Inter reencontra Roger quase 200 dias após demissão e busca consolidar nova fase
Presidente do Inter anuncia demissão do técnico Roger Machado; relembre
A retomada do Brasileirão após a Data Fifa na noite desta quarta-feira marca o reencontro do Inter com Roger Machado, agora técnico do São Paulo. No Beira-Rio, o Colorado tenta engatar a terceira vitória consecutiva e confirmar a reação no campeonato.
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O primeiro duelo entre Inter e Roger ocorrerá 192 dias da demissão do treinador. Foi desligado após a derrota por 3 a 2 no Gre-Nal 448.
Roger, apesar de quebrar a série de nove anos sem títulos com o Gauchão invicto em 2025, viu a pressão aumentar após as eliminações da Libertadores e Copa do Brasil. A sequência de resultados ruins tornou o ambiente insustentável.
Roger Machado no comando do Inter
Ricardo Duarte / Internacional
À época, a equipe ainda mantinha distância da zona de rebaixamento. O Inter estava em 13º lugar, com 27 pontos, cinco a mais do primeiro do Z-4. A troca não surtiu efeito. Os gaúchos mudaram outras duas vezes de treinador (Ramón Díaz e Abel Braga) até assegurar a permanência na última rodada.
Hoje o Colorado aparece na 12ª posição com oito pontos em oito rodadas. Tem dois a mais que o Botafogo, 17º, equipe que abre o Z-4.
Velhos conhecidos
Abel Braga, que salvou o time no ano passado, hoje é diretor técnico. Paulo Pezzolano assumiu como treinador. Se o cargo mudou bastante, o grupo de jogadores, não. Do provável time que iniciará nesta quarta, nove trabalharam com Roger. O conhecimento mútuo surge como trunfo, mas também como desafio para apresentar novidades.
– Roger nos conhece. Sabemos as qualidades que tem. Mesmo que não tenha treinado todos, trabalhou com a maioria. Então conhece os perfis, as características – disse o zagueiro Mercado à GZH.
Roger e Mercado (ao fundo) em treino do Inter em 2025
Ricardo Duarte/Internacional
A provável escalação do Inter tem: Anthoni; Aguirre (Alan Rodríguez), Bruno Gomes, Mercado, Juninho e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique e Alan Patrick; Carbonero e Borré.
Fragilidades e mudanças
Das alterações, Roger não verá Bernabei como o titular da lateral esquerda. O argentino foi um dos acertos do técnico, que lhe deu liberdade e montou um sistema que o fez ser eleito o melhor da posição no Brasileirão de 2024. Porém, a fragilidade defensiva causou estrago, e a direção contratou Matheus Bahia. Mais conversador, ganhou a posição.
A outra novidade está no primeiro volante. O modelo que ajudou Bernabei tinha Fernando como protetor, mas o volante lesionou o joelho direito ainda sob o comando de Roger. Foi justamente ali que o time, que já dava indícios de problemas, começou a afundar.
Bernabei ou Matheus Bahia? Quem deve ser o lateral-esquerdo do Inter
O treinador começou a testar quem poderia suprir a lacuna. Ronaldo, Richard, Bruno Gomes e Thiago Maia receberam chances. Neste ano, desembarcou Villagra no Beira-Rio. O argentino demorou a engrenar, mas foi titular nas últimas duas partidas e trouxe solidez.
O esquema acabou alterado nesta evolução. Saiu de cena o 4-2-3-1, que também era aposta de Roger, e entrou o 5-3-2.
A zaga
A zaga perdeu Vitão, vendido ao Flamengo, o que afetou o setor. O Inter ainda não conseguiu suprir a saída. Chegou Félix Torres, que virou titular recentemente, mas está fora porque está com a seleção do Equador. A direção tentou trazer outro reforço para a posição, sem sucesso.
Um mês depois, defesa do Inter termina jogo sem sofrer gols
Juninho, que chegou respaldado por Roger, vê o reencontro como uma espécie de retomada. O zagueiro não se firmou e caiu na hierarquia. A última vez que entrou em campo foi em 8 de março, no último minuto do empate em 1 a 1 com o Grêmio na decisão do Gauchão.
Trio ofensivo
Carbonero permanece como a principal opção no ataque. A vocação ofensiva do colombiano, com os dribles, arrancadas e finalizações, comanda a esperança por mais três pontos.
Alan Patrick, que errou o pênalti no último minuto do Gre-Nal da demissão de Roger, tem perdido o protagonismo. Chegou a ficar no banco em toda partida na vitória por 2 a 1 sobre o Santos, na Vila Belmiro.
Borré, que se destacou em 2024, afundou em 2025 e oscilou entre a titularidade e a reserva. Agora, vive roteiro semelhante. Ainda é titular, mas, após arrancar em alta na temporada, passa por seca de sete jogos.
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