RÁDIO BPA

TV BPA

Rebeca Lima projeta decisão no UFC BJJ: “Mudança de vida”

Rebeca Lima projeta decisão no UFC BJJ: “Mudança de vida”

Melhores Momentos do UFC BJJ 6
Seis vezes campeã mundial pela IBJJF, personalidade forte e muitos sonhos para conquistar no tatame. A trajetória de Rebeca Lima no UFC BJJ ainda é curta, mas quem acompanha o jiu-jitsu competitivo com certeza não estranha a decisão do Ultimate em escolher a brasileira para disputar o cinturão peso-pena (até 65,7 Kg), na próxima quinta (2), contra a francesa Aurélie Le Vern. Inicialmente, a campeã Aurélie Le Vern enfrentaria Brianna Ste-Marie pelo cinturão, mas a canadense acabou se lesionando e ela entrou no card.
Siga o canal de MMA, boxe e outras lutas do ge no WhatsApp
UFC BJJ tem regras diferentes dos eventos tradicionais de jiu-jítsu; entenda
Natural da Taquara, no Rio de Janeiro, Rebeca começou no jiu-jitsu em um projeto social em uma igreja próximo à sua casa, aos 9 anos. Por não “parar quieta”, recebeu o conselho do primo, Lucas, de começar a lutar.
O Combate exibe todo o evento ao vivo a partir de 21h (de Brasília). O Youtube do Combate e o Combate.com transmitem os dois primeiros duelos do card.
Rebeca Lima disputará o cinturão peso-pena no UFC BJJ 7
Divulgação/UFC BJJ
— No segundo dia de treino, o mestre estava escalando quem ia lutar o Campeonato Brasileiro da CBJJO na época. Eu nem sabia o que estava acontecendo, mas levantei a mão. Ele falou “você não vai agora, mas vamos esperar mais uma semaninha, mais duas semanas, que eu posso te colocar para lutar no infantil”. Era o meu segundo dia na academia, e foi assim que começou a minha jornada — lembra.
Grande fã do MMA, Rebeca cresceu durante o auge da americana Ronda Rousey e tem a ex-judoca como referência no esporte. Tal qual o estilo de Ronda dentro do octógono, a brasileira consolidou sua carreira no jiu-jitsu com paciência e estratégia até atingir o topo da sua categoria.
Seis vezes campeã mundial pela IBJJF nas faixas coloridas, Rebeca viveu momentos de incerteza e chegou a trabalhar como atendente em uma sorveteria e uma barbearia antes do convite para o UFC BJJ 5, em fevereiro deste ano.
Rebeca Lima venceu Taylor Ellis, por finalização, no UFC BJJ 5
Divulgação/UFC BJJ
— Na época eu fazia muitas rifas para poder lutar. Mesmo dentro do Brasil os campeonatos são caros, e para quem mora no Brasil é muito difícil. Então, quando eu ainda era nova, eu contava com a ajuda da minha família e dos meus amigos de academia. Muitas pessoas passaram pelo meu caminho e me ajudaram — lembra.
Essa disputa de cinturão não significa só o título pra mim, tem toda uma história por trás. Eu sempre sonhei em lutar no UFC por ser muito fã da Ronda e para mim significa muito. Eu vim do Rio, lutar o UFC BJJ é uma mudança de vida e eu estou mudando a minha vida através do jiu-jitsu. Quem faz jiu-jitsu há muito tempo consegue ver essa evolução e o que a organização tem feito pelo esporte, então pra mim é um sentimento muito gratificante
Referência com quimono, a transição para o no-gi foi mais difícil do que o esperado, o que quase fez Rebeca desistir da modalidade depois de uma experiência frustrante no pan-americano. Na época ela vinha de uma longa recuperação após romper o LCA. No entanto, o bom resultado no mundial foi a virada de chave para que seu nome entrasse no radar do UFC BJJ.
