Athletico completa 102 anos em momento de reafirmação e dúvidas sobre futuro da SAF
Oito técnicos já caíram no Brasileirão mas Seabra e Odair seguem firmes
O Athletico completa, nesta quarta-feira, 102 anos de história. Fundado em 26 de março de 1926, o Furacão vive momento de reafirmação na Série A do Campeonato Brasileiro e de dúvidas sobre o futuro do projeto da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
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Rebaixado no centenário, em 2024, o clube retornou à elite do futebol nacional na temporada passada, após o acesso na Série B. O foco para este ano restabelecer no principal patamar do país para figurar novamente como uma potência emergente.
O discurso, principalmente de jogadores e comissão técnica, caminha neste sentido. Até porque a diretoria pouco (ou quase nada) se manifesta publicamente. O início no Brasileirão é animador, com 13 pontos em sete jogos e a proximidade do G5. Apesar disso, a postura é de “pés no chão”.
Athletico bandeirinha bandeira Arena da Baixada
Athletico
A torcida ficou exigente com as conquistas dos últimos, sobretudo o bi da Sul-Americana, em 2018 e 2021, e a Copa do Brasil, em 2019. Tem tentado ser paciente neste momento. E por falar em torcedor, o Athletico busca uma aproximação de sua gente.
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Evidências recentes disso são a festa de aniversário promovida pelo clube, no último dia 21, na Arena da Baixada, que foi aberta ao público e contou com atrações direcionadas principalmente em conquistar os pequenos rubro-negros, e a criação do mascote Fura-cão, que “estreou” no Athletiba e já caiu nas graças dos athleticanos.
SAF
Fora de campo, o tema que gera mais dúvida é o futuro da SAF. Aprovado pelos sócios em 2021, o projeto nunca saiu do papel e vai completar cinco anos “na gaveta”.
Uma fonte ligada ao clube disse ao ge que o assunto “está parado e não deve andar mais”. Ao menos até o fim do mandato do presidente Mario Celso Petraglia, em 2027.
Em 2021, a votação da Assembleia Geral contou com 5.131 votos favoráveis (89,4%) pela implementação do modelo de negócio e 540 votos contrários (10,6%).
Mario Celso Petraglia, presidente do Athletico, escolhe novo vice
Duda Matoso/athletico.com.br
O exemplo de modelo inicial prevê a criação da CAP SAF com uma ação de propriedade Classe A e 100% de ações Classe B. A Classe A representa o chamado “Golden Share”, que dá direito à FUNCAP de veto nas futuras decisões do clube. Já as ações da Classe B seriam divididas 50% entre o Athletico e 50% entre os investidores.
Em 2023, o clube contratou a consultoria do Bank of America para viabilizar investidores. À época, a intenção de Petraglia era negociar 50% da SAF por R$ 1,5 bilhão – podendo chegar a até R$ 2,5 bilhões com a inclusão de todos os ativos, como estádio, CT, marca e jogadores.
Há uma ala que defende a convocação de uma nova assembleia para ratificar a primeira decisão. Outros julgam não haver necessidade, alegando a validade da votação mesmo depois de tanto tempo. O estatuto do clube não prevê “validade”.
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