Jogo dos 7 erros: por que o Inter virou lanterna do Brasileirão
Podcast ge lista os motivos do Inter estar vivendo má fase
O Inter multiplicou os problemas e já ocupa a lanterna do Brasileirão. A constrangedora campanha é o resultado de um time com fragilidades coletivas, escolhas equivocadas do treinador e de uma direção que não promoveu a reformulação necessária.
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Passadas seis rodadas, o Colorado segue sem conhecer a vitória. A última posição na tabela ocorreu por acumular apenas dois pontos somados em 18 disputados. O aproveitamento é de 11,11%.
Apesar de sofrer com a restrição financeira, faltou criatividade e visão de mercado para encontrar peças que elevassem o nível do elenco. Paulo Pezzolano, apesar de elogiado no bastidor e com uma ideia de jogo, não oferece segurança atrás.
Pezzolano está balançando no cargo? Podcast ge Inter debate
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O ge apresenta as razões que levaram o time ao preocupante 20º lugar.
Trabalho da direção
Parece que não entendeu o que ocorreu em 2025. Além de projetar terminar em 10º no Brasileirão, manteve quase a totalidade do grupo de jogadores que só escapou do rebaixamento porque Ceará e Fortaleza conseguiram ser ainda piores.
O elenco, que já mostrava fraquezas desde as saídas em abundância ao longo de 2025, enfraqueceu ainda mais. Das seis contratações realizadas, apenas Paulinho se firmou entre os titulares.
A solução para repor a venda de Vitão foi Félix Torres. Ronaldo, que não atuava desde outubro, virou titular. Villagra, contratado para ser o camisa 5, é reserva, com poucas oportunidades com Pezzolano.
Falta de dinheiro
A situação financeira, claro, é um obstáculo. O Inter sofre com a falta de recursos nos cofres, embora o que invista traga retorno insuficiente em campo. Atualmente, está sem patrocínio máster e trabalha para honrar o compromisso junto ao Krasnodar para derrubar o transfer ban.
Ainda que consiga resolver as duas situações, não está no horizonte movimentações bruscas. Seja neste período em que é possível contratar jogadores que atuam no Brasil ou sem contrato ou no meio do ano.
Beira-Rio indiferente
Os resultados em campo e o grupo de jogadores desmobilizam a torcida. Na derrota para o Bahia, não adiantou a partida ser em horário nobre, no domingo à tarde. Apenas 16.574 pessoas estiveram nas arquibancadas.
A presença diminuta decorre da falta de esperança. Apesar de vaias e protestos durante e após o jogo, há indiferença dos fãs. Uma resposta ao que se vê no clube.
O Beira-Rio se mostra ineficaz. Antes inóspito aos visitantes, agora se mostra aconchegante a quem desafia o Inter. O time perdeu as três partidas como mandante neste Brasileirão.
Time do Inter contra o Bahia, com arquibancadas vazias ao fundo
Ricardo Duarte/Internacional
Escolhas de Pezzolano
O grupo mostra fraquezas múltiplas, mas o técnico precisa escolher as peças que ofereçam equilíbrio. Há também a necessidade de se despir de convicções, mas ter coerência nas decisões.
Allex, que foi utilizado como lateral-esquerdo na decisão do Gauchão, não tem sequer entrado em campo. Thiago Maia, após marcar na vitória sobre o Ypiranga, nunca mais recebeu uma oportunidade, mesmo que o meio pouco proteja a defesa e crie.
Vitinho perdeu a titularidade após o clube anunciar a permanência. Carbonero, jogador que mais incomoda os rivais, foi deslocado para a ponta direita para encaixar Bernabei na esquerda.
Defesa vulnerável
O técnico não consegue dar solidez ao time. Varia a defensa, mas a bola entra na área gaúcha e geralmente termina no fundo das redes.
Os erros acontecem de todas as formas. Seja por baixo ou por cima. O lado esquerdo defensivo é um convite. O gol do Bahia saiu após ninguém fechar, Victor Gabriel tropeçar no gramado e Ronaldo “ajeitar” de calcanhar para Willian José marcar.
Gol de Willian José do Bahia contra o Internacional
Alan Patrick em baixa
O desempenho de Alan Patrick desabou. Não consegue encontrar espaço e, quando está com a bola, pouco leva vantagem para empurrar o Inter ao ataque. A bola parada também decepciona.
Ao ser substituído por Alerrandro no domingo, as arquibancadas do Beira-Rio vaiaram. Ficou a dúvida se para o camisa 10 ou a decisão de Pezzolano. Mesmo que seja a segunda opção, é do meia que se espera algo diferente ao Colorado.
Ataque inoperante
A queda de produção de Alan Patrick influencia, mas a dificuldade de converter as oportunidades chama atenção. O Inter para no goleiro, chuta para fora ou erra em bola, como ocorreu com Alerrandro. Domingo, o camisa 9 podia completar a finalização de Bruno Henrique, mas falhou.
O Colorado tem o pior ataque do Brasileirão. São apenas três gols em seis partidas. Passou em branco nas duas mais recentes. Como não se vence sem marcar, e quase sempre leva gol, invariavelmente perde.
Alerrandro lamenta chance em derrota do Inter
Maxi Franzoi/AGIF
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