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Jair Ventura elogia primeiro tempo do Vitória, mas acende alerta: “Não adianta jogar bem e não ganhar”

Jair Ventura elogia primeiro tempo do Vitória, mas acende alerta: “Não adianta jogar bem e não ganhar”

Bahia vence o Vitória em final única e é campeão baiano pela 52ª vez
O Vitória viu o Bahia levantar o troféu de campeão baiano pelo segundo ano consecutivo. Desta vez, em final única disputada na Arena Fonte Nova, o Rubro-Negro esboçou o improvável diante de mais de 48 mil tricolores ao abrir o placar com Baralhas e dominar o primeiro tempo, neste sábado, mas caiu de produção na etapa final diante do crescimento da equipe de Rogério Ceni, que virou a partida para 2 a 1 e conquistou o título estadual de forma invicta.
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Matheuzinho contra Gabriel Xavier no Ba-Vi
Victor Ferreira / EC Vitória
Em entrevista coletiva depois do clássico, o técnico Jair Ventura destacou o bom primeiro tempo do Vitória na casa do adversário, mas acendeu o alerta para a efetividade, já que o time não aproveitou o momento de superioridade para construir um placar mais elástico e acabou superado pelo Bahia ainda no início do segundo tempo.
– Em nenhum momento sentamos no resultado. A estratégia no segundo tempo foi a mesma, tanto que não mudamos o time na volta do intervalo. A gente teve o controle total do primeiro tempo, e eles tiveram do segundo tempo, essa é a verdade. Foi nosso melhor primeiro tempo desde que eu cheguei, principalmente por ser fora de casa. A gente não conseguiu dar sequência depois, e aí entra efetividade. As duas equipes chutaram quatro vezes no gol, mas eles fizeram dois gols e a gente só fez um. Agora é olhar para frente, temos o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa do Nordeste. Espero que o discurso para frente seja diferente, não adianta jogar bem e não ganhar – iniciou Jair.
Quando questionado sobre como evitar novos episódios como esse diante do maior rival, o treinador citou fatores extracampo, como o poderio financeiro do Bahia e até mesmo a ausência de torcida visitante em Ba-Vis, determinação em vigor continuamente desde 2018.
– Tirar o grande orçamento que o Bahia tem. Tirar o banco que eles têm. Aí igualaria um pouco, a gente ia ter mais tranquilidade. Ia facilitar nossa vida.
– Com certeza. Todo mundo sabe a força da nossa torcida. Fábio [Mota] brigou muito para que tivesse a nossa torcida aqui hoje. É uma coisa para repensar também. É claro que a nossa torcida vai fazer falta sempre que não estiver ao nosso lado – completou.
O Vitória de Jair Ventura tem a chance de se superar e curar as feridas deste sábado já a partir das 20h da quarta-feira (horário de Brasília), quando o Rubro-Negro tem mais um clássico contra o Bahia marcado para a Arena Fonte Nova, desta vez pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.
Jair Ventura em entrevista coletiva no Vitória
Gabrielle Gomes / ge
Veja outros trechos da entrevista coletiva de Jair Ventura
Segundo tempo
– A postura do rival foi diferente. Não foi sobre a gente, foi sobre o adversário. Eles voltaram melhor que a gente no segundo tempo.
O que faltou?
– Foi a força do adversário. Temos que dar mérito para o adversário, eles fizeram boas mudanças. Quem entrou lá entrou muito bem. A gente manteve a estratégia depois de um bom primeiro tempo. Foi um tempo para cada lado, e quem foi mais efetivo ganhou o jogo. Essa é a minha leitura.
Edenilson e Ba-Vi do Brasileiro
– A gente não veio com Edenilson de zagueiro, ele foi primeiro volante, como era o Caíque Gonçalves. A gente lança jovens, coloca para jogar. Ele fez a primeira final e foi seguro, um jogo regular, muito bom para um menino da idade dele. Fico feliz porque a gente ganha um atleta. Agora temos outros jogadores para estrear, tem o Cacá. Tem jogadores que podem voltar.
Bolas longas no segundo tempo e jogo mental
– Acho que teve uma imposição muito grande do nosso adversário, a gente teve dificuldade de ficar com a bola no segundo tempo. Sobre as bolas longas, foi uma alternativa no final do jogo. Acho que é normal a equipe que estar perdendo uma final, um jogo decisivo, ser mais coração e colocar mais a bola na área. É a vontade de vencer que acaba exagerando um pouco nessas bolas longas.
Camisa nove
– A gente olhou para a gente. A gente trouxe o Pedro, a gente tem o Renzo. Mas eles quebraram. Não foi falta de planejamento do Vitória. A gente planejou. A gente tem três camisas noves, mas eles machucaram. Não é que a gente não sabia que precisava, a gente sabe, mas eles machucaram. Qual a parcela de culpa nossa que os caras machucaram? É igual se Willian José, Everaldo e Dell estivessem machucados. Eles não iam trazer mais ninguém. Não é esse o problema. Estamos servidos, temos três, mas eles não estão à disposição.
Situação de Dudu e força do elenco
– Nosso elenco foi montado com muito esforço pelo Fábio. Estamos no limite financeiramente, mas ele sempre está presente perguntando o que falta. Eu não estou aqui para reclamar, mas os caras vivem uma realidade financeira diferente. Dentro do que a gente pode, eu estou muito satisfeito. Não adianta ficar aqui falando de investimento, a gente tem que ganhar os jogos, espero que a gente consiga na próxima quarta-feira. Dudu não tem previsão de volta. É uma situação que preocupa demais.
Ba-Vi de quarta-feira
– Se é arma secreta eu não posso entregar. São novos jogadores que podem ficar à disposição, mas não posso entregar quem vai entrar. geRead More