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Abel valoriza eficácia e classificação do Palmeiras, mas diz que “resultado foi demasiado elástico”

Abel valoriza eficácia e classificação do Palmeiras, mas diz que “resultado foi demasiado elástico”

A goleada do Palmeiras por 4 a 0 sobre o Capivariano, neste sábado, deixou o técnico Abel Ferreira satisfeito, mas o português avaliou o resultado como “demasiado elástico”.
Após a vitória na Arena Barueri, que garantiu a classificação para a semifinal do Paulistão, Abel valorizou a eficiência do Palmeiras, mas também a coragem do time do interior, que não se inibiu em também pressionar o Verdão.
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– Acho que o resultado foi demasiado elástico para o que se passou no jogo. Nosso adversário não abdicou de jogar, nos pressionou homem a homem, nos condicionava muito, mas também deixava homem a homem atrás. Tínhamos estratégias estudadas para sair desse primeiro momento de pressão. Portanto, dar os parabéns pela coragem e ousadia do nosso adversário. Quando entras no jogo com calma, dinâmica, fluidez e abre o jogo, isso ajuda-te. Nosso adversário tentou, criou oportunidades, poderia ter feito o gol… por isso falo muito da eficácia, um fator determinante no futebol, não é preciso ir lá muitas vezes, é preciso ser eficiente e eficaz – comentou o treinador palmeirense.
– Hoje foi um jogo difícil, contra um adversário que não abdicou de jogar. A vitória foi justa, e mais do que qualidade, a questão aqui não era qualidade, mas responsabilidade, compromisso e atitude de mostrar em campo que éramos favoritos contra um adversário que não tinha nada a perder. Fomos sérios com a responsabilidade que tínhamos. O adversário está de parabéns pela coragem e ousadia, por vir aqui e jogar olhos nos olhos contra o Palmeiras – completou.
Abel Ferreira em Palmeiras x Capivariano
Marcos Ribolli
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O Palmeiras ainda aguarda as duas partidas deste domingo para saber quem será o seu adversário na próxima fase. Porém, o Verdão já tem garantido o direito de jogar a semifinal em casa. Segundo Abel, a tendência é que a equipe siga longe do Allianz Parque, cujo gramado está em reforma.
– Acho que o próximo jogo vai ser aqui. Quero dizer duas coisas. Para nossa torcida, quando jogamos juntos somos muito mais fortes. Tenham certeza que dentro do CT fazemos tudo que é preciso para entregar nosso melhor no jogo. Venham nos apoiar e se divertir, como foi hoje. Não vamos jogar sempre bem. O treinador vai cometer erros, outras vezes vai ajudar. Se jogarmos todos juntos… Já chega jogar contra nossos adversários, muitos torcem contra. Peço aos palmeirenses que joguem juntos. Palmeiras acima de tudo e de todos. Hoje o estádio estava espetacular, cheio. Motiva ainda mais os nossos jogadores para jogar no Palmeiras – declarou o português.
O Verdão volta a campo na quarta-feira, contra o Fluminense, pelo Brasileirão.
Confira abaixo outros trechos da entrevista coletiva de Abel Ferreira:
Arias e disputa por posição com Allan
– Primeiro agradecer à presidente que contratou um jogador deste nível, isso pra mim é o mais importante. Já disse que não jogo com 11 jogadores, mas com 23 que temos, mais o suporte que temos dos jogadores que subimos da base. Temos nesse momento 28 jogadores, sempre revezamos. Eles foram jogar no sub-20, é importante para eles não só treinar conosco, mas continuar a crescer como jovens. Quero é tê-los comigo, essa dor de cabeça é para mim, ter dois jogadores desse nível é muito bom. Allan tem crescido ao longo deste último ano, mas é sempre mais fácil quando tens jogadores de nível, como Gómez, Mauricio, Andreas, Murilo, Marlon, que ajudam na dinâmica coletiva da equipe. Precisamos disso, de refrescar, os jogadores que jogam nas pontas têm substituições mais frequentes, são aceleradores de jogo, centroavantes, pontas… Ter esses dois jogadores me deixa muito contente. É um jogador que vai nos ajudar, vocês viram a forma como ele sacou o pênalti. É uma dor de cabeça boa, é isso o que eu quero, ter essa qualidade. Pode jogar por dentro, sim, mas temos Mauricio e o próprio López que pode fazer a função de interior. Neste momento estou a contar com eles mais pela direita ou para a esquerda, com o regresso do Felipe ficamos bem satisfeitos nas pontas, e com essa situação do Sosa poder jogar na frente, um jogador agudo, contratamos pensando na ponta, mas vimos que pode muito bem jogar na frente numa situações dessa, em que o Palmeiras está a ganhar. Opções boas, agradeço por ter esses jogadores ao meu dispor.
