Ponte apresenta Rodrigo Santana como novo técnico e fecha com volante uruguaio
Rodrigo Santana é apresentado como técnico da Ponte Preta
A semana começou com novidades na Ponte Preta. Novo técnico do time para a sequência da temporada, Rodrigo Santana iniciou os trabalhos no clube. Quem também chegou ao Majestoso foi o volante uruguaio Rodrigo Saravia, de 25 anos.
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Em sua entrevista de apresentação, Rodrigo Santana, que estava no Volta Redonda, falou sobre o desafio de assumir a Ponte após o rebaixamento no Paulistão e em meio a uma grave crise financeira. Ele chega para substituir Marcelo Fernandes nas disputas da Copa do Brasil e da Série B do Brasileiro.
– Eu agradeço a confiança da diretoria em buscar os meus serviços. No momento em que eu recebi a ligação, tudo começou a facilitar muito. Não tem como negar um clube da grandeza da Ponte, de camisa pesada, de torcida fanática. Tudo isso move qualquer profissional que tem sangue na veia. Tenho consciência da responsabilidade, entendendo o DNA da Ponte. Sei que tem que montar um time extremamente competitivo que não negocia um palmo dentro de campo. Eu me sinto feliz, honrado e preparado para vestir essa camisa. Eu vim para fazer história na Ponte.
Rodrigo Santana, novo técnico da Ponte Preta
Marcos Ribolli/ PontePress
Quando questionado sobre contratações para a sequência da temporada, Rodrigo Santana deixou claro que ele e a diretoria sabem da necessidade de reforçar o elenco. Até agora, o único nome oficializado foi o do atacante Pottker.
Já Saravia, com passagens por Peñarol, Belgrano, Rostov (Rússia), Gimnasia de La Plata e Racing, se apresentou nesta segunda para exames médicos antes de assinar contrato por um ano. Ele estava sem clube depois de fazer 29 jogos em 2025 (20 pelo Rostov e nove pelo Belgrano). O clube também tem acerto encaminhado com o zagueiro colombiano Sérgio Palacios (empréstimo junto ao Red Bull Bragantino).
– Desde o momento em que a gente acertou, a diretoria da Ponte está em uma busca incansável, cruzando nosso banco de dados com o da diretoria. A gente sabe das necessidades que o elenco tem. O mercado agora também não é fácil, com muitos jogadores já encaixados e um tempo curto. Mas a gente acredita que a diretoria vai conseguir buscar os nomes que precisamos – disse Santana.
Rodrigo Santana na entrevista de apresentação como novo técnico da Ponte
Marcos Ribolli/ PontePress
Rodrigo Santana chega acompanhado do auxiliar Gabriel Remédio. A preparação física da Ponte a partir de agora ficará a cargo de Thiago Vegette, que já trabalhou anteriormente no clube.
A estreia de Rodrigo à frente da Ponte será pela terceira fase da Copa do Brasil, nos dias 11 ou 12 de março, ainda sem adversário definido. Já na Série B, a Ponte inicia a caminhada entre 21 e 23 de março, contra o Athletic-MG, fora de casa.
Aos 43 anos, o novo técnico da Ponte já passou pelo futebol paulista no início da carreira, comandando São Carlos e Juventus. Ele também tem passagens por Atlético-MG, Avaí, Coritiba, Remo, onde conquistou o acesso na Série C de 2024, Athletic-MG, Confiança-SE, ABC, entre outros clubes.
Veja outras declarações de Rodrigo Santana:
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– Isso é um fato isolado que já passou. Aqui dentro do próprio estatuto do clube, a gente vem para falar da Ponte, do nosso trabalho. Quando tem algum tema como política e religião é contra o estatuto do próprio clube. Esse assunto já ficou muito esclarecido, ficou para trás. A gente está totalmente focado no nosso trabalho aqui.
Estilo de jogo
– Todo treinador tem a sua ideia, o seu modelo de jogo, mas, quando ele monta o elenco, quando faz a pré-temporada, ele consegue construir o seu sistema. Quando chega com o elenco já montado, você tenta entender as características dos jogadores dentro de um sistema que traz conforto para eles. Mas não abro mão de conceitos, de um time que precisa reagir quando perde a bola, com a área defensiva organizada, com ações organizadas também dentro do último terço ofensivo. Com esse tempo curto a gente vai buscar o sistema ideal para extrair o melhor de cada jogador.
