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Atrasos salariais na Ponte causam visita de Sindicato no clube para conversa com elenco

Atrasos salariais na Ponte causam visita de Sindicato no clube para conversa com elenco

Ponte Preta chega a 14 contratações; Pacheco rescinde e faz rifa com uniforme
Os atrasos salariais recorrentes na Ponte Preta chamaram a atenção do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo. Representantes da entidade foram até o CT do Jardim Eulina na última quarta-feira para conversar com o elenco sobre a situação financeira do clube.
A reunião ocorreu apenas com os jogadores, sem a presença de dirigentes alvinegros. Durante o papo, foram discutidas possibilidades de protestos diante do cenário. Um novo encontro está previsto na próxima semana.
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A assessoria de imprensa do sindicato disse que uma haverá um posicionamento após a próxima conversa. Já do lado da Ponte, a posição da assessoria é que o que clube não vai se manifestar sobre assuntos internos.
Elenco da Ponte durante treino
Marcos Ribolli/ PontePress
As pendências financeiras com jogadores e também integrantes do departamento de futebol se acumulam desde 2025, quando a Ponte foi campeã da Série C do Brasileiro com salários atrasados.
As dívidas atingem remanescentes da última temporada, jogadores que chegaram no início de 2026 e também já preocupa quem foi contratado recentemente para a disputa da Série B do Brasileiro – mesmo sem honrar os compromissos com quem já estava no clube, a Ponte fez 14 contratações durante a janela de exceção.
Segundo apuração do ge, existem casos de atletas que receberam apenas três salários desde junho do ano passado e de pessoas que trabalham no futebol que vão completar, em abril, um ano sem pagamento.
A baixa mais recente provocada pelos atrasos foi a do lateral-direito Pacheco, que conseguiu na Justiça a rescisão contratual em uma ação que cobra R$ 863 mil do clube.
Em meio à disputa judicial com a Ponte, viralizou um print de uma publicação do lateral nas redes sociais fazendo rifa de artigos utilizados na final da Série C do Brasileiro (camisa, shorts, meiões, além de chuteira e um par de luvas) a R$ 20. O uniforme é histórico por ter sido o primeiro título nacional da Ponte em 125 anos.
Eberlin e Torrano, vice e presidente da Ponte, antes de jogo contra o Corinthians
Marcos Ribolli
Exigências da CBF
A Ponte corre riscos de punições esportivas e administrativas se não regularizar as pendências em breve. Um acordo da CBF com os clubes da Série B para conceder R$ 70 milhões de auxílio durante a competição envolve exigências para manter os salários de atletas, comissão técnica e funcionários em dia.
Essa obrigação vale também para contratos assinados antes de 1º de janeiro, o que antecipa uma regra de transição então prevista para 2027.
O descumprimento dessas exigências levará à exclusão do clube do programa. Nesse caso, não só a CBF deixará de custear as despesas prometidas, como cobrará o reembolso de pagamentos retroativos desde o início do torneio. As equipes também ficam sujeitas às sanções do regulamento de fair play financeiro, que incluem multas, transfer ban e perda de pontos, por exemplo.
As equipes também não poderão atrasar pagamentos devidos a outros clubes por transferências de atletas concretizadas nesta temporada.
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Nos dois casos, serão dados 60 dias para a regularização dos pagamentos – o acordo foi fechado agora em março. São dois prazos por enquanto para apresentar os pagamentos: uma em 15 de abril e outra em 15 de maio.
Outra exigência, com prazo até 30 de novembro, é de que os clubes paguem ou celebrem acordos formais de quitação de dívidas contraídas antes de janeiro. Eles também precisarão enviar à ANRESF demonstrações financeiras semestrais – com balanço patrimonial, demonstração de resultados no período e fluxo de caixa. geRead More