Análise: Com alta rotatividade, bom início de temporada do Ceará passa por todo o elenco
Cearense tem nova fórmula de disputa em 2026
O Ceará enfrentou o Floresta neste domingo (22), em jogo válido pela partida de volta da semifinal do Campeonato Cearense. Mesmo com três gols de saldo na conta, o Alvinegro não se acomodou. Foi dominante, marcou mais quatro gols e confirmou a classificação em uma atuação marcada por mudanças na escalação inicial, que evidenciam como o bom início de temporada do Vovô passa, de fato, por todo o elenco.
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Escalação diferenciada
Muito se escuta do técnico Mozart que “os jogadores se escalam”. A escalação contra o Floresta, neste domingo (22), parece reforçar esse discurso. O treinador promoveu mudanças importantes e mostrou confiança no grupo. Na defesa, Luizão e Júlio César foram titulares. No meio, Melk e Juan Alano atuaram juntos. No ataque, Matheusinho e Wendel Silva começaram a partida.
As modificações deixaram claro que o bom início de temporada do Ceará não depende apenas de uma base fixa, mas da força coletiva do elenco. Em nove jogos, o Ceará já utilizou 37 jogadores diferentes, contando também com atletas da base que participaram da estreia da equipe na temporada. O número, além de expressivo, demonstra confiança no grupo e capacidade de reposição.
Matheusinho comemora gol marcado pelo Ceará
Fabiane de Paula/SVM
Noite dos estreantes
As mudanças promovidas por Mozart surtiram efeito não apenas no desempenho, mas também no placar. Na partida deste domingo (22), Luizão e Wendel Silva fizeram suas estreias e, junto com elas, marcaram seus primeiros gols com a camisa do Ceará, reforçando que a disputa por posição tende a ser cada vez mais acirrada.
Em apenas um jogo, Wendel Silva igualou a quantidade de gols que Lucca, até então titular, havia marcado. Ciente da vantagem construída e da classificação encaminhada, Mozart aproveitou a oportunidade para testar os dois atletas atuando juntos – e a resposta foi positiva.
Wendel Silva pelo Ceará
Fabiane de Paula/SVM
A camisa não pesa
Vestir a camisa 40 do Ceará, número marcante para o torcedor alvinegro, já parece algo natural para Melk. Assim como Arthur Cabral, que também utilizou o mesmo número, o jovem formado na base tem mostrado personalidade no profissional.
A naturalidade e leveza com que Melk atua são dignas de um jogador que briga por espaço entre os 11 iniciais. Fruto do trabalho nas categorias de base do clube, o meia viveu todas as etapas do processo de formação e agora colhe os frutos, vivendo seus “dias de glória”.
Mesmo com a ausência de Vina, Melk e Juan Alano deixaram a torcida despreocupada. Demonstraram autoridade no meio de campo, qualidade na distribuição do jogo e maturidade ao assumir a titularidade lado a lado.
Melk pelo Ceará
Fabiane de Paula/SVM
Manjadinho sendo Manjadinho
A final do Campeonato Cearense, que será disputada em jogos de ida e volta nos dias 1º e 8 de março, colocará Ceará e Fortaleza frente a frente mais uma vez. Os horários ainda não foram definidos, mas as partidas acontecerão na Arena Castelão.
Clássico é clássico — e, no Manjadinho, favoritismo pouco costuma significar. O cenário está armado para mais um capítulo decisivo da maior rivalidade do futebol cearense. geRead More


