Em busca do Atlético-MG ideal: Domínguez utiliza 22 jogadores em três jogos e com diferentes esquemas
Quem está ganhando espaço na equipe sob o comando de Domínguez? ge Atlético repercute
A primeira vitória de Eduardo Domínguez no Atlético-MG trouxe um padrão até aqui: três jogos, três times diferentes. Mudanças que vão além de nomes em busca da da formação ideal para esse início de trabalho e temporada atleticana. O foco é ter um time mais competitivo com e sem bola.
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Da sua estreia até o duelo contra o Inter, Domínguez utilizou 22 jogadores. Somente seis jogaram todas as partidas com o treinador: Everson, Ruan, Renan Lodi, Alan Franco, Victor Hugo e Hulk. Tirando o gol, todos os setores passaram por mudanças. Uma médica de cinco por partida.
Uma das buscas do treinador foi para encontrar um companheiro para Hulk. Na estreia, utilizou Reinier. Depois, Bernard e Cassierra. O comentarista da TV Globo, Henrique Fernandres, analisou essa procura.
– Uma constante nos três jogos foi a busca por um companheiro de ataque para Hulk. Reinier no primeiro jogo, alternando entre 1º e 2º atacante, Bernard no segundo, como um meia-atacante que encostava em Hulk com a bola, e, nessa última partida, Cassierra como a referência dando a Hulk liberdade para circular.
“Nenhuma das três opções funcionou plenamente, mas creio que o colombiano seja a com maior potencial de encaixe, quando o entrosamento vier.”
Eduardo Domínguez e Hulk; Atlético-MG
Pedro Souza / Atlético
A maior transformação veio na quarta-feira. Domínguez escalou o time com três zagueiros e montou uma linha de cinco para se defender. O sistema funcionou bem no primeiro tempo. Depois, enfrentou problemas e contou com o goleiro Everson para vencer a primeira no comando da equipe.
Em números, a defesa tem evoluído. Dos 16 jogos no ano, o time não foi vazado somente três vezes. Dois desses com o novo comandante. Com apenas um gol sofrido nesse período.
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Contra o Vitória, fora de casa, a pergunta que fica é se irá repetir o modelo ou buscará uma nova forma de jogar.
– Estou curioso pra ver como ele vai abordar essa tentativa com três zagueiros que vimos contra o Internacional. A área ficou bem protegida, os defensores foram bem individualmente, mas o time ficou desequilibrado, com menos gente no meio-campo, sem usar todo o potencial que Cuello e Renan Lodi podem oferecer atuando nas alas.
“O time voltou a vencer, mas há a dúvida se essa nova formação é sustentável no médio prazo e se irá dar ao time o equilíbrio que Domínguez procura”.
Ruan Tressoldi; Atlético-MG x Internacional
Pedro Souza / Atlético
Principal problema
Como todo início de trabalho, também existem pontos que exigem maior atenção. Com a bola, o Atlético tem problemas no repertório ofensivo. Somente um gol marcado em três jogos e ainda em busca das melhores peças no setor.
– Os principais problemas hoje estão no comportamento com bola, na baixa criação de oportunidades. Foram poucas finalizações nos dois últimos jogos e um time excessivamente defensivo na final, em que se esperava uma reação em campo depois do gol do Cruzeiro. Domínguez tem que gerar mecanismos para o time progredir no campo urgentemente.
– Contra o Inter, vimos uma tentativa de saída mais direta com bola longa, já que o time ficou muito desconfortável com a pressão do Cruzeiro na final. O ideal é ter um time dinâmico para atacar, corajoso para construir as jogadas, mas sem se colocar em risco e tentando manter a consistência defensiva, afinal foram dois jogos sem sofrer gols nos três jogos disputados até aqui – explicou Henrique Fernandes.
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