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UFC BJJ: Nicholas Meregali reflete sobre volta após lesão e planos pelo cinturão

UFC BJJ: Nicholas Meregali reflete sobre volta após lesão e planos pelo cinturão

Melhores momentos do UFC BJJ 5
Nicholas Meregali ficou um ano e meio fora de ação por conta de uma lesão no ombro, que também afetou o bíceps, em sua participação no ADCC 2024. Foram quatro cirurgias nesse período. O retorno do faixa-preta aos tatames foi em fevereiro, quando derrotou Nicholas Maglicic por pontos no UFC BJJ 5. No dia 2 de abril, ele volta ao evento para enfrentar Declan Moody em uma das mais aguardadas lutas da noite. Nesta terça, Meregali participou do podcast “Mundo da Luta”, e contou tudo sobre seu retorno e refletiu sobre o que mudou em sua mentalidade neste tempo em que ficou afastado. (Clique no player abaixo para ouvir o programa na íntegra).
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Tricampeão mundial de jiu-jítsu, Meregali vinha se destacando também nas competições sem quimono antes de se lesionar. Além do seu desempenho nos tatames, o brasileiro também ganhava destaque por conta de declarações antes das lutas, onde declarava sua superioridade e provocava seus futuros adversários. No entanto, ele confessa que mudou um pouco sua mentalidade nesse quesito no período em que ficou sem competir.
– Não tem nada que gere números igual trash talk. Tu fala um pouco de trash talk, tu fala do teu oponente, vende. Porém, eu me coloquei numa posição onde eu comecei a refletir um pouco sobre essa função. Agora que eu voltei a competir, muita gente tá vindo com a narrativa de “ah, o Nicholas virou falso humilde”, não é falso humilde, acho que eu perdi um pouco a necessidade e a vontade de fazer um trash talk para gerar número porque na minha vida não vai me afetar mais. Financeiramente falando, dentro do jiu-jítsu, eu sou um dos atletas mais bem pagos. Tenho a oportunidade de lutar em qualquer evento, então não preciso fazer esse tipo de barulho pra chegar onde eu quero. Estou tirando um pouco o pé em relação a isso. Eu sou um cara que sempre fiz trash talk relacionado ao jiu-jítsu e meus oponentes. Ponto. Vocês podem vasculhar minha vida: nunca falei absolutamente nada pessoal de ninguém. Nunca falei de pai, de mãe, de mulher, de escolha religiosa. Nunca. Zero. Sempre foi estritamente jiu-jítsu: “Acho que você é ruim, e vou te descer a porrada”.
O retorno em fevereiro contra Maglicic não veio com uma finalização, mas com uma performance dominante na decisão dos juízes. Apesar disso, Meregali confessa que não se sentiu 100% satisfeito com seu desempenho.
– Eu me senti na luta muito estranho. E eu sou um cara que eu não consigo mentir, né? Mentir no meu sentimento. Se eu tô bravo, eu tô bravo. Se eu tô triste, eu tô triste. E acaba que eu estava um pouco triste após a luta, não por não ter conseguido finalizar, o que me deixou triste foi que eu não consegui me sentir confortável lutando. A galera fala “ah, não gostou da performance”, não, eu gostei, eu dominei o cara a luta inteira. Óbvio que eu tomei duas quedas no início, porque o bowl é muito pequeno e o cara veio correndo pra cima de mim, quando tu vê tu tá caindo, eu sentei pra trás duas vezes. Fora isso, eu dominei a luta por completo, tanto que eu tive dois rounds de 10-7, se não me engano, por tentar a finalização, controlar por cima, etc. O que me deixou triste é que não consegui me sentir confortável lutando, que é algo que eu sempre senti. Sempre me senti livre, destemido, desprendido, fazendo acontecer, sabe? E por ter o trauma das quatro cirurgias e ficar muito tempo parado e depois todo esse efeito colateral… enfim, lesão, ADCC, trash talk, etc, eu tinha dúvidas de mim mesmo.
– Muitos atletas, quem entende um pouco de esporte sabe do que estou falando, essa minha lesão de ombro que eu tive aposenta 85% de atletas. A taxa é uma das taxas mais altas que a gente tem dentro do esporte. E cara, eu consegui vencer isso porque eu sou foda pra caralho, e quando eu falo isso não é porque eu estou jogando vídeo game ou jogando joguinho no celular, mas porque estou provando que sou capaz.
Nicholas Meregali venceu Nico Maglicic por decisão unânime no UFC BJJ 5
Chris Unger/Zuffa LLC
Para chegar ao cinturão da divisão dos meio-pesados do UFC BJJ, o faixa-preta não tem pressa, e espera voltar ao ritmo ideal antes de ter o cobiçado prêmio do evento.
– Se eu pudesse escolher meu sonho, se tudo correr bem, é fazer quatro lutas e uma quinta, daí num contrato novo, ter um cinturão. Porque daí com quatro lutas eu consigo soltar o corpo, consigo subir aos poucos o nível dos oponentes para eu construir minha confiança e aí sim “bom, agora que estou me sentindo em casa, quero lutar pelo cinturão”.
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