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Conheça os seis esportes das Paralimpíadas Milão-Cortina 2026

Conheça os seis esportes das Paralimpíadas Milão-Cortina 2026

Brasil terá a maior delegação da história nos Jogos Paralímpicos de Inverno
A partir desta sexta-feira, cerca de 600 atletas de mais de 40 países vão disputar 79 provas de seis modalidades que compõem as Paralimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026. Na edição em que estes jogos completam 50 anos, o Brasil terá oito competidores em três esportes, na maior participação da história do país. O sportv3 transmite a competição, que prossegue até dia 15.
O esqui cross-country e o esqui alpino integram o programa paralímpico desde a primeira edição, realizada na Suécia em 1976. O curling em cadeira de rodas e o snowboard, por sua vez, são os esportes mais novos nos jogos, com estreias em Turim 2006 e Sochi 2014, respectivamente.
Saiba mais sobre as seis modalidades presentes em Milão-Cortina 2026:
Esqui cross-country paralímpico
Este é o esporte com a maior participação do Brasil, em que o país tem a chance de conquistar a primeira medalha paralímpica dos Jogos de Inverno com Cristian Ribera, atual campeão mundial do sprint na categoria sitting, para pessoas que competem sentadas. Ele e Aline Rocha, também desta modalidade, serão os porta-bandeiras do país na cerimônia de abertura.
Cristian Ribera Jogos Paralímpicos de Pequim
Ale Cabral / CPB
No esqui cross-country, atletas com deficiências físicas e visuais participam de cinco eventos: sprint, 10km de largada intervalada no estilo clássico, 20km de largada intervalada no estilo livre, revezamento misto 4×2,5km e revezamento aberto 4×2,5km.
Cada um deles, conta com três categorias: “standing”, em que esquiadores com deficiência física esquiam em pé; “sitting”, em esquiadores esquiam com o sit-ski – um assento montado sobre dois esquis; e “vision impaired”, com esquiadores com deficiência visual, que competem com um guia que esquia a frente deles para orientar.
Biatlo Paralímpico
Aline Rocha, Elena Sena, Guilherme Cruz Rocha e Robelson Lula são os representantes brasileiros. Esta modalidade une força e resistência do esqui cross-country com precisão do tiro ao alvo, em que os atletas precisam acertar dois pontos localizados a 10m de distância – cada erro é penalizado com um aumento no tempo total da corrida. São três provas: perseguição de velocidade, velocidade de 7,5km e corrida individual de 12,5km.
Também há a divisão por três categorias. Na “em pé” disputam esquiadores com deficiência física que esquiam em pé, também com o auxílio de próteses, e utilizam a técnica livre. Já os com deficiência nos membros superiores esquiam sem bastões ou com apenas um. No estande de tiro, após posicionarem o rifle, dão a ordem de atirar a um instrutor, responsável por acionar a tecla do gatilho.
Disputa do biatlo paralímpico em Pequim 2022
Fred Lee/Getty Images
Na categoria “sentado”, os atletas competem tal como no esqui cross-country, enquanto na categoria “com deficiência visual”, os esquiadores são acompanhados por um guia. No estande, eles são auxiliados por sinais acústicos que, dependendo da intensidade do sinal, indicam quando o atleta está no alvo.
Snowboard paralímpico
Terceira e última modalidade com atleta do Brasil – a partir de André Barbieri e Vitória Machado. Ela é dividida em dois eventos: banked slalom, em que atleta faz três descidas individualmente, e a melhor delas determina sua classificação final com base no menor tempo; e snowboard cross, no qual as qualificatórias são iguais ao banked slalom, mas nas eliminatórias são 16 homens e 8 mulheres por bateria, sendo dois competidores (ou outro número definido pelo júri) nas finais. Nos eventos cronometrados, os atletas sempre competem individualmente.
O americano Tyler Burdick, do Banked Slalom, treina em Pequim 2022
Jens Buttner/Getty Images
As duas competições são divididas em três categorias para homens e uma para mulheres. Essas classificações variam de acordo com o comprometimento dos membros superiores (categoria SB-UL) e inferiores (categorias SBLL-1, SBLL-2).
Curling em cadeira de rodas
Um dos esportes mais populares nas olímpiadas, o curling também atrai atenção do público nos jogos paralímpicos. Milão-Cortina 2026 estreará a competição de dupla mista, que se junta a de equipe mista.
Seleção chinesa na disputa do ouro contra a Suécia, em Pequim 2022
Steph Chambers/Getty Images
Os curlers escolhem se lançam a pedra sozinhos ou com um companheiro de equipe para segurar a cadeira de rodas. No lançamento, há a opção do uso de um extensor para adicionar velocidade e direção.
Hóquei no gelo paralímpico
Este esporte é disputado por homens e mulheres com deficiência física nos membros inferiores do corpo. A modalidade paralímpica segue as regras da Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF), mas com algumas alterações, como a substituição dos patins por trenós com duas lâminas e o uso de duas varas – uma com ponta para empurrar e outra para o tiro.
EUA e Canadá se enfrentam no hóquei no gelo paralímpico
Ryan Pierse/Getty Images
Cada equipe tem seis jogadores no gelo, incluindo o goleiro. O confronto é dividido em três períodos de 15 minutos.
Esqui alpino paralímpico
Esta modalidade paralímpica surge a partir dos veteranos lesionados da Segunda Guerra Mundial, que começam a praticar o esporte. O esqui alpino é dividido nestas disciplinas: Downhill, Super-G, Super Combinado, Giant Slalom e Slalom.
Os esquiadores são classificados em categorias com Deficiência Visual (B1-B3), De Pé (LW1-LW9) e Sentado (LW10-LW12). Neste último caso, também é utilizado um sit-ski e em vez de bastões utilizam estabilizadores (outriggers).
Saylor O´Brien, dos EUA, durante etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino Paralímpico em 2025
Marcus Hartmann/Getty Images
No caso dos atletas com deficiência visual, os atletas-guia iniciam a prova sem passar pelo portão inicial, o que permite que estejam um pouco à frente dos atletas para oferecer as instruções verbais. geRead More