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Ex-volante Juninho transforma carreira em projeto social e atende mais de 500 jovens em Manaus

Ex-volante Juninho transforma carreira em projeto social e atende mais de 500 jovens em Manaus

O ex-volante Juninho, bicampeão amazonense pelo Manaus, encontrou fora das quatro linhas uma nova missão. Após encerrar a carreira profissional, o ex-jogador passou a se dedicar integralmente ao Instituto Zlec, projeto social que utiliza o futebol como ferramenta de transformação e já atende mais de 500 crianças e adolescentes em Manaus.
Criado no bairro São José do Operário, na Zona Leste da capital, o projeto se expandiu e hoje conta com núcleos também nas zonas Norte e Sul. Em cada unidade, cerca de 150 jovens participam das atividades, que vão além do treinamento esportivo.
Juninho Instituto Zlec
Divulgação
Para fazer parte da escolinha, os alunos precisam manter média mínima de 7 na escola. O desempenho escolar é acompanhado de perto pela equipe do projeto, que monitora frequência e notas como critério de permanência.
Além das atividades esportivas, o Instituto Zlec também promove ações sociais nas comunidades atendidas, como distribuição de alimentos e pescado, com apoio de empresários locais.
— Resolvi parar de jogar e montar esse projeto. Hoje o instituto atende mais de 500 crianças e jovens. A gente vê muitos caminhos errados por aí, e quis mostrar que o esporte e o estudo ainda são oportunidades reais — destacou Juninho.
Antes de encerrar a carreira, em 2025, o ex-volante ainda contribuiu para o futebol local ao ceder atletas do instituto ao Tarumã na disputa da Série B do Campeonato Amazonense. A equipe chegou à semifinal e ficou próxima do acesso à elite estadual.
Juninho foi bicampeão com o Manaus
Emanuel Mendes Siqueira/Manaus
Com passagens por clubes como Princesa do Solimões, Fast Clube, Cliper e São Raimundo, Juninho acumulou acessos no futebol amazonense e também atuou fora do estado. Entre os momentos marcantes da carreira, ele destaca o duelo entre Manaus e CSA, pela Copa do Brasil de 2018, na Arena da Amazônia.
— Foi um jogo inesquecível. Estádio lotado, decisão no fim. São momentos que ficam para sempre — relembrou.
Apesar da nova rotina fora dos gramados, a saudade do futebol ainda aparece.
— Sinto falta das viagens, da adrenalina dos jogos, das finais. Foram 15 anos vivendo isso intensamente — completou. geRead More