No “Tour da Taça”, Bebeto aposta no hexa e fica com garganta seca ao falar do tetra: “Glória eterna”
O “Tour da Taça” chegou ao Rio de Janeiro nesta terça-feira com a presença do tetracampeão mundial Bebeto, um dos grandes destaques do Brasil na Copa de 1994. Como era de se esperar, o ídolo se emocionou. Não chorou, mas ficou com a garganta seca ao lembrar da inesquecível conquista contra a Itália e tratou como a “Glória Eterna”.
– Então, rapaz, quando eu estou próximo e do lado da taça, vendo esse troféu tão desejado, tão (pausa)… E, graças a Deus, a gente conquistou, né? É uma emoção muito forte que não tem nem como descrever totalmente essa emoção que a gente sente quando está próximo da taça.
Bebeto, campeão mundial em 1994, participa do Tour da Taça da Copa do Mundo, no Rio de Janeiro
Catharine Moreira
– Glória eterna. É isso. Esse troféu é a glória eterna, é para a vida toda. Eternizamos ali aquele (troféu) tão desejado por todos os jogadores. Você, quando começa a jogar futebol, o seu desejo é poder jogar pela sua Seleção, por seu país, pela sua pátria. E ganhar o troféu, né? E, graças a Deus, eu consegui as duas que praticamente eu joguei.
Bebeto com a Copa do Mundo
Fotos de Catharine Moreira e Fred Gomes
Bebeto, com participação nas Copas de 90 (única em que pouco jogou devido a uma lesão) 94 e 98, diz que a paixão pela Copa surgiu com a conquista do tri, em 1970. Ao falar da possibilidade do hexa, relacionou o momento atual ao da geração do tetra, que também encarava um jejum de 24 anos sem Mundiais.
– Eu falo sempre que passa um filme na cabeça. Vem uma emoção assim muito forte, eu fico todo arrepiado. Eu desejei aquele troféu, eu sonhei com ele desde criança. A primeira Copa do Mundo que eu vi foi em 70. Eu tinha seis anos. E ali eu desejei, eu disse que eu tinha que vestir essa camisa. Eu era criança, mas foi lindo.
– Se Deus quiser. (o Brasil vai conquistar o hexa) Tem tudo a ver, cara. Conquistamos o tetracampeonato nos Estados Unidos. Vinte e quatro anos que o Brasil não conquistava, né? A última tinha sido em 1970. Acho que tem tudo a ver. Eu vou torcer muito. Acho que quando vai à Copa do Mundo, a gente vai forte.
Bebeto embala a Copa do Mundo
Fred Gomes
O “Tour da Taça”, realizado nesta terça-feira no Forte de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, também passará por Curitiba. Na segunda-feira foi a vez de São Paulo.
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Peso da Amarelinha
– Essa camisa, ela é pesa, ela é emblemática. E o pessoal sabe que, a qualquer momento, o Brasil… A gente pode acordar. E aí conquistar esse título tão sonhado. A Alemanha já é tetra, a Itália tem quatro títulos também. Está na hora de a gente começar a ganhar e poder dar sequência aí às vitórias. É uma alegria que a gente deu a esse povo tão sofrido e tão trabalhador. Acho que não tem preço.
Necessidade de amor à camisa
– Tem que ter esse comprometimento, esse amor de vestir a camisa da Seleção. E eu acredito que esses meninos vão ter. Eles têm esse amor, e isso é importante, isso é fundamental para conquistar. É a união. A união faz a força. geRead More


