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Cielo diz que recorde já estava “na corda bamba” e aposta em Caribé: “Chance de medalha olímpica”

Cielo diz que recorde já estava “na corda bamba” e aposta em Caribé: “Chance de medalha olímpica”

Australiano quebra recorde mundial de Cesar Cielo nos 50m livre
Cesar Cielo, campeão olímpico em 2008 nos 50m livre e dono do recorde mundial da prova até a manhã da última sexta-feira, elogiou o novo homem mais rápido da natação mundial, o australiano Cameron McEvoy. No Open da China, ele anotou 20s88, três centésimos mais rápido do que o antigo recorde de Cesar Cielo.
– A expectativa que o recorde ia cair existia, a verdade é que desde 2019 estava na corda bamba. Eu estava brincando com a linha do recorde, mas já alguns nadadores vinham bem. Aí de uns três anos para cá, o Cameron vem sendo consistente, vem batendo muito próximo, e aí ele conseguiu – disse o nadador.
No dia 18 de dezembro de 2009, ou seja, há mais de 16 anos, Cesar Cielo quebrou o recorde mundial dos 50m livre com 20s91. O torneio em questão era o Open, competição que era uma espécie de Campeonato Brasileiro de Verão, e foi disputada na piscina do Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo:
– Minha principal lembrança foi a barulheira quando eu bati na parede. Eu não estava acostumado com tanto barulho, eu senti muita energia. Aquele foi o barulho mais agradável que eu já senti na vida – disse.
Cesar Cielo conquistou recorde mundial nos 50 metros livre em 2009
A natação brasileira, assim, fica sem nenhum recordista mundial. Os resultados recentes também não são positivos. Nas duas últimas edições do Campeonato Mundial, em 2023 e 2025, e nas Olimpíadas de Paris 2024, o país saiu sem nenhuma medalha. Guilherme Caribé foi o que mais se aproximou do pódio nestas competições, foi o quarto colocado nos 100m livre no Mundial do ano passado.
– A gente tem um grande nome na natação, o Guilherme Caribé, o baiano voador, tem grandes chances de medalhas em Mundiais, tem chances de medalhas em Olimpíadas e, quem sabe até recorde mundial. A gente fica na torcida- disse.
Protagonista: Guilherme Caribé demonstra sua expectativa para o Jogos Pan-Americanos
O recorde de McEvoy veio em uma competição pequena, o China Open, que, nesta época do ano, parecia mais uma competição preparatória para os principais eventos de 2026. Mas Cielo explica que, geralmente, os recordes mundiais caem nesse tipo de prova:
– A chance do recorde cair em competição menor é maior. Em Olimpíadas, em Mundiais, a gente está mais focado em ganhar, preocupado com adversário. Em uma competição menor, a gente está mais focado em performance, na execução da prova, e isso facilitou a vida dele, no sentido de ter menos pressão. geRead More