RÁDIO BPA

TV BPA

Ministro israelense de extrema direita usa broche de forca e estoura champagne após aprovação de lei sobre pena de morte a palestinos

Ministro israelense de extrema direita usa broche de forca e estoura champagne após aprovação de lei sobre pena de morte a palestinos

 Ben Gvir usa pin de forca e traz champagne para votação de pena de morte a palestinos
O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, foi um dos que mais celebrou —literalmente — a aprovação de uma lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por homicídio. Ele usou um broche de forca e estourou champagne no Parlamento israelense.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A lei foi aprovada em sessão na segunda-feira (30), e foi impulsionada pelo próprio Ben Gvir, que é da ala extrema direita do governo Netanyahu —o premiê também votou a favor. Com a decisão, tomada pelo Parlamento israelense, a sentença agora será padrão nos julgamentos em tribunais militares para casos classificados como “atos de terrorismo”. (Leia mais abaixo)
Ben Gvir apareceu no Parlamento utilizando um broche dourado com o desenho de uma forca, em alusão à forma de execução prevista na nova lei. Outros membros da extrema direita israelense e também utilizaram o item durante a sessão de segunda-feira, segundo imagens do Parlamento israelense, chamado de Knesset. a parlamentar Limor Sonn Har Melech, que anunciou o resultado da votação .
No momento em que a parlamentar Limor Sonn Har Melech anunciou o resultado da votação —62 votos a favor da lei, e 48 contra—, o ministro israelense pegou uma garrafa de champagne para celebrar. No entanto, ele foi impedido de abrir a bebida por homens de terno que aparentavam ser seguranças do Parlamento.
No entanto, vídeos que circulam em redes sociais mostram Ben Gvir com a bebida já aberta, em um momento que parecia ser logo após a sessão, enchendo o copo de outros ministros. “Em breve, vamos contá-los um por um”, afirmou o ministro no vídeo.
Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, ergue garrafa de champagne durante votação no Parlamento sobre nova lei, que institui pena de morte a palestinos condenados por ataques letais, em 30 de março de 2026.
AP Photo/Itay Cohen
Protestos contra nova lei
Ativistas de extrema direita protestam do lado de fora da prisão de Sde Teiman, em Israel, contra a detenção de cinco soldados acusados de abusar sexualmente de prisioneiro palestino, em 29 de julho de 2024
Jill Gralow/Arquivo
A nova lei foi uma das principais promessas de campanha de políticos de extrema direita israelenses. Logo após a aprovação, grupos de defesas de direitos humanos de Israel e de países europeus condenaram a proposta. Um grupo israelense anunciou que entrou com uma petição na Suprema Corte do país.
“A Associação para os Direitos Civis em Israel apresentou hoje uma petição ao Supremo Tribunal de Justiça, exigindo a anulação da Lei da Pena de Morte para Terroristas, promulgada pelo Knesset hoje, 30 de março de 2026”, afirmou o grupo.
A Autoridade Palestina criticou a lei e disse que ela “busca legitimar execuções extrajudiciais”.
O Conselho da Europa, guardião dos direitos humanos e da democracia no continente, indicou nesta terça-feira (31) que pode retirar de Israel o status de observador na Assembleia Parlamentar do conselho (APCE). A presidente da APCE, Petra Bayr, afirmou que a instituição “rejeita a pena de morte em qualquer lugar e sob quaisquer circunstâncias”
No começo do mês, outra decisão tomada por Israel foi contestada por grupos de direitos humanos.
No dia 12, as forças militares israelenses anunciaram que retiraram as acusações contra cinco soldados acusados ​​de abusar sexualmente de um detento palestino, em um ataque que teria sido parcialmente filmado.
A decisão encerrou um caso que dividiu profundamente o país desde a prisão dos soldados em julho de 2024, após o episódio ocorrido na notória prisão militar de Sde Teiman.
A detenção dos soldados israelenses provocou a ira de membros do governo de extrema direita e de ultranacionalistas radicais, que invadiram violentamente a prisão em protesto.
Sde Teiman foi criada após 7 de outubro de 2023, perto de Beersheba, no deserto do Neguev, para abrigar palestinos detidos em Gaza durante a guerra de Israel contra o grupo militante Hamas.
A instalação secreta rapidamente ganhou notoriedade à medida que funcionários e palestinos libertados da detenção descreviam cenas de abuso e tortura. Essas alegações ganharam força depois que a imprensa israelense exibiu um vídeo vazado que mostrava soldados agredindo sexualmente um prisioneiro palestino.
Os soldados foram acusados ​​de arrastar o palestino pelo chão, eletrocutá-lo com uma arma de choque e agredi-lo sexualmente, esfaqueando-o no reto e causando-lhe múltiplos ferimentos, segundo a acusação. Ele foi levado a um hospital israelense com costelas fraturadas e traumatismo contuso no abdômen e no tórax, e passou por uma cirurgia para tratar uma perfuração retal antes de retornar à prisão.g1 > Mundo Read More