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MPAC e Semulher lançam ações no futebol acreano de combate à violência contra a mulher

MPAC e Semulher lançam ações no futebol acreano de combate à violência contra a mulher

MPAC e FFAC lançam campanha “Mulheres vivas e livres de violência”
A Federação de Futebol do Acre (FFAC) em parceria com o Ministério Público do Acre (MPAC) e a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) lançaram na última sexta (6) e sábado (7), ações de conscientização e combate à violência contra as mulheres no Acre.
FFAC e MPAC lançaram campanha de combate à violência contra a mulher
Arquivo pessoal/Sueli Rodrigues
No último sábado, arbitragem, atletas de Humaitá e Rio Branco-AC e representantes de ambas entidades entraram em campo com camisas da campanha “Mulheres vivas e livre de violência”, do MPAC e FFAC.
A ação faz parte da parceria entre as instituições e buscou chamar a atenção do público, clubes e atletas sobre a problemática da violência de gênero.
Humaitá e Rio Branco-AC entraram em campo com camisas da campanha do MPAC em parceria com a FFAC
Arquivo pessoal/Sueli Rodrigues
A iniciativa ocorre em meio a casos recentes de violência que ganharam repercussão no futebol acreano, como o caso dos quatro jogadores do Vasco-AC que foram denunciados e estão presos por suspeita de participação em estupro coletivo. A corregedora-geral do MPAC, Patrícia Rêgo, reforçou a importância da mobilização por meio do esporte.
– Um país que mata uma mulher a cada seis horas e que ocorre um estupro de mulher/menina a cada seis minutos. Isso é inadmissível. Todo mundo tem que se envolver nessa luta e o futebol é uma forma de entretenimento, mas sobretudo uma forma de mobilização de jovens, que são o futuro e que precisam entender que mulheres merecem respeito, que a mulher é livre pra fazer o que quiser em relação ao seu corpo e a sua vida, e quando ela diz não, é não – disse.
Patrícia Rêgo, corregedora-geral do MPAC
Reprodução/Rede Amazônica Acre
Para o presidente da FFAC, Adem Araújo, ressaltou que o futebol acreano precisa acabar com os paradigmas machistas.
– O futebol, a gente sabe que é tido como machista e a gente tem que quebrar esse paradigma. O futebol hoje tem tantas competições importantes de homens como de mulheres e, sobretudo, acho que a possibilidade de o futebol levar as informações, disseminar essa campanha pra que chegue a todos, atletas e não atletas é muito grande. Então, a gente tem que aproveitar a força do futebol para ajudar nessa campanha – completou.
Adem Araújo, presidente da FFAC
Reprodução/Rede Amazônica Acre
Durante a mobilização no Tonicão, representantes de movimentos sociais também participaram da ação e reforçaram o pedido por respeito dentro e fora de campo.
O Acre é campeão de feminicídio e isso envergonha a todos nós. Mas esse sentimento machista, patriarcal, ele precisa ser desconstruído. Eduque seu filho pra que ele respeite as mulheres. Homens e mulheres são iguais perante a lei e tudo começa na educação.
Parceria com clubes prevê ações educativas
Na última sexta-feira (6), a Semulher e a FFAC assinaram um termo de cooperação para fortalecer o combate à violência de gênero no ambiente esportivo. A parceria prevê ações educativas e de conscientização voltadas aos clubes e atletas.
Após denúncia, Semulher e FFAC fazem parceria para combater violência
Segundo dados do MP-AC, 71 mulheres foram assassinadas pela condição de ser mulher nos últimos seis anos no Acre. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública também apontam que o estado registrou a maior taxa de feminicídio do país em 2025.
A iniciativa prevê rodas de conversa com jogadores por meio do programa “Papo de Homem”, que aborda temas como respeito e prevenção da violência contra mulheres.
Márdhia El-Shawwa, secretária da Semulher
Reprodução/Rede Amazônica Acre
– Ter um papo direto com eles, um papo de homem, de como tratar, de como respeitar as nossas mulheres na nossa sociedade, para que a gente tenha uma sociedade que respeite as mulheres, que não violente, que não bata e que também não mate – disse a secretária da Semulher, Márdhia El-Shawwa.
Com as duas iniciativas, as instituições pretendem usar a visibilidade do futebol acreano como ferramenta de conscientização, levando a discussão sobre respeito às mulheres para dentro e fora dos estádios.
Com colaboração das repórteres Aline Pontes e Amanda Oliveira, da Rede Amazônica Acre* geRead More