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Henrique revela motivação para deixar o São Paulo e comemora momento no CSKA: “Maravilhoso”

Henrique revela motivação para deixar o São Paulo e comemora momento no CSKA: “Maravilhoso”

Henrique, atacante do CSKA, avalia tempo vivido no São Paulo
O atacante Henrique Carmo marcou o primeiro gol e deu a primeira assistência na última partida do CSKA antes da data Fifa. Em entrevista ao ge, o jovem de 19 anos revelou a motivação para ter deixado o São Paulo no ano passado.
No time tricolor, o jogador somou apenas 152 minutos distribuídos entre sete partidas. Ele chegou a subir com Dorival Júnior, em 2023, mas não estreou. Em 2024, passou a temporada toda com o profissional, mas entrou em campo apenas uma vez. Henrique acredita que merecia mais chances.
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– Infelizmente não tive tantas oportunidades como talvez eu merecesse. Faz parte do futebol, cada um tem seu processo. Eu estava feliz, tinha começado a jogar. Tive um jogo muito bom com o Sport, as coisas mudaram e fico feliz por isso. Mas era uma proposta muito boa, e eu sempre tive essa vontade de sair.
– Era uma oportunidade boa para mim, para poder jogar, mostrar o meu futebol, que estava preparado. Era o momento de pegar um novo clube, começar a minha história novamente, ter mais oportunidade. Hoje, estou podendo jogar, desfrutar um pouco mais e para mim está sendo maravilhoso. O projeto do CSKA foi muito bem apresentado, gostei muito e achei que era o momento certo para sair – disse.
Mesmo com a dificuldade do fuso horário diferente, Henrique segue acompanhando o São Paulo na medida do possível, mas no mínimo vê os resultados dos jogos. Ele revelou que quer voltar para continuar sua história no clube.
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Henrique Carmo em ação pelo CSKA
Reprodução/CSKA
– O São Paulo tem um espaço especial no meu coração, meu clube formador, tenho um carinho, um respeito e uma admiração gigantesca. É minha segunda casa. Espero um dia retornar, poder continuar essa história, porque foi breve. O Morumbi tem uma atmosfera completamente diferente de qualquer outro estádio que eu já fui, então espero viver esses momentos novamente.
– Toda vez que um jogador sai de um clube muito novo, fica esse desgosto da parte do torcedor. Mas faz parte do futebol. Eu fico muito feliz pelo carinho que eles têm por mim. Sempre me trataram muito bem, tiveram críticas e também elogios construtivos. Com certeza eu tenho esse mesmo carinho por eles. Espero um dia voltar e continuar essa história. Tenho certeza que ela terminará ainda melhor e eu vou poder viver momentos maravilhosos ao lado dessa torcida. E com certeza o clube do meu coração é o São Paulo.
Desde que chegou à Rússia, Henrique soma 16 jogos pelo CSKA. Ele foi titular apenas em três, sendo dois em casa. Foi no segundo duelo diante de sua nova torcida que ele teve suas primeiras participações diretas em gols.
– As coisas começaram a acontecer. É um momento muito importante na minha vida, na minha carreira. Terceiro jogo como titular, o segundo no estádio e depois do jogo poder ter o nome gritado pela torcida é uma honra gigantesca. Espero agora cada vez mais, podendo ter mais minutos. Independentemente de todas as circunstâncias que a gente está vivendo no campeonato, conseguimos uma vitória importante, pude ajudar com gol e assistência – disse Henrique.
– A torcida normalmente fala meu sobrenome. Um ou outro fala Henrique. Sai meio diferente, mas consigo entender. Mas normalmente eles gritam “Carmo”, que é mais fácil para eles. A sensação é muito boa – explicou.
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Henrique foi eleito o melhor do jogo na vitória sobre o Dinamo, quando marcou gol e deu assistência
Reprodução/Instagram
Confira outras respostas de Henrique Carmo:
ge: Como está se adaptando à língua?
– Tem dois tradutores, mas a comissão técnica fala espanhol, então nós, sul-americanos, conseguimos entender bem. Mas para os outros jogadores, eles têm que traduzir. Eu consigo falar um pouco de inglês também, com alguns jogadores e estafe. Uma palavra ou outra chave a gente vai aprendendo em russo.
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E fora de campo?
– Em restaurante e shopping tem pessoas que falam inglês, então fica um pouco mais tranquilo. Mas, normalmente, (uso) tradutor e uma coisa ou outra eu tento ir na raça. Estou começando a entender uma coisas ou outra, mas responder fica um pouco mais difícil.
Você e o Matheus Alves jogaram juntos no São Paulo e agora estão no CSKA…
– Temos uma boa relação. Vivemos juntos aqui, sempre estamos saindo para jantar, ao shopping, fazer um churrasco. A gente fica com essa saudade de fazer um churrasco.
O que achou de mais diferente na Rússia?
– Nunca tinha pego um frio tão intenso. O pé fica dormente o tempo todo, tem que estar muito bem agasalhado. Você busca estar se esquentando o tempo todo, sempre fazendo alguns exercícios para ativar bem o corpo, porque realmente é muito difícil. Nos treinos, a gente aquece muito antes para não ter risco de lesão também. Tive o primeiro contato com a neve, achava que era tipo uma chuva, mas é um pouco diferente. É uma sensação muito boa.
Henrique Carmo na passagem pelo São Paulo
André Fernandes e Erico Leonan / São Paulo FC
A guerra afeta de alguma forma o dia a dia?
– Aqui em Moscou parece que não está acontecendo nada, todo mundo vive normalmente, tudo funciona. O que fica é que não pode disputar os campeonatos europeus como a Champions, a Europa League, ou a Conferência League. Acho que isso é um sonho que tenho, disputar esses campeonatos. É um lugar maravilhoso, eu estou cada vez mais conhecendo. Hoje não comenta muito mais, espero que esteja no final, e que o CSKA possa voltar a jogar os campeonatos europeus, que ficará ainda melhor.
Tem boas recordações do CT de Cotia?
– Cotia foi minha segunda casa, onde eu cresci e aprendi muita coisa. A gente fala que entra lá como uma criança e sai como um homem. Realmente é verdade. É um lugar que está no meu coração. A maior recordação são os momentos com os companheiros. Final de semana também que muitas vezes a gente não saía, então sempre estava junto.
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