Preocupado com evolução de Bryan Azevedo, pai e treinador cogita mudança de estado
Resenha Aquiry #21: Bryan Azevedo, taekwondista acreano
Um talento com ampla margem para evolução, mas que está limitado por residir em um estado com pouco apoio ao esporte. Aos 14 anos, o lutador acreano Bryan Azevedo está em plena forma para se desenvolver no taekwondo, no entanto, tem enfrentado dificuldades para conseguir ajuda para participar de competições de alto nível fora do Acre que possam lhe beneficiar esportivamente.
Recentemente, o jovem atleta fez a estreia na categoria juvenil no Aberto de Taekwondo dos Estados Unidos, mas acabou derrotado logo na primeira luta nas oitavas de final.
Mestre Levy Azevedo (E) é treinador e pai de Bryan Azevedo (D)
Arquivo pessoal/Levy Azevedo
Pai e treinador de Bryan, o mestre Levy Azevedo destacou a importância da participação no evento internacional, mas citou que a ida para a competição não foi fácil sem apoio (do estado ou do município). Por isso, diante do cenário local desestimulante, ele cogita uma mudança do atleta para o Rio de Janeiro.
– A gente fica feliz por ele ter vindo representar o Acre, orgulho da nossa bandeira, e fica triste ao mesmo tempo porque viemos sem apoio do governo e da prefeitura (de Rio Branco). Então, é difícil manter um atleta de alto rendimento no estado do Acre sendo que os próprios governantes não apoiam. Sinceramente, estou pensando em migrar o Bryan para o Rio de Janeiro. Vai ter que morar no Rio de Janeiro porque não dá para ficar no Acre para a gente tirar dinheiro do bolso, tendo despesa muito alta. Então, não compensa manter o atleta para representar o estado enquanto os governantes se esbanjam em dinheiro e não têm coragem de investir no esporte – afirmou.
O treinador lembra que em 2025, quando recebeu apoio do Governo do Acre para ir às competições, Bryan Azevedo obteve resultados expressivos. Mas, na atual temporada, segundo ele, a gestão estadual comunicou que não havia recursos disponíveis para tal finalidade.
Bryan Azevedo com a medalha de prata no pódio do Rio Open G2, no Rio de Janeiro, em 2025
Arquivo pessoal/Levy Azevedo
– No ano passado, o governo deu cinco passagens, o Bryan fez um feito bem grande, trouxe bastantes resultados. Este ano, simplesmente, o secretário falou que não tem recursos. Deve ser por causa da política, ano de eleição, e fica por isso, o atleta se quiser que se vire, corra atrás. Só que eles esquecem que o estado também tem que ter uma parcela de contribuição. Isso tudo mexe com o psicológico do atleta porque ele está treinando focado e recebe uma notícia de que não vai poder participar porque não tem passagem. Isso é uma falta de respeito com o atleta, principalmente do Acre, um lugar tão longe onde o atleta é difícil conseguir uma vaga e quando consegue o governo não apoia – declarou.
– Um atleta desse nível, para chegar nas Olimpíadas, tem que ter esse apoio do governo para poder participar das competições. Vão ter outros campeonatos para ele, sempre valendo pontuação no ranking mundial. Agora está naquela fase do radar olímpico, onde ele tem que estar participando para poder pontuar. Essa foi a estreia dele na categoria, não conseguiu pontuar, mas já serviu de experiência para as próximas competições – completou.
Bryan Azevedo ergue bandeira do Acre no Campeonato Aberto de Taekwondo dos Estados Unidos
Arquivo pessoal/Levy Azevedo
Para Levy Azevedo, o resultado negativo na estreia na categoria juvenil não pode ser considerado desastroso.
– Na verdade, como era a estreia dele (na categoria juvenil), a gente já sabia que ia ser difícil, que dificilmente ele ia ser campeão porque ele vai pegar atletas de 17, 16 anos, 15, e o Bryan ainda tem 14, vai fazer 15 em abril. Ainda está em formação essa massa dele – encerrou. geRead More


