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ge relembra 20 anos de final histórica da Taça Brasil de Futsal entre ABC e Jaraguá

ge relembra 20 anos de final histórica da Taça Brasil de Futsal entre ABC e Jaraguá

ge relembra 20 anos de final histórica da Taça Brasil de Futsal entre ABC e Jaraguá
Duas décadas se passaram, mas o 12 de março de 2006 continua vivo na memória de quem esteve no ginásio Machadinho, em Natal. Naquele dia, ABC/UnP/Art&C e Malwee/Jaraguá decidiram o título da divisão especial da Taça Brasil de Futsal diante de um público que transformou a partida em um dos capítulos mais marcantes da história do esporte potiguar – foram 10.582 pagantes, um recorde nacional à época.
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ABC, de Betinho (com a bola) e Biro-Biro (à direita), contra o Jaraguá de Falcão (à esquerda) e companhia
Ivanizio Ramos
Dentro de quadra, o ABC mostrou coragem diante de um adversário repleto de estrelas, liderado por Falcão, o maior jogador de futsal de todos os tempos, e por atletas que formavam a base da seleção brasileira. Apesar do favoritismo catarinense, o time potiguar fez um duelo equilibrado e resistiu até o fim. O Jaraguá venceu por 3 a 2, mas o desempenho alvinegro arrancou aplausos da arquibancada e consolidou o vice-campeonato como uma campanha histórica no saudoso Machadinho, que seria demolido em 2011 para dar lugar à Arena das Dunas.
ABC/UnP/Art&C x Malwee/Jaraguá: ginásio Machadinho lotado para a final
Divulgação
Um dos jogadores daquele elenco do ABC, Eduardo Biro-Biro guarda lembranças especiais da decisão, inclusive de um episódio curioso antes de a bola rolar. O ex-jogador contou que entrou para o aquecimento vestindo a camisa de uma torcida organizada, algo que muita gente interpretou como homenagem, mas que tinha outro motivo.
– Na semifinal, depois da nossa classificação contra o Joinville, joguei a camisa para a torcida. No dia seguinte, na final, a diretoria decidiu repetir o uniforme, e eu quase fiquei sem jogar. Fui bem cedo para o ginásio. Falei com o torcedor do ABC e ele prontamente foi à casa dele buscar a camisa. Eu disse: ‘Quando acabar a final, a camisa é sua, não muda nada, eu só quero jogar a final’. E assim foi. Aquela final foi um momento de muita felicidade. É bom olhar para trás e ver que tudo valeu a pena – contou ao ge.
Biro, que é professor de futsal, também lembra de um lance que quase entrou para a história do jogo.
– Outra lembrança boa também que eu tenho é de uma bola que eu pego na ala esquerda. Encaro Valdin e dou uma caneta nele. Entro a uns 10 metros do do gol e dou um bico assim do lado do goleiro, e a bola pega na rede do lado de fora. Todo mundo grita gol, pensando que tinha sido gol. Se entra, ia ser mais história ainda. Tenho grandes lembranças desse jogo – completou.
Torcida do ABC lotou o Machadinho
Ivanizio Ramos
Para quem participou da organização da equipe, a final representou um dos maiores momentos do esporte do estado.
– Eu considero aquele jogo um dos maiores marcos do esporte do Rio Grande do Norte, pela presença popular no ginásio Machadinho; pela participação brilhante do ABC em uma competição nacional, com as melhores equipes do país. Nós entramos como zebra, apesar de sediarmos a competição, e éramos cotados para sermos penúltimo ou, no máximo, antepenúltimo diante das equipes que estavam em Natal – disse ao ge em outra oportunidade o jornalista Rubens Lemos Filho, que era diretor de futsal do ABC em 2006.
Veja mais fotos
ABC/UnP/Art&C x Malwee/Jaraguá
Ivanizio Ramos
O duelo entre Charles, do ABC, e Falcão, do Jaraguá
Ivanizio Ramos
Falcão, então com 28 anos, comandou vitória da Malwee em Natal
Ivanizio Ramos
Betinho, com a camisa 9 do ABC, ainda joga atualmente pelo rival América-RN
Ivanizio Ramos
Os irmãos Tibúrcio e Tarcísio eram destaques do ABC/UnP/Art&C
Ivanizio Ramos
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