento. A equipe anotou 26 gols e sofreu nove.
Rogério Ceni durante treino do Bahia
Rafael Rodrigues/EC Bahia
Os resultados colocam o Bahia no G-4 do Campeonato Brasileiro e na liderança do Campeonato Baiano, com direito a mando de campo até em uma possível final. Feitos conquistados com, na prática, três times diferentes.
O treinador Rogério Ceni mandou a campo escalações formadas por seus principais jogadores, mas também por atletas considerados reservas e até equipes repletas de garotos da base. O “time A”, por exemplo, que conta com Everton Ribeiro e companhia, fez apenas quatro jogos até aqui (três pela Série A e um no Campeonato Baiano).
A estratégia serviu adaptar reforços e os mais jovens ao modelo de jogo do time, além de preservar os principais jogadores e ter a possibilidade de repetir escalações. Um dos exemplos é o meia Everton Ribeiro, que atuou por 90 minutos nas três últimas partidas que foi a campo, algo que não fazia desde novembro de 2024.
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O meia, no entanto, não estará presente nesta partida, já que cumpre suspensão pela expulsão contra o América de Cali, na Sul-Americana do ano passado. A solução para a ausência do camisa dez deve ser Erick, jogador que tem aproveitado bem as oportunidades neste início de temporada. Outra opção é Rodrigo Nestor.
Elenco mais enxuto e encorpado
Rogério Ceni e Everaldo antes de Vasco x Bahia
Rafael Rodrigues / EC Bahia
O mercado de transferências do Bahia tem chamado mais a atenção pelas saídas. Cauly, Kayky e Rezende puxam a lista que já conta com 11 jogadores, entre atletas que voltaram de empréstimo e também quem se aposentou, caso do goleiro Danilo Fernandes (veja todas aqui).
Apesar de 11 jogadores terem deixado o elenco, Ceni tem nas mãos um grupo com mais alternativas, principalmente no ataque. Com a recuperação de Mateo Sanabria e as contratações de Kike Olivera e Everaldo, o treinador ganhou opções para o centro e os lados do ataque.
Dell e Kauê Furquim, que se destacaram na disputa do Campeonato Baiano, também tornam o elenco mais encorpado para o andamento da temporada.
Na zaga e no meio-campo, Fredi e David Martins também foram elogiados por Ceni e podem ser opções para as lesões dos zagueiros Kanu e David Duarte, além da saída de Cauly.
Com alternativas e a invencibilidade para defender, o Bahia visita o O’Higgins no estádio El Teniente, no Chile. A bola rola às 19h (de Brasília) desta quarta-feira, pelo jogo de ida. A volta está marcada para o dia 25 deste mês, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
*Sob supervisão do repórter Rafael Teles. geRead More