Rebaixamento no Paulistão
– Meu principal desafio nessa primeira semana vai ser resgatar a confiança dos atletas. A gente respeita a torcida, claro, mas os atletas também sentem muito. A gente precisa resgatar essa confiança dos jogadores. É o meu primeiro trabalho. Acho que com os resultados a torcida vai voltando. E quando a torcida está junto, é muito difícil vencer a Ponte aqui.
Rodrigo Santana, novo técnico da Ponte Preta
Marcos Ribolli/ PontePress
Situação financeira do clube
– Eu sou um treinador que pouco me envolvo na questão financeira. Acho que, quando você veste a camisa de treino para entrar em campo, tem que esquecer os problemas, deixar para fora, deixar a diretoria correr para trabalhar e resolver os problemas dela. Eu tenho os meus problemas lá dentro. Acredito os resultados acabam facilitando todo o mecanismo: para a gente, para os jogadores e também para a diretoria. Tenho que resgatar esse vestiário em um primeiro momento.
Experiências em outros clubes
– Quando recebi o convite, eu me senti seguro pela bagagem por ter passado em times de massa e também em momentos delicados. Por ser jovem, acabei tendo essa oportunidade pois muitos treinadores negaram (no Atlético-MG). O clube não vivia um bom momento, acabou tomando seis “nãos” de treinadores grandes. Eu fui ficando, ganhando jogos, ganhando a confiança da diretoria, dos atletas e da torcida a ponto de ser efetivado. Fui semifinalista de Sul-Americana, passei fases em Copa do Brasil, ficamos mais de 12 rodadas no G-4 do Brasileirão em 2019. No próprio Remo, em 2024, a gente pegou no rebaixamento, fez um trabalho de resgate, com ua pressão muito grande por causa do investimento que tinha sido feito. A gente classificou em último e acabou subindo. Só depende da gente fazer a Ponte forte. A gente precisa se unir nesse momento.
Negociação com a Ponte
– Quando a gente estava no Volta Redonda, a gente começou a receber algumas sondagens, até propostas mesmo. Mas estava focado em relação ao Campeonato Carioca. Quando a gente saiu na penalidade contra o Vasco, o Volta me ligou para falar da Ponte, e o primeiro contato balançou por ser uma Ponte, por ter camisa, repercussão nacional muito grande. Eu vi como uma oportunidade muito grande. Mas precisava saber como estava a situação. Foi quando conversei com o João (Brigatti), e ele foi muito claro e transparente. A partir dessa conversa, a gente ficou apalavrado e conversei na boa com a diretoria do Volta Redonda para ajustar a saída. A diretoria está me dando todo respaldo e toda a autonomia em contratações e também no dia a dia. A gente sabe das necessidades das contratações, sabe que precisa muito.
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Objetivos
– Eu tenho minhas metas, mas prefiro iniciar com as micros. Sempre o mais importante para mim é o próximo jogo. E o próximo jogo é a Copa do Brasil. A gente espera estar passando duas, três fases. Depois, terminar o primeiro turno da Série B entre os dez. Aí dá para entender mais ou menos onde a gente vai brigar. Vamos bater nessa tecla para entrar na cabeça dos jogadores para eles ficarem conscientes em relação a isso.
Jogadores do Volta Redonda
– Não vou trazer nenhum. Não por falta de qualidade, mas eles estão muito focados no projeto de acesso. Se sair alguém de lá, pode estar comprometendo. O elenco ainda é muito enxuto. Se tirar alguém que esteja se destacando, pode complicar o projeto deles. Como sou grato ao clube lá, vou procurar deixar o projeto deles lá, tentar optar por outro mercado para a gente.Quem sabe no fim do ano a gente pode optar por algum, também tem muito bom jogador lá.
Presenças de Elvis e Pottker no elenco
– É importante ter jogadores identificados com o clube. A gente espera extrair o máximo deles. São ídolos do clube, dispensam comentários, mas precisam estar bem para a gente entregar o máximo dentro de campo. A gente sabe a cobrança que tem. Tenho ótimas referências deles, e a gente espera estreitar ainda mais essa confiança. Eles têm a história deles aqui, e eu também quero fazer a minha aqui. geRead More