Rebeca Lima em treino ao lado de Merab Dvalishvili, Cássia Moura e Carol Brunacio
Acervo Pessoal
— Eu sempre treinei a minha vida toda, são 14 anos de jiu-jitsu, 13 só de quimono. Quando eu fiquei um bom período sem treinar, muita coisa amadureceu na minha cabeça. Comecei a treinar no-gi de verdade no ano passado, mas ainda conciliava um pouco com o quimono. Lutei o panamericano, tomei uma coça horrível na primeira luta e isso criou uma vontade dentro de mim enorme de vencer. Foi aí que eu comecei a realmente focar 100% no no-gi, fui finalista no meu primeiro campeonato mundial na faixa preta e acabei chamando a atenção do UFC BJJ — conta.
Quando está em preparação para os campeonatos fora do país, Rebeca treina em Midland, no Texas, e espera seguir os passos de outra campeã do UFC BJJ que treina por lá. Carioca assim como Rebeca, Cássia Moura se tornou a campeã mais jovem da modalidade ao vencer Ffion Davies pelo UFC BJJ 6, no início de março, pelo peso-galo. A dupla é companheira de treino e compartilha uma amizade para além do jiu-jitsu.
Initial plugin text
— Quando eu vim fazer esses camps e passei a morar praticamente em Midland, no Texas, eu a conheci como pessoa. Ela é muito gentil, é uma pessoa muito de coração bom, está disposta a te ajudar o tempo todo. Então tem sido muito bom pra mim ter alguém não somente bom de jiu-jitsu, mas tão bom de coração e humilde como ela — lembra.
Adversária na próxima quinta, Aurélie Le Vern é uma velha conhecida da brasileira. Elas já se enfrentaram duas vezes, ainda nos tempos de faixa colorida, com duas vitórias de Rebeca. Apesar disso, a desafiante enxerga a disputa de cinturão como um desafio à parte, mas espera manter o bom retrospecto contra a francesa dessa vez no mais alto nível.
— Eu não penso nessa luta como uma luta fácil porque eu ganhei dela duas vezes. O jogo dela é muito forte, ela gosta de dominar a luta por cima, começar a luta impondo o ritmo dela e para essa vez, agora de faixa preta, eu não espero nada diferente — disse.
Aurelie Le Vern, campeã do UFC BJJ
Divulgação/UFC
— Ela é uma pessoa que eu admiro como atleta, a gente vem nessa trajetória (do quimono para o UFC BJJ), eu sei que ela é uma ótima atleta o quão boa ela é. Os resultados dela falam por si, mas eu estou confiante no meu jogo, no que eu tenho que fazer e focada em mim, então se Deus permiti eu vou levar a melhor e conseguir o cinturão para o Brasil — completa.
O UFC BJJ 7 contará com três defesas de cinturão. Além de Rebeca Lima x Aurélie Le Vern, Vagner Rocha enfrenta Andrew Tackett pelo peso-meio-médio, enquanto o duelo brasileiro entre Carlos Henrique e Lucas Valente define o novo campeão peso-leve. Veja o card completo abaixo:
UFC BJJ 7
2 de abril de 2026, às 21h (de Brasília), em Las Vegas (EUA)
CARD DO EVENTO:
Peso-meio-médio (77,1kg): Andrew Tackett x Vagner Rocha (disputa de cinturão)
Peso-pena (65,7kg): Rebeca Lima x Aurélie Le Vern (disputa de cinturão)
Peso-leve (70,3kg): Carlos Henrique x Lucas Valente (disputa de cinturão)
Peso-mosca (56,7kg): Adele Fornarino x Alex Enriquez
Peso-meio-médio (77,1kg): Renato Canuto x Yonathan Cardenas
Peso-pena (65,7kg): Raphael Ferreira x Kenzo Biyong
Peso-pena (65,7kg): Rana Willink x Carol Joia
banner combate
Combate geRead More