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Leclerc aprova carros “divertidos”, mas critica a classificação da F1 2026

Leclerc aprova carros “divertidos”, mas critica a classificação da F1 2026

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Pilotos como Max Verstappen, Fernando Alonso e o atual campeão Lando Norris não pouparam críticas ao novo regulamento técnico da F1. No entanto, Charles Leclerc seguiu na contramão dos rivais e teceu elogios ao atual carro, que considerou divertido de pilotar – embora tenha apontado que as mudanças nas regras causaram impactos negativos na classificação.
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Charles Leclerc disputa posição com Lewis Hamilton no GP da China da F1 em 2026
Artur Widak/NurPhoto via Getty Images
– Eu gostei e não parece tão artificial quando se está dentro do carro. Claro, há aquelas ultrapassagens em que é artificial, quando alguém comete um erro com a bateria e a esgota completamente, e aí surge uma enorme diferença de velocidade. Mas sinto que estamos todos nos entendendo um pouco melhor sobre onde não devemos ir e onde podemos tentar arriscar, e isso cria pontos de ultrapassagem muito interessantes – declarou o piloto da Ferrari.
A artificialidade apontada por alguns gira em torno dos novos botões de ultrapassagem, e de impulso extra. Ambos utilizam um incremento adicional de potência – no caso do primeiro, em contextos de disputa direta com outro piloto. Mas, esse reforço de energia esgota rapidamente a bateria, forçando sua recarga e, consequentemente, deixando o piloto à mercê do rival.
Charles Leclerc no GP da China da F1 em 2026
Artur Widak/NurPhoto via Getty Images
Com isso, tem sido comum que pilotos em confronto direto troquem, entre si, sucessivas ultrapassagens. Foi um cenário protagonizado por Leclerc com seu colega da Ferrari, Lewis Hamilton, no GP da China. Por fim, quem ficou com o terceiro lugar na corrida vencida por Andrea Kimi Antonelli foi o heptacampeão. Mesmo assim, Charles celebrou o duelo com o companheiro – e os novos carros:
– Sinceramente, esses carros de corrida são bem divertidos. Foi uma corrida muito legal: no fim das contas, Lewis foi simplesmente mais forte e estou feliz pelo pódio dele. Foi uma batalha muito justa, difícil, mas justa, o que foi legal, e também há muitas táticas dentro do cockpit que são realmente legais. Tivemos uma disputa para ver quem conseguiria a ultrapassagem na última curva e nós dois freamos bem cedo. E, com a forma como você utiliza e gerencia a energia, foi uma corrida divertida.
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A temporada 2026 marcou uma verdadeira revolução na categoria: tanto os carros quanto os motores passaram por diversas mudanças. Entre elas, há aspectos como a redução do tamanho dos veículos e a adoção da aerodinâmica ativa – uma nova forma de reduzir a força que atua contra os carros na pista e aumentar seu desempenho nas curvas e retas.
Mas, as críticas dos pilotos giram em torno das novidades nas unidades de potência. A parte elétrica ganhou protagonismo na geração de potência dos veículos, e com isso, o sistema de recuperação de energia – que passa a depender de configurações prévias feitas no motor e técnicas de pilotagem como frenagem ou redução de marchas.
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Verstappen é um dos pilotos mais vocais ao se posicionar contra as mudanças. O tetracampeão da Red Bull se queixa do excesso de gerenciamento das baterias, que tem dividido a atenção dos pilotos na pista; após o GP da China, no qual abandonou, o holandês declarou que quem aprovou o novo regulamento não entende de corridas.
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Go Nakamura/Reuters
Leclerc, por outro lado, concorda com o argumento de que os pilotos agora precisam se preocupar com outros aspectos para além de pisar fundo – ao menos, nas classificações. Ainda assim, o monegasco acredita na evolução do conceito.
– Os carros já não são aqueles com um downforce altíssimo que tínhamos no passado. Há alguns aspectos que, obviamente, precisamos analisar para tornar a classificação um pouco mais parecida com a Fórmula 1, porque sinto que falta algo. Mas sei que a FIA está trabalhando nisso – defendeu.
Diante da recepção mista dos pilotos e sobretudo dos apontamentos feitos às regras de gestão de energia, a F1 reconheceu que pode, sim, mexer no regulamento: diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Nikolas Tombazis revelou que a entidade avalia rever a questão, reconhecendo ainda que o uso da energia não está no nível adequado. geRead More