Morre ex-diretor do FBI que revelou interferência russa nas eleições dos EUA em 2016; ‘Estou contente’, diz Trump
O ex-diretor do FBI Robert Mueller durante depoimento ao Congresso em 2019.
Jonathan Ernst/Reuters
Robert Mueller, o ex-diretor do FBI que documentou a interferência da Rússia nas eleições norte-americanas de 2016 e seus contatos com a campanha de Donald Trump, morreu neste sábado (21) aos 81 anos, segundo noticiou a imprensa norte-americana.
Trump disse estar “contente” ao comentar a morte do ex-diretor.
“Robert Mueller acaba de morrer. Que bom, estou contente que ele esteja morto. Ele não pode mais prejudicar pessoas inocentes!”, escreveu, em sua rede social Truth Social.
Mueller liderou as investigações que identificaram a interferência da Rússia nas eleições presidenciais em 2016. Donald Trump venceu o pleito naquele ano.
A investigação expôs o que Mueller descreveu como uma campanha russa de ataques cibernéticos e propaganda para semear discórdia nos EUA e afetar a imagem da candidata democrata à presidência em 2016, Hillary Clinton, e impulsionar Trump, o candidato preferido do Kremlin.
Após a divulgação do relatório, 34 pessoas nos EUA, incluindo vários associados a Trump, além de oficiais da inteligência russa e três empresas da Rússia, foram formalmente acusadas de interferência nas eleições. Mas Mueller acabou não indiciando o presidente republicano, o que decepcionou muitos democratas.
A Rússia negou a interferência nas eleições.
Veja, abaixo, um trecho de uma declaração de Mueller em 2019, na qual fala sobre a investigação da interferência russa nas eleições dos EUA pela primeira vez:
Procurador especial americano Robert Mueller fala pela primeira vez sobre investigação
Veterano condecorado da Guerra do Vietnã, Mueller passou a liderar o FBI após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos pela Al-Qaeda. Ele ficou 12 anos no cargo. As causas da morte não foram divulgadas. O jornal norte-americano “The New York Times” noticiou no ano passado que Mueller sofria de Mal de Parkinson.
Mueller se aposentou após 12 anos como diretor do FBI em 2013, mas foi convocado de volta ao serviço público por um alto funcionário do Departamento de Justiça quatro anos depois, como conselheiro especial para assumir uma investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições, após a demissão de James Comey, então diretor do FBI, por Trump.
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