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Sesi-Bauru vence Osasco, quebra maldição do vice e é campeão do Sul-Americano pela primeira vez

Sesi-Bauru vence Osasco, quebra maldição do vice e é campeão do Sul-Americano pela primeira vez

O Sesi-Bauru é campeão Sul-Americano Feminino de Clubes pela primeira vez na história. O time do interior paulista venceu o Osasco por 3 sets a 0, na noite deste domingo, no ginásio Lucha Fuentes, em Lima, no Peru. As parciais foram de 25/23, 25/20 e 25/20.
É o primeiro título internacional da equipe bauruense, que quebra a maldição do vice contra o Osasco e termina o torneio sem ter perdido nenhum set sequer. Antes, derrotou Club Uviv, do Equador, Regatas e Alianza Lima, ambos do Peru.
A decisão deste domingo foi a quinta final entre Sesi-Bauru e Osasco em pouco mais de um ano. As equipes já tinham se enfrentado nas finais do Paulista (outubro de 2024), da Copa Brasil (fevereiro de 2025), da Superliga (maio de 2025) e da Supercopa (outubro de 2025). O Osasco havia levado a melhor em todas as quatro anteriores.
Venezuelana Acosta comemora ponto do Sesi-Bauru na vitória sobre o Osasco, na final do Sul-Americano
Betto Dolorier/FPV
No Sul-Americano, o título também mantém a hegemonia brasileira. Desde 1988, clubes do Brasil conquistaram todas as edições da competição, sendo 21 de forma consecutiva.
As duas equipes chegaram à final sem perder nenhum set no torneio. Osasco não pode contar com uma de suas principais jogadoras, a oposta Tifanny, atleta trans que não tem liberação para atuar em competições organizadas pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol).
Os dois times viram a chavinha e voltam a jogar daqui a pouco menos de duas semanas, pela oitava rodada da Superliga Feminina. No dia 5 de março, uma quinta-feira, às 21h, o Sesi-Bauru recebe o Maringá, na Arena Paulo Skaf. No dia seguinte, na sexta-feira (6), às 19h, é a vez do Osasco que enfrenta o Fluminense, no ginásio José Liberati, em Osasco.
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O jogo
O primeiro set confirmou o equilíbrio que se previa para o confronto. Os dois times erraram pouco, com o Sesi-Bauru sendo mais intenso nos bloqueios. O Osasco desperdiçou alguns contra-ataques e não conseguiu fazer valer a vantagem inicial. A equipe osasquense chegou a ter três pontos de vantagem e manteve a dianteira ininterrupta até o 10 a 9.
Sesi-Bauru x Osasco, final do Sul-Americano de Vôlei
Betto Dolorier/FPV
Depois, o Rubro-negro anotou três tentos seguidos, virou para 12 a 10 e obrigou o técnico Luizomar de Moura a parar o jogo. O período seguiu parelho e esteve empatado no 20 a 20. Após isso, o Sesi embalou uma sequência de três pontos e construiu a diferença necessária para fechar a primeira parcial em 25 a 23, no ataque da venezuelana Acosta.
O segundo set foi ainda mais eletrizante, com incríveis sete viradas. O Osasco teve 17 a 16, mas o tempo pedido pelo técnico Henrique Modenesi impulsionou o time de Bauru a engatar uma série de cinco pontos seguidos, revertendo para 21 a 17, no serviço que teve até ace de Dani Lins. O ataque da equipe do interior de São Paulo beirou a perfeição, não desperdiçando nada e fazendo 2 a 0 no placar, na parcial de 25 a 20.
Sesi-Bauru e Osasco se enfrentaram na final do Sul-Americano de Vôlei
Betto Dolorier/FPV
No terceiro período, nenhum dos times conseguiu desgarrar nos primeiros pontos. No seu auge, a equipe da Grande São Paulo fez 13 a 10. O Sesi-Bauru respondeu prontamente e deixou tudo igual: 13 a 13. Em um momento chave, o placar ficaria 17 a 16 para o Osasco, mas um desafio bem sucedido do Rubro-negro deu a vantagem para si. A partir daí, o Sesi não perdeu mais a dianteira, engatou quatro pontos seguidos e fechou em um 25 a 20, para confirmar o título histórico. geRead More