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Ibañez vive filme repetido com sorriso no rosto para escrever um novo final pelo sonho da Copa

Ibañez vive filme repetido com sorriso no rosto para escrever um novo final pelo sonho da Copa

Seleção Brasileira enfrenta a Croácia na próxima terça-feira
O futebol deu a Ibañez uma segunda chance, e ele está encarando com uma leveza incomum. Novidade na lista de Carlo Ancelotti para a Data Fifa de março, o zagueiro do Al Ahli vê a vida apresentar um roteiro semelhante ao de quatro anos atrás. A ausência na lista final de Tite para a Copa de 2022 machucou, mas deu uma maturidade que o faz encarar com o sorriso no rosto um novo momento de indefinição às véspera de mais um Mundial.
A entrevista coletiva deste domingo em Orlando fugiu (e muito) do lugar comum. Ibañez sorriu, deu respostas sinceras, se colocou à disposição de Ancelotti em qualquer posição e, obviamente, entrou no túnel do tempo com a camisa da Seleção. Em 2022, tal qual como agora, foi chamado para os últimos amistosos antes da convocação definitiva para o Catar, e não tem dúvidas em apontar lições do passado para encarar o presente.
– Foi um sentimento de frustração por não ir para a Copa naquele momento. Fiquei feliz pelo Bremer, que mostrou o trabalho dele e foi convocado. Torci igual. Querendo ou não, conhecemos todo mundo, convivemos com todo mundo e queremos o melhor. Foi doído para eles e para nós que estávamos em casa assistindo. Novamente estou aqui dando o meu máximo para estar lá. O sentimento é sempre o mesmo, de que temos que dar o nosso máximo, honrar nossa nação e dar o melhor para representar o nosso país.
Ibañez em entrevista coletiva com a seleção brasileira
André Durão
Neste período, Ibañez tomou decisões improváveis para a própria carreira. Em alta com Mourinho e campeão pela Roma, embarcou no trem para a Arábia Saudita na mesma época que Neymar, Cristiano Ronaldo, entre outros. Foi campeão asiático, mas viu as chances na Seleção diminuírem.
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Com Ancelotti, as portas se abriram novamente com o chamado de Fabinho, do Al Ittihad, em novembro do ano passado e a oportunidade chegou para os jogos contra França e Croácia. Para jogar em qual posição? Tanto faz.
– Eu não vim para decidir se vou jogar de zagueiro, atacante ou lateral. Vim para dar o melhor em qualquer função que seja. Quero ajudar o grupo, talvez não jogue, não seja titular, mas que eles saibam que podem contar comigo.
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Ibañez chegou a treinar como zagueiro titular na prévia ao duelo contra a França, mas foi utilizado durante o jogo como lateral. Para o jogo com a Croácia, foi testado novamente na lateral. Versatilidade que o coloca na briga por um lugar na Copa do Mundo, mas o jogador do Al Ahli é direto ao alinhar expectativa e realidade na nova função:
– A minha questão de jogar na lateral vai ser mais conservador. Não vou ser aquele que vai chegar lá na frente, cruzar e dar assistências. Vou fornecer o defensivo para o ponta poder atacar e fazer o que quiser durante o jogo. Vou dar proteção para ele sabendo que a qualidade no extremo é muito alta. O cara que está atrás tem que dar a segurança que, se ele perder a bola, estamos bem defensivamente. Não esperem isso de mim, chegar lá na frente.
O Brasil de Ibañez encara a Croácia na próxima terça-feira, às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando. É o último amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo, marcada para o dia 18 de maio, no Rio de Janeiro.
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Confira outros trechos da coletiva:
Jogar como lateral?
– O professor perguntou se eu podia fazer a lateral, se eu já tinha feito, e falei que sim. Atuei como lateral alguns jogos na Roma, também no Al Ahli, e na convocação com o Tite no passado. Tenho alguma experiência ali, feliz por agregar ao grupo, viver com todos ali dentro. Estou dando o meu máximo para ajudar a todos ali dentro para ajudarmos na Copa do Mundo.
Trajetória
– Saí da terceira divisão do Gauchão, sou muito grato por isso. Cheguei ao Fluminense para fazer um teste. Naquela época, jogava de volante, graças a Deus o treinador perguntou se eu poderia fazer o papel de zagueiro. Estava ali para agregar o grupo, nunca tinha jogado na posição, fui muito bem e ele me falou: “Volante eu tenho um monte, mas se tu jogar de zagueiro vai ser melhor. Até pela saída de bola”. Dali em diante, agarrei aquilo para mim como a oportunidade da vida, passei pelo Fluminense, e minha carreira foi num estalar de dedos. Em um ano e meio, estava no Atalanta, fui para Roma… Tenho a versatilidade de jogar em várias posições, mas me sinto como zagueiro.
Estilo de jogo
– Em todos os lugares do mundo, o futebol ficou mais competitivo. Não existe jogo fácil. Jogo na Arábia Saudita e tenho certeza de que todo jogo vai ser difícil. Quando eu jogava no italiano, foi a mesma coisa. O futebol é mais truncado, mais difícil, mais força… Todo mundo é inteligente e rápido. No momento que a gente entra em campo, tem que estar ligado e apto para disputas e duelos dentro de campo. Estamos batalhando forte para levar o grupo cada dia mais, a disputa ainda é grande na Copa do Mundo entre nós e fazemos isso da melhor maneira possível. geRead More