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Trump quer pedir a países árabes que ajudem a pagar pelos custos da guerra, diz Casa Branca

Trump quer pedir a países árabes que ajudem a pagar pelos custos da guerra, diz Casa Branca

 Guerra no Oriente Médio completa 1 mês
O presidente dos EUA, Donald Trump, está interessado em pedir aos países árabes que pagassem pelos custos da guerra com o Irã, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta segunda-feira.
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Também nesta segunda, Irã voltou a protestar contra a proposta dos Estados Unidos para finalizar a guerra entre os dois países. O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, fez novas ameaças contra alvos vitais para o regime iraniano caso um cessar-fogo não seja acordado “em breve”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, chamou as propostas norte-americanas de “fora da realidade, desproporcionais e excessivas” e questionou se o governo Trump leva as negociações a sério.
“Não tivemos nenhuma negociação direta com os EUA até o momento. O que houve foram mensagens recebidas por meio de intermediários, indicando o interesse dos EUA em negociar. Não sei quantos, nos EUA, levam a sério a alegada diplomacia americana! O Irã teve sua posição clara desde o início da guerra, ao contrário da outra parte. O que nos foi transmitido foram demandas excessivas e fora da realidade”, afirmou Baghaei.
Horas depois, Trump ameaçou “obliterar” a infraestrutura vital iraniana, entre usinas de geração de energia elétrica e a ilha de Kharg —responsável por 90% da exportação de petróleo do Irã—, caso Teerã não concorde com sua proposta para encerrar a guerra.
Em publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano também disse que um “novo e mais razoável” regime está no comando do Irã, apesar de não haver indicação de que tenha ocorrido uma mudança de regime em Teerã mesmo com os assassinatos a autoridades de alto escalão em meio à guerra entre os dois países.
“Os Estados Unidos estão em negociações sérias com um NOVO, E MAIS RAZOÁVEL, REGIME para encerrar nossas operações militares no Irã. Grande progresso foi feito, mas, se por qualquer motivo um acordo não for alcançado em breve —o que provavelmente acontecerá— e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente ‘aberto para negócios’, encerraremos nossa ‘agradável’ permanência no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que deliberadamente ainda não “tocamos”. Isso será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou ao longo dos 47 anos de ‘reinado de terror’ do antigo regime”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
No domingo (29), Trump disse que as negociações com Teerã estavam progredindo, uma contradição com a fala de Baghaei. O líder norte-americano disse ao jornal “Financial Times” no domingo que as negociações indiretas com Teerã, que ocorrem com intermédio do Paquistão, estavam avançando bem e afirmou que “um acordo pode ser feito rapidamente”.
Na entrevista ao “Financial Times”, Trump disse também que seu Exército “poderia pegar o petróleo no Irã” e tomar a ilha de Kharg, responsável por 90% da exportação de petróleo iraniano. Isso configuraria uma escalada considerável na guerra entre os dois países, que entrou no 2º mês.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de março de 2026.
Evan Vucci/Reuters
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