Contra o O’Higgins, Bahia tenta produzir seus próprios heróis em nova jornada na Libertadores
Segue o BAba monta o Bahia para estreia na Libertadores
Mais do que definir um campeão, cada nova edição da Copa Libertadores da América funciona também como uma visita ao passado, uma homenagem aos heróis que libertaram o Novo Mundo. Um deles, Bernardo O’Higgins, dá nome ao adversário do Bahia na estreia da sexta expedição tricolor pelas veias abertas do continente.
O’Higgins é peça central na independência do Chile e facilmente encontrado em estátuas e nomes de ruas pelo país. Simón Bolívar, José de San Martin e José Artigas são outros dos principais heróis que inspiraram o nome da mais desafiadora competição disputada entre clubes de futebol.
Uniforme do Bahia para noite de Libertadores na Fonte Nova
Divulgação / EC Bahia
A Copa Libertadores é feita pela altura que dá vida aos locais e sufoca os visitantes. Pela umidade que encharca os uniformes. Pelo calor que vem da arquibancada, mas sobretudo dos trópicos. Pelo frio da Patagônia, pela maior cordilheira do planeta, pela magia dos Andes. Pelos heróis.
Dom Pedro, IV de Portugal e I do Brasil, é o representante verde e amarelo na lista dos Libertadores. Foi dele o grito de independência, mas a seguinte atuação como imperador deixa dúvidas quanto ao merecimento do status de “libertador do povo”. Ele é também o único personagem de origem nobre entre os homenageados (shh, cuidado, que nadie nos escuche).
Bahia na Libertadores 2025
Reprodução / Conmebol
Talvez por isso, aqui no Brasil, quando o assunto é Libertadores, os heróis são mais recentes e conquistaram o status com vitórias nas Copas, e não em confrontos bélicos contra europeus. Pelé, Zico, Renato Gaúcho, Marcos, Fernandão, Luiz Henrique etc. A lista é grande no país dono de 25 títulos.
Pioneiro entre os brasileiros na competição continental, o Bahia busca sua primeira Copa sob o comando de um herói da Libertadores: Rogério Ceni. Mas o título conquistado com o São Paulo em 2005 não faz do ex-goleiro o personagem que o torcedor deseja ter no imaginário.
Rogério Ceni antes de The Strongest x Bahia pela Libertadores
Letícia Martins/EC Bahia
O sonho da torcida é ter em campo jogadores que façam a chuva de 1989 ser esquecida. Jogadores que, em 17 batalhas, conduzam as cores do clube pelo caminho da Glória Eterna. Jogadores que transformem o improvável em feito histórico. O que a turma tricolor quer é produzir seus próprios heróis. geRead More


