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Corinthians: Romeu Tuma Júnior pede ao MP abertura de investigação contra Stabile e diretor-adjunto

Corinthians: Romeu Tuma Júnior pede ao MP abertura de investigação contra Stabile e diretor-adjunto

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Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, pediu ao Ministério Público a abertura de investigação contra Osmar Stabile (presidente do Corinthians) e William Tapara de Oliveira, o Índio (diretor-adjunto jurídico do Corinthians) .
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A acusação é de que Stabile e Índio teriam criado um plano para coagir Osni Fernando Luiz, o Cicatriz, um torcedor/influenciador, a dar falso testemunho de agressão praticada por Romeu Tuma Júnior dentro das dependências do Parque São Jorge, no dia 6 de março deste ano. 
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Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians
José Manoel Idalgo/Agência Corinthians
Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, o propósito de Osmar e Índio seria o “assassinato de sua reputação” em um momento de instabilidade política, às vésperas da votação de contas, eleição presidencial e disputa de poder nos bastidores do clube. 
O ge teve acesso à íntegra da notícia de fato apresentada ao Ministério Público, que nos próximos dias decidirá se acata ou não a denúncia.
Osmar Stabile, presidente do Corinthians, em entrevista coletiva
Bruno Cassucci
O conturbado contexto da história 
No dia 6 de março, em mesas separadas, Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile jantavam em uma pizzaria no Parque São Jorge. Em um determinado momento, o torcedor Cicatriz se dirigiu ao presidente do Conselho Deliberativo em tom de cobrança. Os dois teriam se desentendido em um debate acalorado.
Em um segundo momento, depois do episódio com Cicatriz, Romeu Tuma Júnior teria ido até a mesa de Osmar Stabile e dito a seguinte frase: “ou você faz o que eu quero ou eu vou te foder”. 
Três dias mais tarde, data da votação da reforma do estatuto do Corinthians no Conselho, Stabile se utilizou da suposta fala para acusar Tuma de assédio e interferência na gestão, tirando o foco da reunião e, desta forma, inviabilizando o encontro que, entre outras mudanças, poderia dar ao Fiel Torcedor o direito ao voto nas eleições presidenciais do Timão. 
As versões são conflitantes.
De um lado, Romeu nega que tenha dito a frase e afirma que levará o caso à polícia. Do outro lado, Stabile mantém a versão inicial apresentada aos conselheiros do Corinthians. O atual presidente do clube denunciou o presidente do Conselho internamente e, dias depois, convocou uma reunião para afastar Tuma provisoriamente do cargo.  
A validade da reunião e do consequente afastamento de Tuma é uma incógnita. Os dois lados aguardam uma decisão da Justiça.
A denúncia de Tuma
Agora, com o documento apresentado ao Ministério Público, a história ganha novos capítulos. 
Segundo a denúncia, Tuma afirma que foi avisado por Cicatriz, em conversa por áudio em um aplicativo de troca de mensagens, de um enquadro feito por dois comparsas de Índio, o diretor-adjunto jurídico do Corinthians. Na conversa com Tuma, o torcedor diz ter sido coagido a dizer falsamente que foi agredido pelo presidente do Conselho Deliberativo na noite do dia 6 de março. 
Em troca da possibilidade de dar o falso testemunho e complicar a vida de Tuma na política corintiana, o torcedor foi convidado a visitar o CT Joaquim Grava no dia 17 de março, tendo tido acesso direto aos jogadores e sido agraciado com uma camisa oficial do Corinthians autografada pelo elenco profissional masculino. 
Na visão do presidente de Romeu Tuma Júnior, o relato de Cicatriz configura elementos que sugerem que Stabile, Índio e o grupo político do presidente do Corinthians teriam aliciado o torcedor com o propósito de “forjar uma animosidade com o premeditado fim de pavimentar seu afastamento por infração ética”. 
Aqui, vale ressaltar que Cicatriz é um nome conhecido no Parque São Jorge. Em novembro de 2024, o torcedor foi o responsável por entrar com uma cabeça de porco na Neo Química Arena e arremessá-la no gramado durante o clássico entre Corinthians e Palmeiras. Em agosto de 2025, a Justiça o condenou a um ano de prisão em regime semiaberto.
Tuma pede que o Ministério Público considere o relato como constrangimento ilegal, denúncia caluniosa e falso testemunho para abrir investigação contra Stabile e Índio. O presidente do Conselho Deliberativo do Timão também pede que o MP busque as imagens do interior da pizzaria e da parte externa do clube para que todos os fatos sejam devidamente apurados.
O que dizem Índio e Osmar?
A reportagem entrou em contato Osmar Stabile e William Tapara de Oliveira, o Índio. Caso eles se manifestem, este texto será atualizado.
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