O Flamengo dos mortais
Filipe Luís avalia derrota do Flamengo e vice na Recopa: “Acho que fizemos um grande jogo”
Se o presidente do Flamengo sinaliza pretensões universais em falas equivocadas e infelizes, a vida real se encarrega de trazer à mera mortalidade quem se imagina noutro plano. O combo da soberba em estado máximo de quem dirige o clube com a má preparação dentro do campo está cobrando alto preço em fevereiro de 2026.
Seria insensato demitir Filipe Luís com base neste mau começo. Excelente e promissor treinador, está aprendendo com as dores da derrota que o dogma e a visão inflexível em futebol não são bons companheiros.
O Flamengo se autorizou empenhar 260 milhões de reais num só jogador que não era essencial para a formação do elenco. A relação do clube como instituição com os outros clubes é péssima. As falas arrogantes do Bap vendem o rótulo de que o Flamengo não é capaz de aderir a uma causa coletiva para melhorar o futebol brasileiro.
Jogadores protagonistas demoram a retomar sua excelência física. O resultado é este que se vê: o Flamengo não tem sede em Marte e seus comandantes, embora muito competentes, são mortais como todos os mortais. A crise que está posta na Gávea é o maior teste à governança flamenguista desde o início da nova fase endinheirada do clube.
Filipe Luís e Bruno Henrique após vice do Flamengo na Recopa
Jorge Rodrigues / AGIF
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