Norris reprova novo carro da F1: “Passamos do melhor da história para o provável pior”
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Atual campeão da Fórmula 1, Lando Norris terminou a classificação para o GP da Austrália na sexta posição, muito longe de ameaçar o pole position George Russell. Depois da atividade em Melbourne, o piloto da McLaren fez duras críticas aos novos carros da categoria. Na opinião dele, o monoposto foi de “melhor da história” ao “provável pior”.
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A primeira corrida da temporada 2026 da Fórmula 1 no circuito de Melbourne será transmitida ao vivo pela TV Globo, pelo sportv 3 e pelo ge a partir da 0h15 na madrugada de sábado para domingo.
Norris diz que F1 saiu dos melhores para os piores carros em 2026
Jayce Illman/Getty Images
A principal crítica de Norris está relacionada ao gerenciamento de energia, tema que tem sido recorrente nas discussões no paddock. Nesta temporada, a parte elétrica do motor passa a ganhar mais protagonismo e produz metade da energia da unidade de potência – a outra metade é gerada por um motor à combustão.
Durante a classificação em Melbourne, foi possível notar que os carros estavam perdendo muita potência antes das curvas 9 e 10. A bateria tem descarregado muito rapidamente e, na visão de Norris, tornou a vida dos pilotos muito mais difícil.
– Eu acho que todos sabem quais são os problemas. É um fato que é uma divisão 50-50 (no motor) e não funciona. O modo reta significa que você tem muitos outros problemas para lidar. Você desacelera tanto antes das curvas que precisa aliviar o acelerador o tempo todo para garantir que a bateria esteja na potência máxima. Se a bateria estiver muito alta, você também está ferrado. É difícil, mas é o que temos. Não é uma sensação boa para o piloto, mas tenho certeza de que George está sorrindo – disse Norris, acrescentando:
– Passamos dos melhores carros já fabricados na Fórmula 1 e dos mais agradáveis de pilotar para provavelmente os piores. É uma droga, mas temos que conviver com isso.
Lando Norris larga em 6º no GP da Austrália de F1 2026
Hollie Adams/Reuters
O modo reta permite aos pilotos que variem a aerodinâmica nas retas, com a abertura das duas asas – o que diminui a pressão e aumenta a velocidade dos carros.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) chegou a revogar o uso da novidade entre as curvas 6 e 9, apenas uma hora antes do início do terceiro treino livre. No entanto, voltou atrás minutos depois devido à pressão das equipes e pilotos.
Outros pilotos, como Max Verstappen e Isack Hadjar, também criticaram as mudanças relacionadas à gestão de energia. No entanto, o pole position Russell preferiu minimizar os problemas e deu a entender que se trata apenas de uma questão de adaptação.
– Acho que depois que você se acostuma, isso se torna algo normal. É exatamente isso que significa corrida pura? Provavelmente não, mas você se acostuma e é como se fosse a primeira corrida – afirmou o piloto da Mercedes à “Sky Sports”.
Norris relaciona incidente às críticas
Com uma classificação apagada em termos de velocidade, o momento mais chamativo de Norris aconteceu durante o Q3: a Mercedes deixou um resfriador por engano no carro de Kimi Antonelli, e a peça caiu no meio da pista durante a curva 2.
Pouco depois, o piloto da McLaren acabou passando por cima da peça e espalhou detritos por todo o local, o que causou uma bandeira vermelha para a limpeza da área.
Resfriador de Kimi Antonelli causou bandeira vermelha na classificação do GP da Austrália
Paul Crock/AFP
Depois de deixar a pista em Albert Park, Norris afirmou que o incidente só aconteceu porque ele precisa ficar olhando para o volante “o tempo todo”; na opinião do britânico, um efeito das novas regras.
– Eu estou olhando para o meu volante, é por isso que eu não vi os detritos. Eu tenho que olhar a velocidade que vou conseguir alcançar no fim da reta e saber se preciso frear 30 metros antes, 10 metros antes. Esse também é o problema. Você tem que olhar para o volante a cada três segundos para ver o que acontece, senão vai acabar saindo da pista – criticou.
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