Guerra no Oriente Médio matou 192 crianças, segundo a Unicef
Um funeral foi realizado após ataque a uma escola no sul do Irã atribuído por autoridades iranianas aos Estados Unidos e a Israel.
Amirhossein Khorgooei/ISNA/West Asia News Agency via Reuters
A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) afirmou nesta quinta-feira que ao menos 192 crianças morreram em decorrência da guerra no Oriente Médio. Segundo a organização, foram 181 crianças no Irã, sete no Líbano, três em Israel e uma criança no Kuwait.
“As crianças não começam guerras, mas pagam um preço inaceitavelmente alto”, disse a organização em uma publicação nas redes sociais.
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Na terça-feira (3), o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma investigação sobre o ataque que atingiu uma escola de meninas no Irã e deixou mortos.
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Em Genebra, a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, afirmou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do bombardeio.
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Segundo ela, cabe às forças responsáveis pelo ataque investigar o caso e divulgar informações sobre o ocorrido. O escritório não apontou quem considera responsável pela ofensiva.
“Isso é absolutamente horrível”, disse Shamdasani. Ela afirmou que imagens que circulam nas redes sociais mostram “a essência da destruição, do desespero, da falta de sentido e da crueldade deste conflito”.
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Túmulos são abertos para vítimas de ataque a escola em Minab, no Irã. Cerca de 150 pessoas morreram.
Iranian Foreign Media Department/WANA
O ataque
A escola, localizada no sul do Irã, foi atingida no sábado (28), primeiro dia dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na segunda-feira (2) que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola”. Israel informou que está investigando o incidente.
O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, já havia enviado uma carta a Türk em 1º de março, classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”. Segundo ele, 150 estudantes morreram.
O escritório de direitos humanos da ONU afirmou que ainda não tem informações suficientes para determinar se o bombardeio pode ser considerado crime de guerra.g1 > Mundo Read More


