Como o Grêmio pagou dívidas e viabilizou investimentos no início de 2026
Lateral direita do Grêmio ainda não tem um titular definido
A nova gestão do Grêmio fez um verdadeiro ataque às finanças do clube. Nos primeiros 60 dias da nova administração, foram R$ 100 milhões pagos em dívidas. A direção contou com aportes que deram novo fôlego ao caixa do clube para arcar com os compromissos.
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O clube teve as verbas de TV pelo Brasileirão 2025 (em torno de R$ 25 milhões, de performance mais audiência) e a venda de Alysson ao Aston Villa, da Inglaterra: R$ 54 milhões divididos em uma parcela paga agora e outras duas até 2027.
Houve também o incremento de novos patrocínios – a Havan foi anunciada na última semana para a camisa, sem cifras divulgadas – e a chamada “troca de dinheiro caro por barato”, isto é, empréstimos com melhores condições, com menos juros e maior prazo.
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Presidente Odorico Roman lidera nova gestão do Grêmio
Jeff Botega / Agencia RBS
Em janeiro, o Grêmio fechou contrato com a Ingresse, empresa parceira na gestão da venda de ingressos da Arena. Esse contrato rende R$ 45 milhões em luvas para o clube. Em dezembro, houve a campanha de antecipação de mensalidades de sócios, com descontos, que gerou cerca de R$ 10 milhões.
No pacote de pendências quitadas, estão débitos relacionados diretamente ao futebol e que causavam impacto direto no dia a dia. São exemplos o pagamento da folha salarial de dezembro e o 13º dos jogadores e de dívidas referentes a luvas de contratações. Somente para Braithwaite foram pagos R$ 7 milhões.
Além disso, foram solucionados débitos com clubes, como R$ 7 milhões ao Granada, da Espanha, por Arezo, que gerava o transfer ban da Fifa, e R$ 943,8 mil ao River Plate-URU pelo primeiro empréstimo do mesmo jogador ao Peñarol. Também houve pagamentos a fornecedores, entre outras contas deixadas pela gestão anterior.
Alex Leitão, novo CEO do Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Com o CEO Alex Leitão à frente do processo, as decisões na área financeira são tomadas para reduzir o déficit alto e mudar o perfil da dívida, de curto para médio e longo prazo. A organização dos débitos e a geração de receitas servem para fortalecer a capacidade de endividamento.
Investimentos no futebol
As recentes contratações dos volantes argentinos Juan Nardoni e Leonel Pérez foram viabilizadas por um investidor parceiro do clube.
O auxílio se deu no mecanismo de “empréstimo-ponte”. Em resumo, é uma modalidade de financiamento de curto prazo utilizada para “fazer a ponte” entre uma necessidade imediata de dinheiro e o recebimento de um financiamento de longo prazo. O investidor será pago a partir de 2027.
Conforme apurou o ge, Nardoni chegou em investimento de US$ 8 milhões (R$ 41,7 milhões) por 80% dos direitos econômicos do jogador de 23 anos. Há ainda US$ 2 milhões (R$ 10,4 milhões) a serem pagos em bônus para alcance de metas.
Juan Nardoni e Leonel Pérez foram as recentes contratações do Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Em Pérez, o valor investido pelo Grêmio foi menor. Os gaúchos adquiriram 50% dos direitos econômicos por US$ 2,83 milhões (R$ 14,7 milhões) junto ao Huracán. O contrato ainda prevê a aquisição dos 50% restantes por US$ 3 milhões (R$ 15,56 milhões) caso atinja metas.
Além deles, o Grêmio comprometeu recursos nas compras de Tetê e Enamorado. O brasileiro tem valor estimado em 6,2 milhões de euros (R$ 39,6 milhões) a ser pago ao longo de quatro anos. Já o colombiano teve a transferência na casa dos 3 milhões de dólares (R$ 16,2 milhões), conforme a imprensa local, mas não confirmado pelo clube.
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