Jogar em Barueri
– Querem sempre que eu dê títulos, né? Claro que quero jogar no Allianz. Não é só uma sala de espetáculos. Acho que é o segundo ou terceiro ano que começamos a jogar sem ser na nossa verdadeira casa. Disse aos jogadores para jogar sem desculpas, contra quem for, e para ganhar. Agradeço o esforço dos nossos torcedores para virem e encherem nosso estádio. Temos um gramado… E, por falar em gramados, o gramado sintético é como o natural: quando está ruim, troca. Esse nosso gramado é top. Esse gramado é 70% melhor que os gramados naturais do Brasil. Eu também já vi gramados sintéticos horríveis. Quando isso acontece, tem que fazer uma coisa, como em Portugal ou Inglaterra: trocar para jogar no gramado como deve ser. É assim que tem que ser feito. Gosto de jogar aqui porque o gramado é top. No Allianz, quando não está em condições, tem que trocar. Foi isso que nós fizemos. Jogar num gramado como esse é extraordinário, a bola não salta. É dinâmico. Comparo com a Fórmula 1: gramados ruins são como correr em pistas cheias de água. Se é para ter gramados ruins, eu prefiro ter sintéticos bons, não sintéticos ruins. Se não está bom, troca. Em relação a jogar aqui e ao nosso desempenho, sei onde estamos, sei onde queremos ir. Há muitas pedras no caminho. Vamos ganhar muitas vezes, perder outras. Jogar sempre para ganhar, como fizemos hoje aqui. Quarta temos um jogo contra uma equipe muito confiante, que fez contratações muito boas. Quem quer ser o melhor tem que desafiar os melhores. Teremos um grande jogo aqui na quarta-feira.
Como usar as novas opções no elenco
– Pode ser em função dos adversários e do momento de cada um, de estratégia e de gestão de energia. Sempre disse que olho para a equipe de forma coletiva. Todos somos as estrelas. As estrelas no céu estão juntas, aqui é da mesma forma. Queremos uma equipe que jogue de forma coletiva, que esteja preparada para, quando um jogador não puder atuar, entrar outro. No ano passado tivemos que jogar com outros jogadores, tivemos jogadores lesionados. Quando se tem um elenco mais extenso, há mais opções. O futebol brasileiro não dá trégua para ninguém. É um calendário com pouco tempo para recuperar, para dormir e com tanta viagem, jogos de dois em dois dias. O futebol brasileiro é exigente. Hoje temos quase o plantel todo disponível. Nós trabalhamos muito. Dividimos o grupo em G1, G2 e G3. O G1 é o que tem mais minutagem. O G2 e o G3 são aqueles com minutagem menor e que tentamos evoluir. Temos que ter todos os jogadores disponíveis para, a cada jogo, ter mais opções para escolher. Está faltando um, sabemos o que pode entregar, mas temos que ter paciência. Só falta esse jogador. Nós, internamente, precisamos saber gerir para sempre ter o máximo de jogadores disponíveis para nos ajudar a ganhar jogos.
Racismo
– Duas situações aconteceram aqui no ano passado. Uma com nosso jogador e outra com uma figura pública. Eu defendo valores, respeito, dignidade humana, justiça, educação e solidariedade. Infelizmente vivemos uma crise de valores na sociedade. Isso não é um problema de futebol, é um problema da nossa sociedade. Todos temos que nos respeitar uns aos outros, ter empatia uns com os outros. Agora, acredito que ninguém esteja contente com aquilo que se passou, nem o lado A nem o lado B. É um problema da sociedade, e a sociedade somos nós. Infelizmente falamos muito, debatemos muito e externamos uma opinião contra a outra. Fazemos muito pouco. No ano passado houve coisas gravíssimas aqui. O que aconteceu? O que aconteceu? Passou com um jogador. Vocês viram. O que aconteceu? Que ações tomamos? É a minha opinião. Tenho 47 anos e, para mim, estamos na pior fase dos valores humanos. Infelizmente isso não vai ajudar em nada. Portanto, como te disse, não julgo casos. Sou defensor de valores. Nós, como sociedade, caminhamos a passos largos para algo que é inacreditável. Nós somos sociedade, devemos viver como sociedade. Não tenho muita informação sobre esse caso específico. Acho que vai ser julgado, não sei o que se passou. Não julgo, porque não tenho fundamentos. Nós, como sociedade, estamos aquém do que podemos fazer.
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