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Roger agradece apoio da torcida, valoriza elenco do São Paulo e diz: “Manter os pés no chão”

Roger agradece apoio da torcida, valoriza elenco do São Paulo e diz: “Manter os pés no chão”

Bragantino 1 x 2 São Paulo | Melhores Momentos | 6ª rodada | Brasileirão 2026
A segunda vitória em dois jogos sob o comando de Roger Machado manteve o São Paulo na liderança isolada do Campeonato Brasileiro. Sabino e Calleri foram os autores da vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino, fora de casa, neste domingo.
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O treinador são-paulino exaltou a força da torcida do São Paulo mesmo jogando fora de casa e disse que todos os jogadores do atual elenco serão importantes para a sequência da temporada.
– Nos fez sentir à vontade (a torcida) mesmo sendo um jogo fora porque vieram em grande número. Isso faz a diferença, sentir a energia ainda mais em um campo que a arquibancada é muito próxima. Esse torcedor se transforma no 12º jogador.
– Dificilmente se faz um time campeão só com 11, todos têm que estar prontos para jogar. Eu tenho um grupo, não um time. Quando há troca de treinador, mesmo quando temos o cuidado de dosar a carga, todo mundo quer mostrar. Então, os treinos são mais intensos, por consequência em algum momento, principalmente no Canindé em que estava muito pesado, gera um desgaste maior. Naturalmente, a partir de amanhã faremos a revisão de todos. Gostaria de contar com todos, mas se tivermos que fazer alterações para manter o frescor, vamos fazer – disse Roger.
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Joisel Amaral/AGIF
O técnico do São Paulo detalhou a conversa com os jogadores no vestiário após a vitória de virada sobre o Bragantino. Segundo Roger, a liderança não pode mudar o pensamento atual do elenco.
– Duas coisas que alertei na roda: deveríamos comemorar e estar confiante pela posição na tabela, mas manter os pés no chão. Enfrentamos o RB como se fosse uma final. O segundo foi, me dirigindo ao Allan, dizendo que eles aprenderiam a conviver melhor comigo, me conhecer e saber que, embora eu tenha a liderança do processo, precisar deixar eles terem autonomia dentro de campo.
– Algumas vezes vou atender, outras vou manter minha opção. Naquele momento, imaginei que poderia bloquear o avanço com uma linha de cinco na primeira de ataque, colocando o tripé de meio, Cauly por um lado e Ferreira por outro. Os atletas que estavam sentindo o jogo, me sinalizaram de lá, a clássica sinalização para quando você quer uma linha com um pouco mais de altura. Isso é uma construção coletiva com um líder, que sou eu – disse.
O São Paulo entra em campo novamente na quarta-feira, às 20h (de Brasília), contra o Atlético-MG, na Arena MRV, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.
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Análise da partida
– Parte da minha estratégia foi conseguir usar as costas em velocidade. Porém, que a gente fizesse a partir da nossa segunda linha, não a partir dos zagueiros. Quando a gente conseguisse romper essa pressão, aí a gente buscasse a bola em profundidade. Mas não sentimos confiança no jogo mais curto e acabamos induzidos a fazer o jogo que favorecia o Red Bull, colocar a bola em disputa e fazer o jogo de primeira e segunda bola. No intervalo, mostrei bons momentos que fizemos com que o Red Bull entrasse em organização defensiva. A gente com toque de bola fizemos a pressão se dissipar e conseguimos chegar com Lucas e Luciano em bolas em profundidade.
–O fato de estarmos longe, fez com que não ganhássemos o meio-campo e isso prejudicou nosso time que é mais técnico. No intervalo, falamos sobre ter mais confiança em fazer nosso jogo, usar nosso trio de meio, deixar apenas o Calleri entre os zagueiros e que Lucas e Luciano descessem para que tivéssemos cinco e ganhássemos a construção, jogando curto e se aproveitando das inversões. Conseguimos voltar para o jogo.
Encaixe do time
– A tônica desse tipo de jogo, com a juventude que o Red Bull tem, o frescor da pressão alta, para que você consiga jogar curto a velocidade da linha de passe tem que ser maior que a da pressão. Quando é igual ou menor, quando abaixa a cabeça para olhar a bola, tem uma perna chegando e tu não consegue visualizar a linha de passe, e aí a primeira iniciativa é fazer a bola longa.
– O encaixe de marcação do Red Bull tem seis jogadores marcando alto. Foi o que aconteceu e naquele momento os jogadores se sentiram confortáveis em tentar a bola longa. A conversa foi nesse sentido, para trazer os nossos jogadores de meio para termos um jogo de centro e a partir daí atacar a profundidade. O gol sai de bola parada, mas foi oriundo desse jogo apoiado.
Prioridades?
– Não é uma decisão só minha. É compartilhada. Gostaríamos de dar atenção a todas elas na medida do possível. Neste momento não me preocupo com isso. Tenho coisas mais urgentes a tratar. O planejamento vai ser feito. Preciso ter um grupo e tenho 30 jogadores. Vão se alternar entre as competições, não dá para jogar com os mesmos sempre, em três competições. Não tem perna e emocional que aguente. Mas fazer uma boa gestão disso vai ser fundamental para nos manter vivos nas competições.
Lucas Moura
– Eu vi protagonismo do Lucas nestes dois jogos. No primeiro com campo pesado, hoje fazendo tudo que solicitamos. Deu sua contribuição até o momento que entendi que precisávamos trocar para dar um frescor diferente e característica diferente com Cauly. Penso que é um protagonista que hoje, com sua experiência além do campo, nos dá uma liderança muito grande no vestiário, orienta os meninos. Se não tem sido tão decisivo, tem sido bem importante e a gente valoriza isso.
Sabino
– Em um jogo como esse que precisamos de velocidade em ações frente uma pressão muito alta, ele precisa, além da agilidade, a precisão nos passes. Tudo que o adversário quer é dar um biquinho na bola, é um toque para desviar e o outro retomar. É importante ter jogadores com imposição física, técnica e com coragem para fazer. Às vezes tu tem a qualidade, a virtude, mas nos momentos mais tensos, o jogador prefere ter a segurança. (Ter o Sabino) facilita. Tendo três jogadores na frente deles que tem boa relação com bola, eu preciso fazer chegar neles com qualidade.
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