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SAF no Santos: Teixeira aceita oferta americana e dá novo passo para possível venda; entenda

SAF no Santos: Teixeira aceita oferta americana e dá novo passo para possível venda; entenda

Santos tem uma proposta para se tornar SAF
Presidente do Santos, Marcelo Teixeira aceitou a oferta não vinculante do grupo norte-americano Saint Dominique pela compra do clube.
Com isso, o dirigente dá a possibilidade da empresa agora fazer uma diligência de alguns meses no Peixe para entender se, de fato, todos os documentos previamente recebidos fazem jus a real situação financeira alvinegra. Não se trata ainda de um aceite para a venda do Santos.
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Trata-se de uma proposta não vinculante de R$ 1 bilhão de aporte e a responsabilização total pela dívida do clube, estimada em outro bilhão, com controle de 80% das ações. A diligência tem prazo de 60 a 90 dias para ser concluída.
Só depois é que o grupo pode ou não oficializar a oferta vinculante.
Para aceitar uma proposta vinculante, o Santos vai precisar passar por uma reforma estatutária no Conselho Deliberativo e depois em Assembleia Geral de Sócios, tirando um trava que não permite ainda a venda majoritária das ações do clube de futebol. O processo é longo e lento.
Qual a diferença?
Uma proposta não vinculante é uma proposta que não obriga o interessado a efetuar a compra e nem o clube a efetuar a venda. Trata-se de um início de interesse, que poderá ser celebrado após a diligência para conclusão dos documentos previamente apresentados. Nesse período, o clube não pode negociar com nenhuma outra empresa.
Já proposta vinculante é uma proposta final, com a alteração estatutária concluída e com o interesse real e concreto das duas partes em efetuarem o negócio.
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Quem é o grupo Saint Dominique?
Trata-se de um fundo privado de investimentos com sede nos Estados Unidos e capital proveniente da fortuna da família Santo Domingo. Uma das fundadoras é Lauren Santo Domingo.
Discretos em suas aparições, a família é dona do Grupo Valorem, que controla a TV Caracol na Colômbia, detém ações na AB Imbev e 10% do Washingon Commanders, da NFL.
A família nega estar envolvida no processo. De fato, em caso de venda para o fundo privado, a ideia de administração é com profissionais de mercado. Não haveria figurões como John Textor no Botafogo ou Pedrinho no Cruzeiro.
Lauren Santo Domingo e Andrés Santo Domingo em Nova York
Dimitrios Kambouris/Getty Images
A construção da oferta
Desde maio de 2025, o Santos passou por um longo processo antes de receber a proposta não vinculante. Isto é, uma proposta que não obriga nenhuma das partes a fechar negócio. Foram meses para mostrar ao mercado as possibilidades que o clube oferece.
A partir da análise de documentos financeiros detalhados, o Saint Dominique se propôs a investir os cerca de R$ 2 bilhões (sendo R$ 1 bilhão em aporte e outro bilhão em dívidas). Na proposta, o Santos ainda ficaria com uma porcentagem minoritária das ações do clube.
Venda sim, mudanças não
A proposta tem no contrato vetos importantes para a manutenção da história do Santos, como a impossibilidade de mudança de nome, hino oficial, cores básicas do uniforme e localização.
Os colombianos devem vir nos próximos meses ao Brasil para conhecer de perto a estrutura alvinegra.
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