Dorival detona arbitragem, admite incômodo com jejum do Corinthians, mas confia em reação
Corinthians 1 x 1 Flamengo | Melhores momentos | 8ª rodada | Brasileirão 2026
Dorival Júnior foi incisivo ao afirmar que a arbitragem do empate por 1 a 1 entre Corinthians e Flamengo interferiu diretamente no resultado. O treinador reclamou muito de um pênalti não marcado para o Timão no duelo deste domingo, na Neo Química Arena.
O lance em questão aconteceu no segundo tempo e envolveu o volante André, que recebeu cruzamento de escanteio e tentou finalizar, mas se enroscou com Ayrton Lucas. Na opinião de Dorival, o árbitro Rodrigo Pereira de Lima deveria ter apontado para a marca da cal.
— A penalidade não marcada foi um absurdo. Não ser avaliada pelo árbitro de vídeo é pior ainda. Um detalhe que poderia ter nos dado um resultado muito importante aqui dentro, procuramos o gol a todo custo, a todo momento, fomos uma equipe incisiva em cima de uma grande equipe como o Flamengo. Eu preferia que não existisse a expulsão, porque depois daí acabou o jogo — disse, antes de completar:
— Isso vem acontecendo com frequência no Campeonato Brasileiro, não temos 60 minutos (de bola rolando) em nenhuma das partidas jogadas. Também já tivemos expulsões em que tentamos segurar e o jogo não correu como deveria. É um fato que temos que dar uma atenção especial. Isso está tirando o brilhantismo das partidas — analisou.
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Dorival Júnior, técnico do Corinthians, na partida contra o Flamengo
Marcos Ribolli
Pressionado?
O comandante do Corinthians também foi perguntado sobre o momento conturbado no time, que não vence há sete partidas. Dorival vê a continuidade do trabalho como a única solução para afastar a pressão que paira no ar do CT Joaquim Grava.
— Continuando a trabalhar, só isso, não tem outro caminho. Tenho consciência do que estou desenvolvendo dentro do Corinthians desde o dia em que cheguei, é só fazer um levantamento de tudo o que passamos, do que aconteceu e dos resultados que alcançamos. É um momento que incomoda? É. Foi mais difícil do que ano passado? Não, ano passado as coisas foram muito mais difíceis.
— Esse ano as coisas estão organizadas. Quando você perde o vestiário, como falam, quando deixa de ser importante para o seu elenco, quando não está tendo mais respaldo em sentido algum. Eu vejo um equipe determinada, buscando. Realmente, um ou outro resultado não vem acontecendo, mas é um momento. Se você desistir no primeiro momento, é muito fraco para qualquer situação — explicou.
Lesão de Memphis
Logo depois de clarear a jogada e encaminhar o gol de empate do Corinthians, o holandês sentiu um problema na coxa direita e precisou ser substituído. Memphis foi direto para o vestiário, mas, já no segundo tempo, foi visto no banco de reservas mexendo no celular.
O treinador do Corinthians lamentou o problema físico do camisa 10 e explicou um pouco do que o jogador sentiu no momento da lesão.
— É uma pena o que aconteceu, ele sentiu um incômodo, segundo ele, a sensação é de que o músculo embolou. É apenas para tentar explicar, porque não dá para dizer pormenores do que aconteceu. Ele sentiu que embolou a perna. A partir daí, ele não teve mais condições. Foi na bola que ele inverteu para o Bidu, de onde saiu o gol — finalizou.
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O Corinthians volta a campo no dia 1º de abril, quarta-feira da semana que vem, para enfrentar o Fluminense, em jogo válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.
Veja outros trechos da entrevista de Dorival Júnior:
Jejum de vitórias
— É um momento que a gente vem passando que muitas equipes passam. Se as pessoas tiverem paciência e consciência vão perceber que tem coisas boas acontecendo com a equipe. Mesmo quando os resultados não acontecem a gente joga com posse de bola, com organização defensiva e ofensiva, é uma equipe que sofre pouco nas partidas. Tem muita coisa boa acontecendo, além dos títulos que conquistamos. Nem sempre as coisas acontecem como queremos, estão se esquecendo que voltamos num tempo curto de recuperação e preparação. A nossa preparação está acontecendo agora. Será que esquecem disso com tanta facilidade. Ninguém mais do que a gente sabe o momento de uma alteração.
Evolução
— O que me deixa feliz é a postura que nossa equipe tem. Depois de quase dois meses eu consegui repetir a equipe que jogou a partida decisiva contra o Flamengo lá em Brasília (na Supercopa do Brasil). O que a gente vê é uma atuação segura, buscando o gol, tendo naturalmente algumas dificuldades em razão da própria sequência que nós precisamos para essa equipe, mas uma equipe procurando se desenvolver.
