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Torcedor de Carteirinha: morador de Capão da Canoa, Anderson está entusiasmado com o Monsoon

Torcedor de Carteirinha: morador de Capão da Canoa, Anderson está entusiasmado com o Monsoon

Torcedor de Carteirinha: Anderson Novaski está entusiasmado com o Monsoon
A série Torcedor de Carteirinha conta histórias de pessoas não apenas apaixonadas pelos clubes do Gauchão, mas que contribuem como sócios há longo tempo. Nesta e nas outras reportagens serão apresentados personagens que estão entre os associados mais antigos de cada equipe. No episódio de hoje, conheça a relação de Anderson Novaski com o Monsoon.
Pé na areia, a caipirinha, água de coco, a cervejinha… Todos os itens para se refrescar à beira-mar estão à disposição no fim de tarde em Capão da Canoa. Mas em dia de jogos, Anderson Novaski rema contra a maré. Mesmo nas tardes mais escaldantes, como naquela de Monsoon e Inter em janeiro deste ano, em que o mar convida para um mergulho refrescante, Anderson Novaski vai a Porto Alegre para torcer pelo novo clube da cidade. Ele garante que virou torcedor da equipe. Será assim enquanto o caçula do Gauchão mantiver a sua sede no Litoral.
Em um campeonato marcado por camisas tradicionais, Anderson escolheu recomeçar em uma nova relação. As raízes deste caponense de 48 anos estão fincadas fundo nas areias fofas da cidade onde nasceu e mora. Apoiar o Monsoon também é se dedicar por Capão da Canoa.
+ Confira a tabela completa do Gauchão
– O Monsoon escolheu uma ótima cidade, já que o Campeonato Gaúcho acontece no verão. Isso vai fazer com que o clube ganhe expressão. O Monsoon surge de uma paixão que é o futebol. Nosso município tem muitos campeonatos fortes que movimentam a cidade, mas não tinha o clube. O Rio Grande do Sul se encontra em Capão.
Anderson adotou o Monsoon como sua nova paixão.
Bruno Todeschini / Agencia RBS
A relação ainda engatinha. Em novembro o Monsoon passou por uma reformulação total. Trocou de dono, cidade e mascote. Embalado pela brisa do mar, o clube é representado por um Tubarão, responsável por abocanhar Anderson como torcedor.
Ele estava entre as dezenas de torcedores que gritaram “O Tubarão chegou” enquanto tomavam conta da arquibancada social do Passo d’Areia antes do jogo contra o Inter. O estádio do São José é o palco das partidas do Monsoon.
O novo torcedor espera que novas mudanças não tardem. Um estádio seria um sonho. Mas antes disso, deseja que o clube seja um agente modificador para o município.
– A cidade ganha visibilidade para o Brasil e o mundo. Através da chegada do Monsoon muitas coisas vão mudar – vislumbra.
Líder da torcida
Anderson ajuda a organizar a ida dos torcedores em ônibus para Porto Alegre. Virou um agitador futebolístico, um cabo eleitoral nas redes sociais para angariar apoiadores. Os familiares foram as primeiras “vítimas”. Outros são agregados a cada jogo.
– O povo tem abraçado, comprado a ideia e participado como torcedor do Monsoon – garante.
Ele tem acompanhado o clube em sua primeira participação na Série A do Gauchão.
Bruno Todeschini / Agencia RBS
Não há razões para Anderson esconder suas preferências pregressas. Ele não joga na retranca quando fala do seu passado. Também não se incomoda quando, no futuro, passado e presente estiverem no mesmo campo.
– Torcia para o Grêmio. Quando tiver um embate entre Grêmio e Monsoon, o Monsoon vai ser o meu time de torcida. Agora é o clube do meu coração. No fundo todos torcem pelo bem da cidade.
O teste definitivo se concretizou em 2026. Um jogo entre Monsoon e Grêmio terá de esperar. Ficará para a próxima temporada, caso o clube de Capão da Canoa sobreviva ao quadrangular do rebaixamento. O próximo desafio será contra o Avenida, na segunda, no Passo D’Areia. geRead More