São Paulo informa prejuízo com camarote, mas força-tarefa pede investigação mais profunda
Superintendente do São Paulo nega ter recebido dinheiro de camarote para show
O São Paulo apresentou à força-tarefa que investiga a exploração ilegal e clandestina de um camarote do Morumbis um cálculo do prejuízo financeiro com o escândalo. A promotoria, porém, entende que o valor não corresponde ao apurado nas investigações e pede uma análise mais profunda por parte do clube, segundo apurou o ge.
+ Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp
O entendimento é de que os valores são superficiais e restritos apenas ao show da cantora Shakira. A Polícia já tem informações e documentos suficientes para provar que o local é utilizado de forma indevida ao menos desde 2023.
O ge apurou que o São Paulo, de fato, só enviou os valores referentes ao show citado. Com a devolutiva da força-tarefa, o clube está levantando dados internos mais profundos para disponibilizar à investigação.
Camarote “3A” do Morumbis
ge
Mais do São Paulo:
+ Veja como ficou o gramado do Morumbi após shows do AC/DC
+ Polícia tem provas de que venda ilegal de camarotes no São Paulo era recorrente desde 2023
A intenção da Polícia e do MP é receber algo bem mais preciso por parte do clube, e há otimismo de que o São Paulo irá colaborar. No entanto, caso o clube não ajude tanto quanto é esperado, a força-tarefa tem meios para conseguir os dados de forma independente.
O pedido da promotoria ao São Paulo para colaboração também tem como objetivo analisar a postura das pessoas que hoje estão à frente do clube.
O caso está sob cuidados do Departamento de Polícia de Proteção a Cidadania (DPPC) e da terceira delegacia, responsável por casos de lavagem de dinheiro, em ação conjunta com o Ministério Público. O delegado encarregado é Tiago Fernando Correia.
A força-tarefa investiga possíveis irregularidades cometidas por diretores do clube durante a gestão do então presidente Julio Casares, entre 2021 e janeiro de 2026.
São três inquéritos distintos, todos tratando o São Paulo como possível vítima. Além do caso do camarote, também são apuradas suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no clube social, que ainda não resultaram em intimações.
Relembre o escândalo:
Em dezembro de 2026, um áudio obtido pelo ge revelou um esquema de comercialização clandestina de camarotes do Morumbis em dias de shows. O caso envolve Douglas Schwartzmann, ex-diretor adjunto da base do São Paulo, e Mara Casares, ex-diretora feminina, cultural e de eventos e ex-esposa do então presidente Julio Casares.
O esquema envolvia um camarote do setor leste do estádio, apontado internamente como “sala presidencial”, cujos ingressos teriam sido revendidos por valores elevados em shows, como o de Shakira. O faturamento do espaço foi estimado em R$ 132 mil.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de São Paulo, que cumpriu mandados de busca e apreensão. O desgaste político gerado pela denúncia desencadeou o impeachment de Julio Casares, aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube.
+ Leia mais notícias do São Paulo
🎧 Ouça o podcast ge São Paulo🎧
+ Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv geRead More