— Se vocês observarem o gol que fizemos, a bola sai com o Hugo, vai para uma lateral de campo, roda para o outro lado, muda de lado novamente, fazendo com que a linha adversária balance, existem as flutuações, troca de passes por dentro, aí a inversão de jogada, novamente a bola atravessada para dentro da área, aí o preenchimento da área com a finalização do Yuri. É a típica jogada com tudo o que executamos no dia a dia de trabalho. É essa repetição que nos deu a possibilidade de encontrar o gol numa jogada construída.
Memphis
— Importante explicar porque as pessoas falam “preserva”, “segura”, “poupar”. Tivemos todo o cuidado possível com o Memphis, justamente para não o expor numa situação como essa, seguramos na rodada anterior, contra a Chapecoense, e mesmo assim acabou acontecendo essa lesão. Então, para vocês verem que às vezes a gente tem todo o cuidado possível, e mesmo tomando cuidados acontecem situações como essa.
— É para tentar explicar que às vezes a gente não faz o que deseja, mas o que é necessário para tentar ter todos os jogadores de uma rodada para a outra. É buscando esse equilíbrio que fazemos as alterações de uma rodada para a outra, que são necessárias, mas às vezes as pessoas não entendem. Mesmo segurando, preservando em alguns treinamentos, acaba acontecendo uma lesão como essa, que é ruim para o clube e para o atleta, que estava prestes a se apresentar a uma nova convocação. Agora, naturalmente, fazendo os exames, deve ter alguma alteração significativa para a sequência das nossas competições e do que ele teria na seleção.
— Foi uma alteração que alterou por completo o comportamento, a gente centraliza um pouco mais o Yuri, tentamos espetar o Garro mais próximo do Jorginho, que vinha buscando a organização inicial da equipe adversária. Nesse sentido, melhoramos, no sentido de ofensividade, de ter um ataque mais direto na última linha adversária, tivemos mais dificuldades.
Como vai usar a Data Fifa?
— É um comportamento que se trabalha diariamente, estamos trabalhando nesse sentido, primeiro pela recuperação de todos os atletas. Não consegui ter o Kaio, que seria um jogo importante, num jogo desse, ainda mais. Estou no aguardo de uma condição melhor do Jessie (Lingard) e agora uma recuperação total do Yuri e dos demais jogadores. Infelizmente, aconteceu agora esse problema com o Memphis, mas estamos buscando trabalhar com todas as opções que temos e melhorar esse aproveitamento que incomoda pelo momento que a equipe tem vivido. Mas a equipe tem feito bons jogos, com segurança. Se não me falha a memória, é a segunda equipe do Brasil que menos sofre gols entre as 20 da Série A.
— Isso é um fator que conseguimos corrigir de um ano para o outro. As nossas contratações do meio para trás conseguimos colocar em campo, havendo uma alternância. Ora jogando Pedro, ora jogando Matheuzinho. Ora jogando Gabriel, ora jogando André, o Tchoca. A mesma coisa acontecendo do lado esquerdo. No meio de campo, da mesma forma, ora Matheus, ora Allan, e os demais que estão compondo esse setor. Do meio para trás, nos sentimos confortáveis, pois está havendo possibilidade de reposição a todo momento.
— Do meio para frente, estamos tendo dificuldades, pois nossas contratações não conseguiram praticamente estrear. Quando perdemos Yuri, as coisas ficaram mais difíceis. Você vai trabalhando até que consiga tê-los todos juntos. Quando temos todos eles, a equipe fica forte. Só consegui reuni-los depois de dois meses, praticamente em razão daquilo que aconteceu com o Flamengo lá atrás.
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Ausência de Kaio César
— Eu sempre pergunto aos atletas, principalmente aos que estão voltando: como você está? Ninguém melhor do que o atleta para te passar a condição. Naquele momento, no intervalo do jogo de Santos, ele falou que estava estafado, mas suportando. Eu perguntei, o que você acha, mais uns 10 ou 15 minutos? Ele falou: “acho que dá”. Aquilo, para mim, foi um alento para colocá-lo. Eu não sabia que ele estava tendo um incômodo na perna, se ele falasse nesse sentido eu teria mudado na hora, porque sei que um incômodo pode gerar lesão.
— Não sei se ele não falou por sentir o momento, como vinha sendo importante na partida talvez quisesse ficar imaginando que era algo passageiro, eu também já fiz isso. Foi essa a dúvida que foi gerada. Se ele me falasse em incômodo, eu mudaria de opinião na hora, mas ele não me falou. Foi uma pena porque acabou provocando um incômodo maior, que o impediu de jogar nessas duas partidas. Acho que não é grave, ele tentou retornar ao treinamento anteontem, sentiu alguma coisa, acabou recolhendo de novo.
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