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Aston Martin confia em resolver vibrações no carro antes do GP de Miami

Aston Martin confia em resolver vibrações no carro antes do GP de Miami

Kimi Antonelli vence o GP do Japão | Melhores momentos | Fórmula 1 2026
A Aston Martin atingiu uma pequena, mas importante marca no GP do Japão. Em meio à crise vivida com a Honda, o time completou uma prova pela primeira vez em 2026, com Fernando Alonso cruzando a linha de chegada no 18º lugar. Agora, o objetivo do time de Silverstone e da fornecedora japonesa é outro: resolver de vez os problemas de vibração no carro.
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Fernando Alonso terminou GP do Japão na 18ª posição
Issei Kato/Reuters
As vibrações têm sido um problema para a Aston Martin desde o início da pré-temporada, e não só por limitarem a confiabilidade do carro, mas também por representarem riscos à saúde dos pilotos, conforme revelou o chefe de equipe Adrian Newey antes do GP da Austrália.
Depois da corrida de domingo (29) em Suzuka, o diretor de pista Mike Krack afirmou que o time espera chegar ao GP de Miami, no dia 3 de maio, com a questão resolvida. Segundo ele, a Aston Martin já teria conseguido introduzir medidas paliativas durante os treinos no Japão, mas resolveu não as utilizar na corrida.
– Tínhamos algumas medidas para seguir avançando, mas houve um problema: testamos algo nas sessões que supôs uma pequena melhora, mas não pudemos usar na corrida. É um tema secundário em que teremos que seguir trabalhando com nosso sócio (Honda), e assim faremos. Tenho bastante confiança em que, para Miami, poderemos dar um passo a mais e deixar de falar disso – analisou Krack.
As vibrações no carro da Aston Martin têm sido tão fortes que, por mais de uma vez, Alonso foi visto tirando as mãos do volante durante as corridas para conter a dormência. Na China, o espanhol não suportou a perda de sensibilidade nas mãos e nos pés e abandonou a prova.
O chacoalhar se repetiu no Japão, mas o bicampeão da Fórmula 1 corroborou a afirmação de Mike Krack e disse ter percebido uma “melhoria de 80%” durante os treinos de sexta-feira. E mesmo sem o ganho obtido nos testes, Alonso afirmou que os tremores não estavam tão fortes na corrida quanto os verificadas anteriormente.
– As vibrações ainda estavam lá, talvez um pouco menos do que em outras corridas, mas lá estavam. Então não foi fácil, mas (foram) suportáveis para terminar a corrida – explicou o Príncipe das Astúrias.
Fernando Alonso e Koji Watanabe, presidente da divisão de corridas da Honda
Alastair Staley/LAT Images
Embora os testes na sexta-feira tenham sido aprovados por engenheiros e pilotos da Aston Martin, Krack explicou o motivo pelo qual a novidade não foi utilizada no domingo: trata-se de uma questão de segurança.
– Como acabo de mencionar, temos testado diferentes coisas. Mas como vocês sabem, introduzir peças novas sempre traz um risco, então devemos levar isso em conta ao tomar decisões sobre confiabilidade. Eram peças novas, então decidimos não as utilizar na corrida, mas creio que são promissoras – disse.
Entenda o problema das vibrações
O péssimo início de campeonato da Aston Martin contrasta com o que se imaginava para a equipe: com alto investimento, a exclusividade dos motores Honda e um carro desenvolvido pelo multicampeão Adrian Newey, o time inglês esperava brigar no topo da tabela na primeira temporada com os novos regulamentos.
Os problemas de confiabilidade ficaram evidentes já na pré-temporada. A Aston Martin foi a equipe que menos deu voltas (126) em Barcelona e no Bahrein, e os carros de Alonso e Lance Stroll sofreram com quebras durante as atividades. Com a evidente falta de ritmo e os abandonos, a Honda divulgou a principal causa do mau desempenho: as vibrações no carro.
Fernando Alonso olha seu Aston Martin parado na pista durante os testes da F1 no Bahrein
Reprodução
Ainda em fevereiro, a marca japonesa explicou que a metade da unidade de potência movida à combustão (a outra parte é elétrica) tem sido a responsável pelas vibrações, que são amplificadas por todo o chassi do AMR26, carro da Aston Martin deste ano. Como resultado, os sistemas das baterias sofrem danos, e a pilotagem se torna perigosa.
– Você pode imaginar como se o pacote da bateria estivesse sendo sacudido dentro da estrutura do carro. Basicamente, a área onde o pacote de baterias está fixado está vibrando. (…) Se a causa fosse identificada como algo relacionado à transmissão ou ao motor, seria muito mais fácil de resolver. No entanto, suspeito que múltiplos componentes estejam interagindo para gerar a vibração – disse Ikuo Takeshi, chefe do departamento de automobilismo da divisão de corridas da Honda.
A real dimensão do problema foi exposta por Newey durante as entrevistas antes do GP da Austrália, que abriu a temporada de 2026 da Fórmula 1. O gestor da escuderia relatou que o time estava sofrendo com falta de peças, e apenas duas baterias estavam disponíveis: justamente as que estavam nos carros de Alonso e Stroll.
Aston Martin leva carro de Fernando Alonso de volta aos boxes
William West/AFP
Além disso, Newey relatou que em caso de pilotagem por mais de 25 voltas, os pilotos poderiam sofrer danos permanentes nos nervos das mãos, dado o nível das vibrações. Por isso, a equipe tomou a difícil decisão de recolher os dois carros no meio da corrida em Melbourne.
De lá para cá, Aston Martin e Honda têm trabalhado para tentar solucionar o problema, mas ainda buscam uma resolução definitiva. A equipe terá um mês de pausa para resolver a questão, já que as corridas no Bahrein e na Arábia Saudita, antes previstas para o mês de abril, foram canceladas devido à guerra no Oriente Médio. geRead More