Justiça dos Estados Unidos investiga denúncia de corpos de duas mulheres enterrados próximo a rancho que pertenceu a Jeffrey Epstein
Caso Epstein: ex-príncipe Andrew é um dos nomes que aparecem nas investigações
O Departamento de Justiça do Novo México, nos EUA, informou nesta quarta-feira (18) que o estado está investigando uma denúncia — surgida a partir de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos — de que o criminoso sexual Jeffrey Epstein teria ordenado que os corpos de duas jovens estrangeiras fossem enterrados nos arredores de seu isolado rancho no estado.
A porta-voz do Departamento de Justiça do Novo México, Lauren Rodriguez, afirmou que o órgão solicitou ao Departamento de Justiça dos EUA uma cópia sem tarjas de um e-mail de 2019 que contém a acusação.
O Departamento de Justiça dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O FBI recusou-se a comentar.
Divulgação de arquivos da Justiça americana expõem relações entre as pessoas mais poderosas do mundo com Jeffrey Epstein
Jornal Nacional/ Reprodução
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Nesta quinta-feira (19), os crimes cometidos pelo financista americano e sua ligação com o ex-príncipe Andrew levou o irmão do rei Charles III à prisão no Reino Unido. A prisão acontecer em meio a investigações sobre possíveis ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
A polícia do Vale do Tâmisa confirmou a prisão sem citar explicitamente o nome de Andrew Mountbatten-Windsor, informando que prendeu um homem na casa dos 60 anos sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público após “avaliação minuciosa” e com “motivos razoáveis para suspeitar que um crime ocorreu”, e que mantém o suspeito sob sua custódia.
A polícia afirmou “ter motivos razoáveis para suspeitar que um crime ocorreu” e que a prisão de Andrew era necessária para evoluir em uma investigação que abriu contra o ex-príncipe para apurar se ele enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto servia como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Zorro Ranch, uma das propriedades de Jeffrey Epstein, em uma vista aérea.
REUTERS/Drone Base/Foto de Arquivo
“Estamos investigando ativamente essa denúncia e conduzindo uma análise mais ampla à luz da divulgação mais recente feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos”, disse Rodriguez, em resposta por e-mail a questionamentos sobre o caso.
Um dia antes, o Legislativo do estado do Novo México iniciou a primeira investigação abrangente sobre acusações de que Epstein abusou sexualmente de meninas e mulheres no Zorro Ranch, a cerca de 48 quilômetros ao sul de Santa Fe, durante mais de duas décadas. A pressão de parlamentares democratas para esclarecer os crimes de Epstein tornou-se um desafio político relevante para o presidente Donald Trump.
O e-mail de 2019 com trechos censurados, incluído na mais recente divulgação de documentos relacionados a Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA, foi enviado alguns meses após a morte do financista a Eddy Aragon, apresentador de rádio no Novo México que havia discutido o Zorro Ranch em seu programa.
O remetente, que afirmava ser um ex-funcionário do local, solicitou o pagamento de um bitcoin em troca de vídeos que, segundo o e-mail, teriam sido retirados da casa de Epstein e mostrariam o financista mantendo relações sexuais com menores.
Aragon disse, em entrevista por telefone, que considerou o e-mail legítimo e o encaminhou imediatamente ao FBI. Ele afirmou não ter recebido qualquer pagamento nem mantido novo contato com o remetente, embora recentemente tenha tentado responder pela primeira vez — o endereço, porém, já não estava mais em funcionamento.
O e-mail, com partes suprimidas, afirmava que duas jovens estrangeiras teriam sido enterradas por ordem de Epstein “em algum lugar nas colinas fora do Zorro” e que ambas morreram “por estrangulamento durante sexo violento e fetichista”.g1 > Mundo Read More


