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Como eliminação do Bahia na Libertadores afeta arrecadação, calendário e eleva pressão

Como eliminação do Bahia na Libertadores afeta arrecadação, calendário e eleva pressão

Bahia 2 (3) X (4) 1 O’Higgins | Pênaltis | Conmebol Libertadores 2026
A eliminação na Libertadores diante do O’Higgins, na última quarta-feira, provoca uma série de impactos para o andamento da temporada do Bahia. Além de deixar de arrecadar, o Tricolor compromete o seu calendário e eleva a pressão como há muito tempo não se via.
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Veja quem chega e quem sai do Tricolor em 2026
Em 2025, o Bahia foi o oitavo clube do Brasil que mais arrecadou com premiação, com 47.040.254,00 milhões. Desse valor, 29.011.004,00 (cerca de 60%) foram referentes a participação na Libertadores e Copa Sul-Americana.
Como não tem mais calendário internacional em 2026, o Tricolor vai receber apenas US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões na cotação atual) pela participação na segunda fase eliminatória da Libertadores.
Mas não é apenas com premiação que o Bahia arrecada com competição internacional. Em 2025, as seis partidas do Tricolor na Casa de Apostas Arena Fonte Nova tiveram uma renda bruta total de R$ 8.267.528,50. No jogo contra o O’Higgins, na última quarta-feira, a bilheteria registrou R$ 1.725.150,00.
Everton Ribeiro e Willian José em eliminação na Libertadores
Letícia Martins e Rafael Rodrigues/EC Bahia
Calendário
Rogério Ceni em treino com elenco principal do Bahia
Letícia Martins / EC Bahia / Divulgação
O Bahia fechou a temporada 2025 como o time do Brasil com mais jogos disputados, com 80. Como não vai ter mais calendário internacional e não pode participar da Copa do Nordeste, o Tricolor tem apenas Campeonato Baiano, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro como desafios no ano.
Se chegar a todas as finais que restam no ano, a equipe tricolor pode fazer mais 46 partidas e alcançar um total de 60 em 2026. No pior dos cenários, são mais 38 compromissos e 52 em toda a temporada.
O Esquadrão, portanto, pode fazer a sua temporada com menos jogos nos últimos 20 anos. A única vez, desde 2006, que a equipe fez menos de 60 partidas em uma temporada foi em 2022, quando até conquistou o acesso na Série B, mas caiu na primeira fase do Campeonato Baiano e da Copa do Nordeste e foi a campo 59 vezes. O recorde negativo no século é 2005, com 37 confrontos disputados pelo Bahia.
Pressão
Rogério Ceni, técnico do Bahia
Thiago Ribeiro/AGIF
Rogério Ceni viu a pressão no Bahia chegar a um nível não visto desde a luta contra o rebaixamento em 2023. O treinador já sofria com a bronca da torcida pela queda de rendimento do time no segundo semestre do Brasileiro 2024 e pela campanha como visitante em 2025 que custou, aliás, uma vaga na fase de grupos da Libertadores 2026.
O próprio Rogério Ceni admitiu, após a eliminação, que o cenário ruim vai “demorar para reverter”.
“[Prejuízo] gigantesco. Prejuízo não ter calendário internacional, nem mesmo a Sul-Americana. Vai demorar para reverter”, iniciou.
– Psicologicamente é muito difícil reverter de forma imediata. Peso gigantesco que a gente carrega para a sequência do ano, do Baiano e Brasileiro. Momento mais desfavorável que enfrentamos. Em 2023 teve a briga de rebaixamento, mas fora isso é o momento psicologicamente mais difícil para a gente – finalizou o técnico.
A primeira oportunidade que o time tem de apagar a imagem deixada é neste sábado, quando encara o Juazeirense, em jogo eliminatório pela semifinal do Campeonato Baiano. A partida está marcada para as 17h (horário de Brasília), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. geRead More