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Mudanças do clima ameaçam indústria global do esporte, avaliada em R$ 11,8 trilhões

Mudanças do clima ameaçam indústria global do esporte, avaliada em R$ 11,8 trilhões

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As mudanças do clima e os eventos extremos, como as chuvas que atingiram Minas Gerais nas últimas semanas, ameaçam seriamente o crescimento da indústria do esporte, avaliada hoje em 2,3 trilhões de dólares — R$ 11,8 trilhões. É o que aponta recente relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF), intitulado “Esporte para Pessoas e o Planeta”.
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Eventos como calor extremo, enchentes e poluição, estão “interrompendo competições, diminuindo a experiência dos espectadores, limitando o bem-estar da comunidade e afetando as cadeias de suprimentos e as operações que sustentam a economia esportiva em geral”. Eventos do tipo são apontados como a maior ameaça da próxima década.
Com receitas globais na casa dos 2,3 trilhões de dólares atualmente, o esporte pode se tornar até 2050 um setor econômico de 8,8 trilhões de dólares (hoje R$ 45,9 trilhões). Mas a inatividade física das pessoas e os riscos ambientais podem reduzir os ganhos em 500 bilhões de dólares por ano até 2030, e 1,6 trilhão de dólares até metade do século, o que representaria 18% de perda.
— Uma economia do esporte próspera é inseparável de um ambiente natural próspero; os dois estão fundamentalmente interligados. A capacidade do esporte de inspirar, unir e promover o bem-estar depende da saúde dos ambientes em que é praticado. O setor enfrenta um duplo imperativo: salvaguardar os sistemas naturais que tornam o esporte possível e reduzir sua própria pegada ecológica — comentou Nick Studer, CEO da consultoria Olyver Wyman, que colaborou com o Fórum Econômico Mundial para esse estudo.
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O crescimento da indústria do esporte pode ajudar a reduzir gastos públicos com saúde, além de promover a igualdade de gênero, segundo o estudo do Fórum Econômico Mundial. Para isso, o setor deve colaborar no enfrentamento às mudanças do clima.
A elite do esporte movimenta cerca de 140 bilhões de dólares anualmente, montante bem menor do que o de turismo esportivo (672 bilhões de dólares) — segmento que mais cresce —, e do que o de artigos esportivos, com faturamento de 612 bilhões de dólares por ano.
Ainda de acordo com o estudo, divulgado na semana passada, mais de 90% das receitas de direitos de mídia do esporte profissional vêm de atividades ao ar livre, e 76% das receitas de patrocínio.
* Esta matéria faz parte do quadro “Clima em Jogo”, do Redação sportv.
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