Presidente do Irã diz que país ‘não vai curvar a cabeça’ diante de pressão dos EUA
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian
IRIB/via Reuters TV/Divulgação via REUTERS
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (21) que o país não vai “curvar a cabeça” diante de pressões de potências mundiais nas negociações nucleares com os Estados Unidos.
A declaração foi feita durante um discurso transmitido ao vivo pela TV estatal iraniana.
“As potências mundiais estão se alinhando para nos forçar a curvar a cabeça… mas nós não vamos, apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, disse Pezeshkian.
A fala ocorre em meio às negociações entre o Irã e os EUA sobre o programa nuclear iraniano, tema que há anos gera tensões diplomáticas e sanções internacionais contra Teerã.
Não houve, no discurso, detalhamento sobre o estágio atual das tratativas nem menção a possíveis concessões por parte do governo iraniano.
Escalada de tensões
Trump faz novas ameaças contra o Irã e diz que está cogitando ataque militar pontual
Estados Unidos e Irã vivem uma escalada de tensões em meio a negociações para limitar o programa nuclear iraniano. Na última quinta-feira (19), o presidente Donald Trump voltou a ameaçar um ataque e afirmou que “coisas muito ruins” vão acontecer com o Irã se um acordo não for fechado. Na sexta (20), ele confirmou que está considerando atacar o país.
▶️ Contexto: A crise ganhou força em janeiro, quando Trump ameaçou atacar o Irã após a repressão a manifestantes que protestavam contra o governo. Com o enfraquecimento dos atos, o presidente norte-americano passou a focar no programa nuclear iraniano.
Em resumo:
Os EUA querem que o Irã limite ou encerre o programa de enriquecimento de urânio.
O Irã afirma que a iniciativa tem fins pacíficos, mas a Casa Branca acusa o país de tentar desenvolver uma arma nuclear.
Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio do país a grupos armados no Oriente Médio.
O Irã defende que as negociações se limitem ao programa nuclear e afirma estar disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções.
Duas rodadas de conversas ocorreram nas últimas semanas: uma em Omã, no início do mês, e outra em Genebra, na terça-feira (17). Os EUA afirmam que houve pequenos avanços.
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