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Medina Surf Fest reúne grandes estrelas do surfe brasileiro na piscina de ondas do tri mundial

Medina Surf Fest reúne grandes estrelas do surfe brasileiro na piscina de ondas do tri mundial

Medina Surf Festival reúne feras do surfe brasileiro em piscina de ondas
Três dos surfistas mais incríveis de todos os tempos e outros cinco nomes de peso estarão em ação neste domingo, a partir das 11h (da manhã), duelando em ondas perfeitas na cidade de São Paulo. Sim, dropar paredes dos sonhos é possível na capital paulista. Não no mar, mas em uma tecnológica piscina de ondas da qual Gabriel Medina é um dos donos, em um clube na zona sul. É lá que vai rolar o Medina Surf Fest, competição que terá transmissão ao vivo na TV Globo (dentro do Esporte Espetacular), sportv 2, ge tv e ge.
Além do anfitrião, que é tricampeão mundial e medalhista olímpico, o evento terá a presença ilustre de Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial, e de Filipe Toledo, o Filipinho, bicampeão do mundo. Os outros participantes também estão na elite da WSL (Miguel Pupo, João Chianca e Alejo Muniz) ou já fizeram parte (Samuel Pupo e Ian Gouveia), sendo que o mais novo dos irmãos Pupo está muito perto de selar seu retorno ao CT, via Challenger Series, a divisão de acesso.
Gabriel Medina fala após treino para o Medina Surf Fest
Ulisses Mendes
O regulamento do Medina Surf Festival prevê que cada surfista pegue quatro ondas, sendo duas para aéreos e duas de performance (manobras + tubo). Será campeão quem obtiver a maior pontuação, somando a melhor nota de cada tipo de onda.
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Sem competir desde as Olimpíadas de Paris 2024, quando ficou com o bronze, Medina está doido para voltar a vestir a lycra de competição. Ele ficou fora de toda a temporada 2025, por conta de uma cirurgia no ombro esquerdo, em janeiro do ano passado.
Medina Surf Fest reunirá campeões mundiais em piscinas de ondas
– Faz mais de um ano que eu não disputo uma competição. Estou feliz de estar voltando para o circuito, depois desse tempo parado devido à minha lesão. E me sinto pronto. Vai ser um evento divertido com amigos, mas é um evento de competição – disse Gabriel.
– No fundo, no fundo, todo mundo quer ganhar. É só tocar a buzinha ali, tá valendo, e todo mundo vai dar 100%. Conheço meus amigos – acrescentou o astro.
E não poderia ser diferente. Os principais surfistas brasileiros são extremamente competitivos e possuem um retrospecto fantástico em campeonatos disputados em piscinas de onda. Foram quatro vitórias e um vice de membros da Brazilian Storm, a Tempestade Brasileira, nos cinco eventos da elite da WSL realizados nesse tipo de ambiente controlado. Medina levantou dois troféus (2018 e 2019), Filipe Toledo ganhou um, em 2021, assim como Italo Ferreira, campeão no ano passado, sendo que o potiguar também foi vice em 2023, quando perdeu para o americano Griffin Colapinto numa decisão polêmica, no Surf Ranch, na Califórnia.
– O campeonato vai reunir a elite. E realmente uns caras que têm o nível muito alto. E nós três já vencemos na piscina, então vai ser muito divertido e vamos elevar o nível. Serão duas de manobras aéreas e duas de performance, então vamos conseguir fazer um mix para determinar o vencedor. Vamos nessa que vai ser legal – afirmou o medalhista de ouro olímpico em Tóquio 2020.
Para alegria de Gabriel e Italo, as quatro ondas da disputa do Medina Surf Festival vão quebrar para a esquerda. Surfistas como os dois, que têm a base goofy (surfam com o pé direito na parte da frente da prancha) reclamam anualmente da falta de esquerdas no calendário do Tour. Apenas três das sete primeiras etapas de 2025 foram de esquerdas. Eles consideram injusto, pois os sufistas com base regular (pé esquerdo na frente) têm mais chances de alcançarem boas performances.
– No circuito tem poucas esquerdas, então fazer uma competição só com esquerdas é muito legal para nós que somos goofys. Acaba somando um pouco mais para quem surfa de frente para a onda – comentou Italo.
Italo Ferreira foi campeão da etapa de Abu Dhabi da WSL, disputada em piscina de ondas no ano passado
WSL
Mas afinal, Medina, dono da casa, prefere surfar na piscina ou no mar? O próprio responde:
– Ah, eu já fui feliz no mar e na piscina. É difícil escolher um. Já tive muita felicidade nos dois ambientes. A piscina está para ajudar a gente a ter onda em cidades gigantes, como São Paulo. Enfim, aonde não tem mar. E dar mais acesso a quem não tem mar por perto. Então isso é bom pro esporte. Para ficar cada vez mais popular o surfe. E é isso. Mas o mar sempre vai ser o mar. Eu amo o mar. É o lugar em que eu me sinto em casa. geRead More