Máquina da Nasa? Flamengo usa aparelho antigravidade para recuperar jogadores lesionados
Você já viu a esteira antigravitacional do Flamengo?
Ainda sem jogar em 2026, Saúl se recupera de uma cirurgia no tornozelo esquerdo e está perto do retorno aos gramados no Flamengo. E uma foto durante sua recuperação chamou a atenção: ele utilizando uma esteira antigravidade.
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Apelidado de “máquina da Nasa”, este aparelho existe há anos no mercado e já era usado na década passada por Cristiano Ronaldo no Real Madrid (veja ao 3:21 do vídeo abaixo, em uma matéria especial sobre o craque português no Esporte Espetacular). Apesar do custo elevado de cerca de R$ 500 mil, a esteira é comum em grandes clubes de futebol ou centros esportivos de referência.
Esteira “espacial”, competitividade e genética, os segredos da máquina Cristiano Ronaldo
O Flamengo comprou o seu nos últimos anos e o utiliza com base em orientações da medicina esportiva para recuperações mais rápidas e de menos riscos, conforme explicou ao ge o chefe do departamento médico do clube, Dr. Fernando Sassaki:
— É um aparelho que pode ser usado para várias situações: retorno de LCA, de lesão muscular, tendinites em geral… Você consegue reabilitar e retornar o atleta mais rápido ao iniciar um trabalho de corrida com o peso controlado dele. É uma cinta que prende na cintura, e o saco embaixo enche de ar fazendo uma pressão capaz de reduzir a gravidade.
— Ele normalmente começa a correr com a metade do peso do corpo e vai progredindo sem estressar a área de lesão. E como atrás é transparente, você consegue ver se o movimento de marcha está correto ou se está protegendo uma determinada área por causa de dor. Conforme ele vai se sentindo bem, com a mecânica de corrida adequada, a gente libera para correr no campo. É uma maneira muito segura de não forçar antes da hora.
Esteira antigravidade no CT do Flamengo
Adriano Fontes / Flamengo
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O modelo que o Flamengo possui é capaz de reduzir a gravidade da esteira a bem próximo de zero, mas uma pressão do ar tão baixa assim não traria benefícios na recuperação. O cálculo dos médicos rubro-negros começa em 50%: jogador que pesa 80 kg inicia a corrida simulando um peso de 40 kg; o que pesa 90 kg, vai com 45 kg, e assim sucessivamente, mas aumentando conforme vai ganhando confiança no movimento. Em média, o aparelho é usado de três a quatro semanas durante tratamento.
Saúl já passou desta etapa, tem feito trabalhos no campo e está perto de ser reintegrado ao elenco. Outro jogador que usou bastante o aparelho há pouco tempo foi Pulgar, que no segundo semestre do ano passado fraturou o quinto metatarso do pé direito e também precisou passar por cirurgia.
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